quarta-feira, 31 de março de 2010

PARA ORFEU

Olha Orfeu no que me transformei. Apenas sombra, apenas violência, apenas eu nem sei...
Não me procures mais, já não existo. O vento me arrastou para onde não sei.
Caminho agora perto dumas ruínas de eu mesmo.
É tudo escuro, verde, marrom e fedorento.
Talvez a Morte venha cedo me arrastar.
Talvez eu viva até me encontrar.
mas eu não tenho certezas Orfeu...
Não tenho nem mesmo incertezas.

PARA UM AMOR DO FUTURO. PARA UM AMOR DO PASSADO.

Queria acreditar
Como! eu juro.
Deixar ao leu esse tolo desencanto
E rir com a lua um riso de alegria.

Muitas vezes desistiu, este sentimento,
Insistiu, todavia porque ao redor
A luz da poesia não incide
De indivíduos banais.

Sei da sina infame, porém,
Deste sentimento.
Seguir amando à toa,
Seguir sozinho na proa...

No seio de algumas laudas
Deposito minha esperanças
De encontrar tua presença
Inda que longe sempre estejas.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Minha paz de mentira.

Essas lembranças que ficam, apesar de sofríveis... só frívolas não sofrem.
Sua ausência na caixa do correio. Minha paz de mentira.
Eu te amo, eu te amo, esqueci.

Para você!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sereníssima

Eu agora que não sei
posso sair da sua vida
e rir
nua, sua, à toa.

Não devo satisfações,
não devo nada
nem a você
nem a ninguém.

Eu, agora que não sei,
não quero nem saber
o que pensam de mim:
passa fora!

Não compro, não pago,
não sei que horas são,
não visto etiqueta
nem ideologias.

Eu, agora que não sei,
é tão bom acordar,
perambular nos jardins de mim
e desanuviar, desanuviar...

A SINTAXE DE BETE - PARTE IV

"os nominais se dividem em femininos e masculinos; os femininos aceitam o artigo a, e os masculinos o artigo o".

TEXTO - MAIS UM
DE BETE

Tenho uma saia cor abacate, outra azul.
Modelos idênticos.
Mas eu gosto mais da abacate.
A abacate é lindíssima.

A SINTAXE DE BETE - PARTE III

"Mas não se pode dizer que 'eu chegou ontem' é bom português".

Eu chegou ontem.
Pés cansados, roupa amarrotada. Dias esteve sumido, meses acho.
Não quis jantar, nem tomar banho.
Ficou sentado, no quarto, luz apagada: pensando? Não disse nada...
Quando ele deitou, pediu, com voz boa: apaga a luz pra mim? Respondi que sim.
Fiquei pensando por qual motivo eu teria ficado tão distante assim de mim.

A SINTAXE DE BETE - PARTE II

Forme frases com os vocábulos:

João - caiu - correu - escorregou - Pedro.

Bete escreveu dois textos:

TEXTO I

João caiu, escorregou, correu.

Depois, João escorregou, caiu, correu.
João caiu, correu e escorregou.
JOÃO NAO PARA QUIETO!


TEXTO II

Segundo João:
Pedro caiu, correu e escorregou.
Mas segundo Pedro:
ele caiu, escorregou e caiu.
Segundo a professora:
João e Pedro são terríveis...

A SINTAXE DE BETE - PARTE I

"A sintaxe é parte essencial da faculdade humana da linguagem, por isso é comum a todas as línguas.
Por exemplo, em Português, Inglês, juntamos palavras que podem exercer diferentes funções, tais como
Sujeitos, Verbos e Objetos

A onça matou o João".

A professora, depois, pediu uma redação. Bete, que já gostava de pensar, escreveu:

A onça não mata ninguém. A onça é irracional.
João mata; ele é homem.
João pensa tudo: pensa o rifle, a munição, pensa o dia e a hora.
A onça não.

