domingo, 28 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Relendo cartas literárias

Tenho lido muito.
O que é ter lido muito?
Está bem... tenho pensado que leio.
Há muito o que aprender. Ler é um desses aprendizados.
Mas devo "ler" senão morreria de tédio.
Mas o que me deixa mais feliz, é ler as cartas que me escreves.
São palavras tão "vivas" que deixo um pouco de lado, até, o livro de Neruda para ler você.


1986

TRISTE COMEÇO DE FIM DE ERA

De tão distantes, as pessoas se esquecem diariamente, parece que cada um dos olhos, está olhando para lugares diferentes.
Ter pudor, agora, é covardia...
Melhor seria pensar em esquecer o velho tema, AMOR, que ele seja iscutido e lembrado, apenas, pelos poemas.
De tão egoístas, as pessoas não se conhecem mais...
Toda elas sempre roçando suas próprias idéias revolucionárias. Triste começo de fim de era...

Solineide Maria
1986

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

PARA MINHA MÃE REGINA MARIA

Minha mãe, hoje, faz setenta e alguns anos. Daqui ouço o bater do machucador nos temperos de alguma comida, que, ao cabo, fica deliciosa.
Já tenho mais de trinta, e, antes ficava chateada por estar em casa de meus pais, com filha e tudo. Mas depois de algum tempo e bons amigos, acatei no coração que estar com ela, é, demais um benefício, pois, é tempo de ser filha de novo, e, pedir perdão e aprender a amar direito, e ser companheira.
Não sei amar ainda. Ainda cobro, ainda não respeito, não entendo o desamor ou falta dele por mim. Não sei, ainda, amar como Jesus amou, mas venho treinando. (rs)
O barulhinho da carne fritando, da panela de pressão apitando o feijão em cozimento, ora ou outra um refrão de música, geralmente um louvor da igreja, ou uma canção do padre Zezinho, ela entoa, enquanto exerce a arte de cozinhar.
Fico sentindo a presença de minha mãe e agradecendo: o cuidado, o carinho, a devoção por sua família. Tanto zelo e tantos filhos, seis criados, cinco que não ficaram... Uma lembrança eterna da mãe que fora embora enquanto esteve longe, em São Paulo. Ela repete essa história, sempre com o mesmo pezar.
Agora ela quebra um côco, ela não gosta de cozinhar peixe, com leite de côco industrializado. Ela quebra o côco, corta e rala. Isso tudo é carinho, é entrega, é minha mãe dizendo para nós, me dedico ao serviço de ser mãe e dona de casa e esposa.
Ouvindo aqui a presença viva de minha mãe, o barulho das panelas, o tilintar dos copos, o cheiro do café, parei para agradecer publicamente a Deus, por ter mãe viva e sã e para agradecer por estar por perto.
Feliz Aniversário minha mãe! O presente é nosso!

Sua filha Solineide Maria
24-02-2010

Devagar aprendo a amar-amor

Ele chega,
ele fica,
ele conversa,
ele ainda está.

Ele ainda está no coração,
ainda brinca de camaleão,
ainda sabe que mexe
com minha transparência.

Ele conversa,
ri,
pega em minha mão,
me beija a face.

Pede um filho pra mim,
brinca demais com coisa séria.
Depois diz: ai, ai,
quero ir para Berlim...

Ele não sabe da paixão
que vira amor,
que fica quieta e ampara a solidão.
Ele não sabe que aprendi.

Não sabe que aprendi lidar com a dor,
que amor e solidão são companheiros
que fazem bons poemas, são parceiros
das coisas de escrever.

Ele desconfia que estou ficando madura,
que a voz já não é muito agoniada,
que a paz já alcança minha fala,
que devagar aprendo a amar-amor.

Mas, ele chega,
ele fica,
ele conversa,
ele ainda está...

Solineide Maria - 24/02/2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Mudar dói, Mas acrescenta. Às vezes nem dói...

Mudar é transformar
E isso pede coragem,
Coragem e desapego;
E isso pede roupagem nova
De outra textura,
Indizível.

Mudar é muito bonito:
Porque tudo vai chegando
E indo,
E vai ficando
Quando é fato verdadeiro.
Quando o encontro é reencontro,
Mudar não leva embora
Nenhum dos amigos feitos.
Pare de chorar menina
Mudar dói,
Mas acrescenta.

