segunda-feira, 28 de março de 2016

MÃE DE LEITE



O leite da mãe-negra,
 tão gostoso...
Leite quentinho e branco 
e saboroso.
Lembro direitinho da canção
que chorava para mim, 
na hora de mamar...
"toma fiinho branco,
toma leitinho de mãe-negra,
toma fiinho do meu coração...
O meu fio 
nunca mais vi nessa vida...
oh fio branco 
que tristeza,
ter leite 
e num tê fio pra dá petcho,
inda bem que tu mama
meu fio branco,
que assim alembro do meu fio
arretirado das minha mão"...


Poema de Solineide M. de Oliveira do P. Rodrigues

ABRAÇO EM QUARTETO


A amizade não despreza...
Carrega o amigo pelo braço,
no abraço...
Pelas estradas vermelhas,
chão cheinho de nada...
A amizade é o amor serelepe!
Por causa da amizade 
a vida fica mais leve,
a roupa não importa,
está sempre bonita!
E num abraço em quarteto,
puxa!...
Que maravilha!

Poema de: Solineide Maria de O. do P. Rodrigues

sexta-feira, 4 de março de 2016

Carta para Neide


"Amiga mía, no sé qué decir,
Ni qué hacer para verte feliz.
Ójala pudiera mandar en el alma o en la libertad,
Que es lo que a él le hace falta,
Llenarte los bolsillos de guerras ganadas,
De sueños e ilusiones renovadas.
Yo quiero regalarte una poesía;
Tú piensas que estoy dando las noticias. Amiga mía, princesa de un cuento infinito".




Neide,
estes versos são de uma canção que embalou muitos dos nossos dias, num passado que parece distante... Mas que foi nesta encarnação.
Nele, o eu-lírico diz que quer mandar uma poesia sem a interferência das notícias, porque decerto que o destinatário iria pensar que fosse uma composição narrativa, de fatos comuns. Lindo isso...
Quando você me dedicou essa poesia, estava antes de tudo. Antes até de mim. Não sabia por exemplo, o que era escrever seriamente.
Depois que me convidou para ter um convívio com SP junto à você, tive oportunidade de conhecer muitas coisas, inclusive a Escola de Escritores, onde percebi que os tantos pensamentos que me perseguiam de noite, eram composições poéticas.
Descobri o Espiritismo com você e comecei a levar a sério aqui em SP, com você. Foram tantos Centro Espíritas visitados, lembra?
Lembra dos Tratamentos no Caminho da Luz? Os livros a serem lidos com discussões à noite, depois do Evangelho... na mesa do café de Domingo...
Descobri muito de mim convivendo com você e depois, com nossos filhos juntos.
Durante esse período fomos crescendo. Todos juntos. Eu, você e nossos filhos.
Não se sinta parada na existência desta encarnação... Você fez tudo por nós. E quando realizamos algo em nome de quem amamos, estamos realizando em nossos nome.
Sabe, às vezes ouvimos coisas que doem, outras dizemos. O bacana é não deixar que essas lembranças nos acompanhem feito sombra desiludida, porque isso nos fere. Temos que ir deixando morrer, palavras adoecidas que ouvimos ou que proferimos.
Nós que já estamos buscando na Seara dO Cristo uma razão maior para a existência, temos que ter em mente que tudo é maior do que o que vemos nesse momento. 
Outro dia você me disse assim:
"Sabe quando vamos lá em cima, no avião Soli, acho que é por aí que Deus nos enxerga".
No entanto, você continuou, "Ele sabe quem somos e onde estamos, não é perfeito"?
Sim Neide. É perfeito. E tenha certeza que sua vida marcha vigorosa o caminho das realizações felizes. 
Mãe dedicada e vencedora, mulher companheira, leal e fiel, ser que gosta de cuidar. Tantas vitórias já escreveu em seu currículo de vida minha irmã. 
Hoje peço os versos de Alejandro para lhe dizer...

"Amiga mía, tan sólo prentendo que cuentes conmigo.
Amiga mía, a ver si uno de estos días,
Por fin aprendo a hablar
Sin tener que dar tantos rodeos,
Que toda esta historia me importa
Porque eres mi amiga.
Amiga mía"...


Parabéns por ser esse Ser lindo que é.
Hoje, ouvindo a canção do Alejandro,um dos nossos artistas prediletos, mais uma vez me deu vontade de lhe agradecer por tudo. Mas tudo mesmo. E dizer que sua história me importa, porque você é, além de tudo, minha muito cara amiga.

Solineide M. de Oliveira do Patrocínio Rodrigues
04/03/2016


quinta-feira, 3 de março de 2016

MATRIMÔNIO (poema de número 3.000000000 para meu marido Jorge Rafael Rodrigues)



Há séculos estive à tua busca.
Muitas vezes Morri.
Muitas vezes Nasci.
Muitas vezes Me desperdicei...
Mas guardava, Guardei...
numa sacola De pano:
a mirra,
o ouro
e a prata
Que meu espírito Carregava... Para ti.

Para ti Guardei
o amor que era teu. 
Para ti
o amor que aprendi
com Deus,
minha mãe,
meu pai,
meu irmão,
minhas irmãs, 
minha filha...

Muitas vezes houve tempestades.
E na secura delas
o esqueleto solitário da busca 
teve que se recompor.
E fui aprendendo sobre palavras
que salvam a esperança.
Outras vezes,
o silêncio também se fez palavras.

No incômodo da solidão aprendia,
aos poucos, a ser calma
a ser um Ser...
E um dia um Arcanjo trouxe a notícia:
"Hoje ele virá"! Peguei o que tinha:
pão, vinho,
a sacola de pano e meu espírito burilado por Deus,
na longa jornada à tua espera.
Trago te. 
Dou-te.
E o que não era mais virgem
pedi para a Virgem Maria
que recompusesse.
Ela assim o fez,
Porque me banhou
e me enxugou com uma fralda antiga
de Jesus (dessas que as mães guardam
para sempre...).

E A Virgem disse:
"Estás pronta.
E estás linda!
Vá. Ele também por ti espera".

Dou-te o que sou.
Dou-te o que quero ser.
Além da mirra,
do ouro
e da prata que guardei
por séculos
numa sacola de pano.
Eis-me aqui.


Solineide Maria de Oliveira do Patrocínio Rodrigues 10-06-2015

Amigos e leitores e amigos leitores


2016 começou e nenhum poema postado. Poxa...
Mas a correria dos dias alcançaram minha poesia. Peço desculpas.
Agora retomo esse espaço e vou tentar ser frequente.
Comecemos agradecendo a Deus Pai, Criador de tudo o que existe, por tudo!
Agradeço por todas as realizações de 2015, incluindo meu casamento com Jorge Rafael Rodrigues, ser amado que Deus me deu a alegria de reencontrar.
Agradeço por Flora maria, filha que me presenteou com a honraria da maternidade.
Agradeço pelos familiares e amigos.
A vida é para ser vivida com base na gratidão a deus.

Solineide