Solineide Maria - Língua Portuguesa 2010...
Senhor
Não quero mais ser carne.
Quero o pão eterno que não inside em migalhas depois do amor.
Não me deixe mais , sentir o vazio da arrumação dos cabelos, depois. É pouco...
A água não lava o silêncio e a solidão, no banho.
Depositai em mim o Teu amor que alimenta o vácuo da mão que só quer rasgar o desejo de segundos.
Quero tomar um vinho, mas de uma safra que não deixe ressaca, depois. Nem nódoa...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Carta para Rafaela

Rafaela,
olha só que coisa triste, estou só, ainda. Não tem nada de novo sobre a Bete e a sinusite voltou, hoje, com muita sede de me ver na cama. Fui.
Li umas teorias e deitei. Você sabe que não sei ler, nem escrever (a professora de estrutura me disse, e a de sociologia), mas tentarei aprender até a alma perecer, triste.
O Laboratório está quase pronto, as árvores foram derrubadas e pronto, o portal sempre com problemas (apesar da nova roupagem), estamos sem professor para Língua Espanhola e Literatura Portuguesa... Deixa ver... É isso.
A poesia me socorre e o livrinho está quase pronto. Você estará por perto. Poucos convidados, poucos livros... Coisa de poeta sem grana. E qual já teve? rsrs
Penso que a tristeza que sinto, às vezes com maior força, seja saudade do pão da infância. Nostálgica ne? Pois então.
Ah! tem uma novidade sim. Louca que sou, dizem, e começo a crer, peguei como Eletiva uma disciplina de nome Problemas Metafísicos. Já gargalhou? Pois é, gargalhe mesmo.
O professor é generoso e diz que é coisa para quem tem coragem. Com a filosofia que tenho e tive, já pensou? Se fosse Bete, estaria tranquila, pois ela já fez um curso à distância, lembra?
Ainda não parou de rir? Eu acato e entendo. rsrs
Também dou muita risada de mim, quando saio da sala, toda segunda. Mas comprei uns livrinhos e estou no páreo. O povo sério e cisudo, inda mais com o povo de Letras... vc. me entende ne?
Mas quero a paz da criança que desenha casa com árvore. Quero qualquer paz, na verdade. Para você também.
Saudade.

SOLI


domingo, 21 de março de 2010

Sobre a Norma (que se diz culta) e a Maria.

_ A Norma é tão culta.
_ É, mas a Maria também.
_ Qual nada. Maria vive falando errado.
_ Você que é mal informado. Maria fala a língua dela e a de outros, depende onde ela está. A Norma não, coitadinha. A Norma fala de um jeito só.

PARA ODILON PINTO DE MESQUITA FILHO (O meu maravilhoso escritor-professor)

quinta-feira, 18 de março de 2010

Não sou poeta nem nada,
não sei lidar com a palavra.
Naõ sei lidar
com as palavras.
Elas é que lidam com minha falta
de jeito,
de costume,
de tudo
e de nada.
Elas me escolhem,
escolhem o dia,
a noite,
a hora que vão assaltar minha inocência,
que não tem nada
de inocente.
Elas me sentem e
eu nem sei bem
o que dizer que sinto delas...
que sei EU das palavras?
que sei?
eu?
Nada.
Possuo de meu um par de sandálias
talvez...
roupas que não sei se visto
ou não.
O que tenho de meu?
nada.
O último dia que tive alguma coisa
ou impressão de ter
passou, fugiu.
Perdi.
Passou, acabou.
Voltou o sol na manhã seguinte
a dizer assim: nada, mas nada mesmo, fica.
Nada está pronto e acabado.

PARA MEU PROFESSOR DE METAFÍSICA.

terça-feira, 16 de março de 2010

CONFISSÃO

Eu quero dormir até poder alcançar ser arauto, mas um, que também a mim apregoe sobre Deus. Mas um Deus que me receba de pés descalços e com uma caneca de café na mão, caneca de porcelana velha, rachada, dessas que contam sobre os visitantes, muitos que foram ali.
Não quero um deus qualquer. Quero um Deus que me pergunte de cara: o que você tem? “Ta tão mequetrefe”?! Eu quero.
E não quero ser um arauto qualquer, quero ser um arauto firme e quase santo. Quase, porque tudo o que dizem ser, com muita convicção, desconfio. E devia ser assim, devíamos todos desconfiar de tudo o que dizem. E devíamos buscar nos livros (na atualidade, busca-se no Google). Mas acima de tudo e de nada, buscar em nós.
Eu queria escrever um poema tranqüilo, cheio de músicas em harpa, cheios de tiras brancas de papel balouçando, balouçando, mas estou muito cansada.