Para Luísa - da Dinda Solineide.

p.s. SEJA FELIZ EM TEIXEIRA!

A felicidade - primeiro semestre

A felicidade, Rejane, é uma menina faceira, mas muito, muito irritante. Se não tens muita constância, ela corre longe.
Corre e fica lá olhando a nossa cara de infantes, que perdemos a vontade por qualquer tola decepção. Por isso, é preciso ser “infalível, como Bruce Lee”.
A felicidade quer a todos, mas nem todos sabem ir de encontro aos seus bracinhos tão macios, tão fofinhos, tão agradáveis de abraçar. Braços de sonho e luar...
Por isso se faz preciso ser “impávido que nem Muhammed Ali”.
A felicidade é assim, malemolente, faceira que nem só ela; facinha ela não é não...
De toda sorte, é preciso ir à busca dela sim, “apaixonadamaente como Peri”.

Para REJANE GOMES DE OLIVEIRA SILVA – por ter persistido em agarrar sua felicidade-universidade.

TIA SOLI

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Injustiça é issso que vivemos...

Injustiça é isso que vivemos.
Essa separação de seis horas,
esse inferno de geografia.
E também são esse tédio e essa agonia!
Injustiça é isso!
Essas doenças, essas gripes assassinas...
São tantas coisas que me dão taquicardia.
Injustiça é isso que vivemos,
essas dificuldades em visitas.
Essas cidades assim: separadinhas.
São tantos meses sem se ver, tanta agonia!
Injustiça é isso.

Solineide Maria - 1986

Califasia ao contrário

No entanto eu nem sei, sabe?

O menino morreu de fome, a mãe também,
o Espírito Santo também,
o pai também, o Filho também...
A Bíblia morreu de fome de bons leitores,
os outros livros também... eu também.

No entanto eu nem sei, sabe?

O céu morreu de fome,
a nuvem também,
o mar também.
A chuva morreu de sede,
os pastos também.

Solineide Maria - 1986

DO VAZIO

Tudo é muito vazio.
Até o conceito de vazio é vazio...
Não existem palavras que definam o que sinto.
Acho que nem sinto realmente.
É tudo triste e apático e frio, quando o sinto.
Até o conceito das palavras são vazios...


Solineide Maria - 1986

O DIÁLOGO DO SOLDADO DE MADEIRA E DA MENINA DE PORCELANA (SOBRE SER CRIANÇA E SER ADULTO)

Numa festa de brinquedos
um soldado de madeira
perguntou para a "menina"
de porcelana:
- o que você desejaria
se fosse criança de verdade?
Ela olhou, e ficou séria
e respondeu de mansinho:
- queria que os adultos
não esquecessem a infância,
daí não fariam guerra,
não seriam egoístas,
e não pisariam na grama,
não seriam tão ranzinzas...
Queria mais,
queria que os adultos fossem
de fato humanos,
porque acho que se esquecem
quando crescem...
Queria mais, mas agora,
minha dona vem chegando
vou lhe dar muito carinho,
abraçar seu cabelinho,
vou brincar, brincar e rir,
logo ela crescerá, você sabe
e aí, certamente me esquecerá.

Solineide Maria de Oliveir - Fevereiro de 2010.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Sem o Rio Cachoeira - Feliz 100 anos Itabuna?

O Cachoeira está triste,
ontem à noite um verso me quis contar sua história.
Mas veio, me olhou e saiu, caiu nas podres águas vazias,
não sei se de rio ou de fio, que hoje tece o mesmo destino,
de rios que morrem inundados de progresso...

O Cachoeira está só:
feito quase todos os doentes,
injustiçados,
mendigos do amor das gentes.
Das mesmas gentes que se banharam,
comeram,
plantaram,
colheram,
por meio de suas águas.

A sina dos que se doam, parece,
aqui neste planeta, no fim e ao cabo é a mesma:
tristeza, tortura, treva.

Será?
Será que não é capaz, ele tenha ido para o lugar
de onde nunca deveria ter nascido?
Será que não é capaz, ter voltado ao seu estado de
rio-feliz, Cachoira-serelepe?
Será? E lá hoje esteja vivendo, na "Dimensão"
que é a sua de fato.
E para nós deixou o que merecemos:
pouco, podre,
pó que somos.

O Cachoeira morreu: para nós que merecemos.


Solineide Maria

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Pele - o Apelo da razão (ou da emoção?)

É coisa de pele, dizem.
Não é não.
Se instala na pele,
vem do coração,
passa pela alma.

Às vezes faz justo o caminho contrário.
Apenas de pele, nunca, não é não...

Às vezes aparece na pele,
fica por uns dias,
uns tempos,
um período.
É fase. São fases.
Pele é muito mais que uma carapaça...

A pele tem pequenas trapaças
que não percebemos.
São sinais de alerta;
são sinos, são sons,
são selos de sentinela.
Alertam além.

Apenas de pele, nunca, não é não.


Solineide Maria - 04h10min

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

NÃO COBRE DO POETA ALEGRIA OU TRISTEZA

porque a casa do poeta tem um número infinito de quartos para as palavras repousarem.
Por causa disso, ora o texto está alegre,
ora triste,
ora reflexivo,
ora melancólico,
ora cinza, ora brilhoso,
ora sedutor,
ora áspero,
ora nem faz diferença alguma,
ora arranha, fere, dói e ora estimula.
Não cobre do poeta uma personalidade, ora essa...

Solineide Maria

RESEÑA CRÍTICA ACERCA DE LA PELÍCULA DIÁRIOS DE MOTOCICLETA - POR SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA

PAPELETA TÉCNICA: Diários de Motocicleta. Direção: Walter Salles. Produção: Senator Film Produktion GmbH. Argentina: Buena Vista International, 2004.


Diários de motocicleta, es una película del año 2004, fue producida por Argentina, Brasil, Chile, Reino Unido, França, Estados Unidos del America e Cuba. La direción es del brasileño Walter Salles. Parte del elenco cuenta con la presencia de: Jean-Pierre Noher, Lucas Oro, Marina Glezer, Sofia Gael García Bernal, Rodrigo De la Serna, Mercedes MoránBertolotto, Franco Solazzi, Ricardo Díaz Mourelle, Sergio Boris, Daniel Kargieman, Diego Giorzi, Facundo Espinosa, Matias Gomez y Diego Treu.
Fue indicado para mejor película estranjera en 2005, por el Premio BR do Cinema Brasileiro; ganó Premio Goya en 2005 en la categoria de Mejor Rotero adaptado (Espanha); no Festival de Cannes fue indicado a la Palma de Oro (2004) y entre otros premios. También tuvo indicación al Premio de Mejor Director por el Independiente Spirit Awards en EUA (2005).
Apesar de que dicen ser del gênero aventura, la unica aventura que puede ser encuntrada en esta buena obra és la aventura de se conocer a si mismo. Se trata mucho más de la aventura de una persona buscando motivos más listos de vivir, y ni siquiera ha habido en realizar tal busqueda. Si eso es aventura, es la mejor que se pueda encuentrar. Pues no se encuentra una vida vivendola por vivir, una vida se encuentra viviendo para vivir mejor.
Che Guevara vivió la vida descubriendo maneras de vivr mejor a su vida. Hasta más que eso, vivió mejor la suya para que otros pudieran vivir mejor. Este mejor tiene que ser explicado, pues ni siempre lo mejor es lo más confortable: lo mejor em muchas ocasiones, es lo menos confortable posible. Che vivió desconfortable, pero vivió muy bien por lo aquilo em que creía: la vida tiene que ser mejor para todos los latinoamericanos.
Salir con un amigo para conocer el continente sul-americano. Con un amigo y su motocicleta, cuyo apellido era La Poderosa. Nada más pueris. Podria ser ingênuo caso no se tratase de anotaciones reales de Che Guevara. Es ahi que se encuentra mitad de la poesia de la obra. Aún que sé poesia en película, aún que parezca una poesía extraña, pues es de la vida real. ¿Pero, la vida real no es, en la verdad, mitad de la poesía de la vida ficcional?
La Poderosa se pone rota despues de algunos meses, pero ellos van adelante con aquel plano y van a dedo. Así, la aventura se queda más poderosa: porque la vida real de aquellos por lo quien encuentran, queda muy cercana de ellos. Se quedan más tiempo en los lugares y pueden charlar mucho con las personas que encuentran.
Hay ua encena donde Che va a consultar una vieja dolente y allí es como se una pregunta viniera para si mismo: ¿ Lo que puedo hacer para los otros. Para estos otros que estoy conociendo y que viven una vida miserable y triste y sin esperanza?
Además, hay una historia de amistad entre Alberto Granado y Che y todas las cosas buenas que una amistad verdadera puede traer para una persona, cualquier persona que se abre para tal experiência. Parece una historia dentro de una historia y ya no se sabe qual es la más bonita. ¿Es aventura? Si, se pude ser una aventura, salir con un amigo de verdad y buscar conocer los países que son vicinos al nuestro. Y más, descubrir poco a poco, que aquellos vicinos son también: hermanos que pelean y sufren por la ignorancia del poder. ¿ Cual poder tiene el derecho de disminuir vidas de otros hermanos?
Si, se pude ser una aventura, se decubrir pequeño delante de la grandeza que es la ganacia de unos. Se puede ser una aventura, tener un río afastando hermanos y puede ser doloroso no tener coraje para transpor a nadie.
Cuando Che conoce al trabajo de los médicos em frontera de Paraguay (que cuidan de dolentes de lepra) unos abandonados por la família y otros que se fueron para allí por no tener outro lugar para quedaren, hay otra aventura íntima que ocurre: la descubierta de que um río no tiene fuerza cuentra sus deseos. Un río no puede mucho contra su alma. Y allí, su amigo Alberto descubre que aquel Che es otra persona, que ha mudado, que es Che Guevara de adelante.
Finalmente se puede decir que en esa aventura, Che Guevara nació y Alberto decidió su vida. En esa aventura, nació una de las figuras más importantes de nuestra historia. Alguien que revolucionó cabezas y vidas. Y sucedió más: nació un hombre que decretó transponer sus dudas y que ha tomado en las manos su destino en una aventura mayor: endurecer sin perder la ternura.