Solineide Maria
16/03/2010 15:42
Quando eu crescer, quero ser eu mesma.

Solineide Maria

sexta-feira, 12 de março de 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010

Palhaço é coisa que não tem morada

Feito um palhaço ouço (vejo) coisas,
que para os normais,
não tem
(teriam)
sentido.

Vivo num mundo extra-sensível,
extra-terrestare,
extra-domingo...

E você sabe, todo palhaço não cabe bem
neste Planeta,
nem nas várias moradas do Cosmo
(suponho).

É que palhaço é assim mesmo,
não cabe nem no seu casaco,
quem dirá/diria em Mundos.

Palhaço é coisa que não tem morada,
não é de onde. Existe,
aparece,
some...
ué!

Solineide Maria

terça-feira, 9 de março de 2010

Meu Deus,
fazei-me muito humilde, muito humilde,
até um dia ser digna das palavras.
ainda amo
mas nem muito,
nem bastante.

sempre acordo,
mas prefiro
o acalanto
do que nem

tanto
nem tão pouco
nem demais
nina meu pranto.

viro pro canto,
volto à dormir,
nas ondas altas
dos vitrais

de algum sonho
azul,
bordado
de festim

sinto alegria,
mas também pranto...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Ora! Ação! Mulher!

quero ser pobre Senhor,
em mim, somente ter,
a vontade de Contigo visitar
Lugares Altos.

Dinheiro, algum,
para pagar o pão,
o leite (em casa), e o cafezinho
na universidade, cidade, nos lugares.

quero, um dia, ser Amiga
de Draetta. De fato.
Ele, que já me deu quarenta livros,
eu a ele, apenas um.

Um dia, naquele dia explêndido,
quero ser tão pobre
quanto Nossa Senhora dos Nadas.
Ter, somente, um fio de esperança.

Esperança basta para o amor,
para a boa leitura,
para que a mão boa não mude,
não bata...

Mas se bater, que eu, pobre de tudo,
ofereça a outra face,
seca,
ressequida e sem disfarce.

quero não querer.
Dá-me Vontade de agir e reagir
mas sem ferir (muito) meus valores,
minhas raízes...

E, se alguém disser que estou
"tão diferente",
que eu, rapidamente, responda
Graças a Deus!


Amém.

Solineide Maria de Oliveira - 8/de março/de 2010

domingo, 7 de março de 2010

olhar e ver.
Nada uma coisa com a outra tem a ver.

Solineide Maria

A poesia está triste. Saiu pra rezar.

... a poesia está triste. Saiu pra rezar.
... a poesia insiste, mas a vida,
essa, humana,
entrou em colapso.
Faz tempo já.

Solineide Maria

DIA DE PENSAR O QUE É SER MULHER.

Sempre nos cobraram:
ser mulher e não estar feia
enquanto faxina a casa
enquanto faz comida
enquanto cuida do filho.

Hoje em dia cobram mais:
ser mulher e trabalhar fora de casa
porque a vida está difícil.
E aquelas que preferem o contrário,
ficar tempo integral com seus filhos,
é mal interpretada...

E tem de ser mulher bonita
sensual
durinha
até os setenta.
Tem de fazer academia, (não é "exercício físico")
tem de arrumar tempo e dinheiro e tempo para tudo:
manicure, pedicure, depilação, cabelos...

Algumas dão conta. Outras não se escravizam, mas pagam a conta de serem tachadas (até por outras mulheres) de descuidadas.
E se você é mulher que procura alguma espiritualidade, sei não, fica difícil ser /ter amigas. As escolhas mudam, o foco muda...
Está cada vez mais difícil ser mulher e ser mãe, agora está tudo classificado, uma conceituação diferente, pejorativa, confusa.
Afora muitas outras definições rasteiras, ser mulher é dom e parceria Divinos. Que sejamos dignas de entrarmos em qualquer morada e sentirem saudades nossas, depois.

Solineide Maria - 07/03/2010.

É interessante reler. Releituras são, na maioria das vezes, muito importantes.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Hai de ti
de mim,
de quem não ouve,
de quem não quer ouvir.