Referencias Bibliográficas
Sites:

www.adorocinema.com/.../diarios-de-motocicleta. Acesso em 19/09/2009.
filmes.net/diariosdemotocicleta. Acesso em 19/09/2009.
www.adorocinema.com/.../diarios-de-motocicleta.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Frases para se despedir

Não precisa se preocupar: amanhã vou lhe deixar, meu bem.
Não precisa pedir: amanhã vou me decidir em ser feliz com a alegria.
Não precisa lamentar minha tristeza e agonia: é tudo poesia...
E em poesia fica tudo melhor.


Solineide Maria

domingo, 14 de fevereiro de 2010

escrever um poema político é difícil...

escrever um poema político é difícil.
um amigo me pediu, escreva se for capaz!
Vixe Maria! pensei...
o que escrever que não soe técnico?

Deixa eu ver... falar sobre as mentiras,
dos políticos?
Do roubo de nossas riquezas?
Da paciência "tonta" de nós todos?

O que escrever que não soe nojento?
Falar sobre Leis que nunca são aplicadas?
De universidades falidas de tudo,
incluso de dignidade?

Falar da falta de segurança nas ruas,
nas camas, nas mesas,
nos banhos? Água suja que só vendo...

Que tipo de graça ou força tem
um poema político tolinho?
Ou sabidão?
Ou elegante ou sarcástico?

Contra a falta de humanidade brasielira
ou mundial, meu amigo,
como diz uma amiga minha:
SÓ JESUS SOLI!!

Solineide Maria de Oliveira

Ofereço ao "amigo" que mandou um e-mail pedindo um poema político, pois "parece, que vc. só fala de amorezinhos", ele escreveu.
Continuarei tentando alcançar a grandeza dos seus poemas políticos.

Naquele tempo, quando tu não existias em mim

Naquele tempo, quando tu não existias em mim, minha calma era paciente. Havia cor para separar as claridades.
Naquele tempo, quando eu não sabia de tuas maravilhas, meu andar percorria por onde eu ordenava. Encontrava tranqüilidade em tudo (quase) que diziam ser coisas de sossegar.
Naquele tempo, quando nunca antes havia degustado do teu abraço, conseguia me concentrar.
Naquele tempo, quando tu não existias em mim.

PARA FERNANDO PESSOA - uma ousadia...

Tudo é poesia quando a alma não é vazia.


Solineide Maria

Receber um poema

Receber um poema é ter o peito assustado docemente acalmado,
é ter as mãos sem dono acolhidas,
é ter a voz em susto amainada.

Receber um poema é ver a luz ainda mais cintilante,
é adormecer em paz por um instante,
é ver, e, até sentir tranquilamente,
coisas horrendas desfilarem nuas
nesse mundo que decai sem paradeiro.

Receber um poema amanhece minha alegria,
apetece minha euforia,
sigo em paz por quase todo o dia.


Solineide Maria - 2009/Agosto.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Uma amizade perdura. Ultrapassa mares e motos.

Uma amizade perdura. Ultrapassa mares e motos.
Marés, motos, automóveis...
Uma amizade das boas,
nem precisa de convite: aparece e senta e borda
uma conversa, uma prosa, uma palavra que for,

que seja de longe, bem longe,
ou de perto ali na esquina,
uma amizade das boas não precisa de pois, pois.
Mas tem de dar o ar da graça,
senão sucumbe, coitadinha...

Mas inda que não seja sempre,
nossa amizade assim é:
bela bola de sabão
que nunca vai pipocar!
Sobe, sobe, e lá em cima, nunca para de brilhar.

Solineide Maria - Para meus AMIGOS.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

FÉRULA, UNA BRÚJULA BUENA Y MALA EN LA OBRA LA CASA DE LOS ESPIRITUS DE ISABEL ALLENDE - UN ARTÍCULO DE SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA

UNIVERSIDAD ESTADUAL DE SANTA CRUZ
CURSO - LETRAS
LITERATURA ESPAÑOLA - LTA 054




FÉRULA, UNA BRÚJULA BUENA Y MALA
EN LA OBRA LA CASA DE LOS ESPIRITUS DE ISABEL ALLENDE







ILHÉUS – BAHIA
NOVIEMBRE 2009


RESUMEN

Este trabajo presenta una discusión acerca de la brújula Buena y la Bruja Mala, que se supone demostrarse en el personaje Férula, de la obra La casa de los espíritus de Isabel Allende. Se discutirásobre de qué manera la Brújula Buena puede transformarse en una Brújula Mala y se ellas no tendrían en sus cernes las dos esencias.

Palavras-chave: Realismo Mágico, Brújula Buena, Brújula Mala.


Artículo presentado al Profesor Mestre Wodisney Carneiro, da Disciplina Literatura Española LTA 054, por la a alumna Solineide Maria de Oliveira, para obtención de la nota final del semestre.


" - Bruxa de verdade não existe! E sua avó nem é tão feia, nem tem cara assim de bruxa. A gente não tem medo dela. Ela às vezes traz você para a escola de carro, e bruxa voa montada em vassoura!!!" (LUFT, 2004, p.13).

“ - Tatinha, tudo tem seu lado bonito e seu lado feio, seu lado bom e seu lado ruim. Não se pode dizer que só cabelo comprido é bom, ou que só olhos azuis são bonitos. Nem que o que é feio é sempre ruim, ou o bonito sempre bom. Lembra que já lhe falei isso”? (LUFT, 2004, p.68)


Un poema para Férula

Yo tengo una brújula en mí. En la verdad, tengo dos.
Dos brújulas en mina carne y mío triste andar.
Tengo, algunas veces, una voz de buena niña,
Esta me hace mejor y cuida mucho de mí.
La otra voz es más dura,
Casi no es voz, casi es ruido.
Tengo miedo, pero si soy solita en el mundo,
Una voz así apoya.
Una vez oigo la buena, otras oigo aquella otra.
Pero mi corazón cansado gustaría de un trago
Que la paz pudiera darme.
Yo tengo sed de las cosas buenas de la vida,
Una flor, una poesía, un abrazo.
La voz más dura no piensa así. Está muy resequida.
La otra, la voz clarita, solamente gustaría de oír una ópera,
Escuchar palabras coloridas y tener un gran amor solamente para sí.

Solineide Maria de Oliveira
Noviembre - 2009.