Solineide Maria - 28/02/2010...
Algumas pessoas me perguntaram se "virei evangélica" num tom pejorativo. rsrs
Isso, por causa daquela Oração pessoal de início de ano e semestre. "Que coisa menino"! Como diaria Renato Russo.
Primeiro: se acompanhar, estudar e analisar o Evangelho é "virar evangélica", sou, então, há tempos.
Segundo: acho que ninguém vira; a gente hora está longe, hora está perto e hora permeia um lado e outro.
Terceiro: a força de minha poesia não enfraqueceria porque admito crer nisso ou naquilo. Que bobagem gente, em plena "contemporaneidade", tais preconceitos não deveriam exisitr (mais).

Solineide Maria de Oliveira

terça-feira, 2 de março de 2010

Como é bom quando chove.
Para mim, que estou aqui olhando a janela que nem dá para jardim algum. Janela da cozinha, onde tomo um café fresquinho.
Cozinha, onde sento para alimentar o corpo, onde passo à noite para um lanche e onde a família se reúne.
Ah como é bom, porque o calor alivia e dá vontade de escrever uma carta de amor, um poema, um bilhete, um tratado de filosofia.


Solineide
Maria

Amenidades tolas

Ele abraça minha mão, e, conta coisas que, talvez, não compreenderei de pronto.
Aponta alguns caminhos e diz: mas eles são para serem seguidos quando estamos sozinhos.
Ele é muito culto e sabe falar bem e conta até cem para conseguir tolerar a intolerância.
Outro dia ele disse que não queria mais estar apaixonado, e nunca, ser apaixonado por alguém. Ri baixinho... Ele nunca vai saber do que ri; se dele ou de mim.

Solineide Maria - 02/03/2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

VII SEMESTRE parte 2

Ainda sou pouco, ainda não amo como deveria, ainda não entendo e, muitas vezes, ainda desisto. Paro, como uma presa idiotizada pelo mundo materialista, este, onde consegui uma oportunidade para melhorar. Mas é por pouco tempo Meu Deus, porque em seguida lembro-me de Ti e recomeço, ainda que um pouco fragilizada e atrasada em minha hora, mas recomeço.
Dou Graças porque recomeço e por parar. Às vezes a parada é maneira de refletir, então, sabendo que nada é por acaso, dou Graças a Ti por isso também.
Venho pedir proteção para meu coração, porque ainda sinto emoções que não me ajudam na evolução a que me destinei e me destinastes. E, por vezes, alguns sentimentos ainda mal interpretados, fazem em mim uma inquietação danada, e, acabam por desarmonizar minha caminhada. Proteja-me Senhor, de tudo isso, que sei, são artimanhas dos que não me querem ver perto de Tua Luz.
Ampara-me neste novo Ano na UESC, em todos os sentidos. Fazei de mim uma colega franca, e apesar de tropeços que porventura aconteçam, eu possa me reerguer um passo à frente das dúvidas e temores que surjam.
Agradeço e peço igualmente, a abnegada proteção do meu Mentor Espiritual, habitualmente chamado de Anjo da Guarda, aos Espíritos do Bem que se preocupam comigo, me intuindo sempre nos caminhos corretos e seguros.
O Diploma que receberei ao cabo deste Curso é do Senhor Jesus, e, tudo o mais que aconteça em minha vida, sei bem, que é por Força e Obra do Divino Criador, nosso Deus Pai Todo Poderoso!

Solineide Maria - Postagem primeira em Fevereiro de 2010/Postada novamente em 01-03-2010

VII SEMESTRE

de novo.
Mais alguns meses e pronto.
de novo.
Mais alguns testes e pronto?
Uma nota me dirá se estou noutra etapa,
mas o que passa por dentro?
Há mudança? Ou trapaça?
Sei ou não sei a lição?
Aprendi alguma coisa?
Ou a nota, é, o que importa?
Perguntas, perguntas, perguntas...
RESPONDA-AS SE FOR CAPAZ!

Solineide Maria - VII SEMESTRE
Reflexões sobre "a busca do conhecimento".
Em contrapartida estamos,
Ser já nem tanto...

Solineide Maria - 01/03/2010