1 CONSIDERACIONES INICIALES

En la casa de los espíritus van aparecer personajes muy complejos y simples al mismo tiempo. Un hombre con avidez de ganar dinero e casar, Esteban; una mujer que muere envenenada por la ambición política, Rosa; una clarividente infante que será, después, la protagonista principal, Clara; personas que desean la libertad de la exploración de un hombre poderoso, en un país de pocos hombres poderosos, el representante de los pequeños y explorados, Pedro.
El Realismo Fantástico está en todo por entre la historia y, sugiere, dejar más tenue la vida del lector, ya que no es una historia fácil, donde todos se quedan bien en el final. De cierto podríamos suponer, ya que el Realismo Fantástico
[…] mostra o homem circunscrito à sua própria racionalidade, admitindo o mistério, entretanto, e com ele se debatendo. Essa hesitação que está no discurso narrativo contamina o leitor, que permanecerá, entretanto, com a sensação do fantástico predominante sobre explicações objetivas. A literatura, nesse caso, se nutre desse frágil equilíbrio que balança em favor do inverossímil e acentua-lhe a ambigüidade (RODRIGUES, 1998: 11).

Cercando la narrativa, hay muchas mujeres, todas llenas de vida o de muerte, que es una manera de vida, dirían los místicos. Mujeres muy interesantes y cada una de ellas, con una característica ricamente dibujada por Allende.
Para nuestra discusión elegimos Férula, una mujer que trae un misto de angustia y serenidad. Angustia por la vida que lleva en cuidar de una madre doliente por arriba de una cama y que va a ser así por toda la vida, hasta que ella morra. Serenidad, por cuenta de una mirada de cuasi santa de que la autora hace uso para hablar de su figura de mujer que cuida de los otros.

2 DISCUSIÓN

Una bruja nace según la ficción
Quando de um casal nascem sete filhas; sem nasça nenhum menino entre o espaço, a primeira ou a última será, fatalmente, uma bruxa. Para que isso não venha a acontecer é necessário que a irmã mais velha seja a madrinha de batismo da mais moça. São apontadas, como tal, certas mulheres magras, feias, antipáticas.
No es el caso de Férula, que tiene únicamente un hermano, Esteban. Pero, la delgadez y las maneras feas de vestirse, además que sea pobre, le aproximaría do que sea una bruja. Antipática ella no seria, sino desconfiada, incluso, de la vida. Tendría sus motivos, ya que su vida era cuidar de una mujer doliente, su madre, y un hermano que no le daba la mínima importancia.
Hasta aquí, Férula seria una Brújula Buena: magra e fea tal vez, pero cuidadora de su madre doliente. ¿Triste? Ciertamente, ¿Pero, a quien le gustaría vivir sin casar y tener su propia familia por desfecho del destino y no tener un fio de tristeza en el alma? Su rutina en cuidar de su madre era igualita, siempre
Después del almuerzo la trasladaban a su cama, acomodándola para que pudiera estar medio sentada, única posición que le permitía la artritis, sin más compañía que las lecturas piadosas de sus libritos píos de vidas y milagros de los santos. Allí permanecía hasta el día siguiente, en que volvía a repetirse la misma rutina. Su única salida a la calle era para asistir a la misa del domingo en la iglesia de San Sebastián, a dos cuadras de la casa, donde la llevaban […] en su silla de ruedas (ALLENDE, versión electrónica de La casa de los espíritus, p.29).

En Todorov el Realismo Fantástico es “a hesitação experimentada por um ser que só conhece as leis naturais, face a um acontecimento aparentemente sobrenatural” (TODOROV, 1992: 31). El sobrenatural en la vida de Férula, sería estar para cosas que no eligió, no conocería el mundo real como es. Ella viviría dentro de un mundo creado para ella, por fatalidad, un mundo de estar para los otros y jamás para sí misma. Un mundo de remedios y lavar heridas y dar agua y baño y comida y jugar afuera las cosas desagradables que salían del cuerpo de su madre. Una Bruja Buena sí, pero muy melancólica y solita, infinitamente solita.
Una bruja según la literatura “condena seu corpo ao isolamento e será com muita relutância que se "abandonará" a encontros íntimos” . Eso en Férula ocurre, de cierta manera, pues va a vivir sin jamás envolverse íntimamente con nadie. Y pasara la vida de esa manera, sin conocer el cuerpo de otra persona, solamente por las puertas entreabiertas del cuarto de su cuñada y

era increíble cómo podía percibir desde la puerta entreabierta la calidad de los estremecimientos, la abundancia de los jugos, las palabras murmuradas al oído, los olores más secretos, un prodigio, en verdad. (ALLENDE, versión electrónica de La casa de los espíritus, p.29).

Férula siente rabia por no tener poder de salir y también vivir su vida, como hace Esteban, aunque sea una vida de trabajo duro para ganar dinero para él y para mandar para la compra de los medicamentos de su madre doliente. En ese momento, para algunos, ella sería una Bruja Mala, pues en la sociedad, hasta los días actuales, es para la mujer que se quedarían determinadas diligencias domesticas, desde parir y cuidar de los hijos propios y de las hermanas que trabajan fuera, y dos los hermanos que tienen esposas que trabajan fuera, cuando estas mujeres encuéntrese desempleadas o sin otra cosa que hacer. Estas mujeres va a tener, incluso, la obligación de de las madres y padres dolientes:

(…) La tierra es una idea romántica, lo que enriquece a los hombres es el buen ojo para los negocios -alegó Férula-. Pero tú siempre decías que algún día te ibas a ir a vivir al campo.
Ahora ha llegado ese día. Odio esta ciudad.
-¿Por qué no dices mejor que odias esta casa?
-También -respondió él brutalmente.
-Me habría gustado nacer hombre, para poder irme también -erijo ella llena de odio
-Y a mí no me habría gustado nacer mujer -dijo él.
Terminaron de comer en silencio.
(ALLENDE, versión electrónica de La casa de los espíritus, p. 31 – negrito nuestro).

Una mujer fuerte, pues, ¿Quién, sino una persona fuerte, soportaría vivir con tantas mácelas alrededor de sí y en medio de tantos acontecimientos mágicos en su vida? Parece mágico si, una situación de esas, una situación no elegida y que se propasa por la vida afuera. Férula seria una Bruja Buena hasta no quejarse de esta situación, pero prosigue, sin tomar la decisión de partir, pues, ¿Para donde iría? Vivió siempre por los alrededores de este mundo fantástico que le ha impuso el destino.
Férula pasa por la vida siendo más Bruja Buena que Bruja Mala. Pues cuida de su hermano, va a hablar de Rosa para él, cuida de escribir contando las noticias de su madre y tuya, escribe cuando Rosa more, le manda libros para estudiar y tantas otras cosas.
En la realidad todas las personas “normales” también tienen dos lados, el lado bueno y el lado malo. Con las Brujas no se darían diferente, hasta porque viven en un mundo donde todo es posible. No podemos olvidar de que las Brujas fueron quemadas en siglos pasados por la Iglesia, una manera de dar fin al que no se entendía y más, una manera de quedarse con el poder apenas para sí. El poder en la historia de Allende, sería representado por Esteban y este, le daría a Férula, el destino de vivir crecidamente solita, y más, lejos de él y de Clara y de sus hijos. Por fin, lejos de una familia, de un mundo real. En ese momento, Esteban hace aparecer una Bruja Mala con mucho poderío en Férula, pues, que esta, le lanza una maldición que se cumplirá más tarde, en la narrativa:

-¡Te maldigo, Esteban! -le gritó Férula-. ¡Siempre estarás solo, se te encogerá el alma y el cuerpo y te morirás como un perro!
Y salió para siempre de la gran casa de la esquina, en camisa de dormir y sin llevar nada consigo.
(ALLENDE, versión electrónica de La casa de los espíritus p.81 – negrito nuestro).

¿Cómo no sentir rabia de un hermano así? Salir cargando solamente las ropas del cuerpo, sin al menos arreglar sus cosas, su escoba de cabello, su zapato de ir para la misa por los domingos, su presilla del cabello. ¿Cómo no? Y salir para ninguno lugar, pues que no sabía para donde ir, no tenía lugar que no llevase a nada y nadie. Su vida hasta aquel momento se convirtió a cuidar de los otros, por la casa de los otros. Desde ahí “Férula no tenía un domicilio fijo” (ALLENDE, versión electrónica de La casas de los espíritus, p.82) y Clara no se encontrará con ella por mucho tiempo, hasta cuando muere y su espíritu va a avisar a la Clara de su pasaje, en definitivo, para el mundo de los espíritus y a

Todos los que vivieron aquel momento, coinciden en que eran alrededor de las ocho de la noche cuando apareció Férula, sin que nada presagiara su llegada. Todos pudieron verla con su blusa almidonada, su manojo de llaves en la cintura y su moño de solterona, tal como la habían visto siempre en la casa. Entró por la puerta del comedor en el momento en que Esteban comenzaba a trinchar el asado y la reconocieron inmediatamente, a pesar de que hacía seis años (...)

(...)una mano en cada hombro y la besó en la frente con un beso breve. Lo único que se escuchaba en el comedor era la respiración jadeante de Clara y el campanilleo metálico de las llaves en la cintura de Férula. Después de besar a su cuñada, Férula pasó por su lado y salió por donde mismo había entrado, cerrando la puerta a sus espaldas con suavidad. En el comedor quedó la familia inmóvil, como en una pesadilla. De pronto la Nana comenzó a temblar tan fuerte, que se le cayeron los cucharones de la ensalada y el ruido de la plata al chocar contra el parquet los sobresaltó a todos. Clara abrió los ojos. Seguía respirando con dificultad y le caían lágrimas silenciosas por las mejillas y el cuello, manchándole la blusa. − Férula ha muerto –anunció.
(ALLENDE, versión electrónica de La casa de los espíritus p.81 – negrito nuestro).

Aquí podemos recordar Todorov cuando afirma que el Realismo Fantástico “dura apenas o tempo de uma hesitação” (TODOROV, 1992: 47), entonces estaría muy cerca de lo que parece ser también el Maravilloso e lo Extraño. Son cosas muy compañeras y están por toda parte del mundo de lo sobrenatural, por eso es difícil de ser definido lo que es uno y otro.
Pensamos tener conseguido alcanzar nuestra intención, la de discutir cerca de las dos personalidades de bruja en el personaje Férula de la obra de Isabel Allende. Un personaje inquietante y tocante, una enfermera boa en medio a una vida solitaria y melancólica. Una amiga fiel por lo más difícil que se pudiera ser. Una hermana amorosa aunque no fuera retribuida. Pero una mujer con voluntades despojadas, una hermana lesionada y llena de frustraciones, una hija que se olvida de si para tratar de la enfermedad de su madre. Motivos varios habrían, para que Férula cargase la Bruja Buena y la Bruja Mala dentro de sí.
Bruja Buena y/o Bruja Mala, una cuestión de elección, algunas veces. Una cuestión de bendición del destino, o de maldición de ese mismo. Pero, en los dos casos, una cuestión de poderío, supondríamos.

3 REFERENCIAS

RODRIGUES, Selma Calasans. O fantástico. São Paulo: Ática, 1988.
TODOROV, Tzvetan. Introdução à literatura fantástica. São Paulo: Perspectiva, 1992.

3.1 REFERENCIAS EXAMINADAS

BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.
CASHDAN, Sheldon. Os sete pecados capitais nos contos de fadas: como os contos de fadas influenciam nossas vidas. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
LUFT, Lya. Histórias de bruxa boa. Rio de Janeiro: Record, 2004.

3.2 SITES

http://www.cintiabarreto.com.br/literatura_infantil/historiasdebruxaboa_02.shtml. Asesado en 27/11/2009 por las 15:40.
Site de Rosane Polvatto: Bibliografia consultada - Bruxas e Heróis - Polly Young Eisendrath Diccionario de Las Hadas - Katharine Briggs Folclore Catarinense - Doralécio Soares. Asesado en 29/11/2009 por las 16:05.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Para Você

Eu fico falando que vou sair e não saio,
que vou-me embora e não vou,
que sumirei na paragem de uma montanha qualquer.
Fico dizendo adeus, meu amor...

Não me cobres, apenas, eu te peço,
que sejam breves tais acontecimentos,
pois essas coisas demoram muito
para suceder asseguradamente.

Pode ser que demore dias, meses , anos.
Irei, juro, não sei quando.
Mas uma coisa asseguro:
ficarei bem silenciosa e quieta cá, no meu canto.

E para te responder digo: não consigo sair,
fica difícil ir embora,
não consigo esse sumiço,
porque é difícil dar adeus ao que não desabrochou.

Mas tentarei, eu te juro
sair, ir embora,
sumir,
mas dar adeus não garanto...

Ficarei em algum canto,
espreitando a alegria de um breve desencanto.
Ficarei cá no meu canto,
acreditando na voz doce de um singelo reencontro.

Solineide Maria - DEDICO À MINHA IRMÃMIGA Marineide Oliveira (Neide)

Soberano Pai Criador e Divino Arquiteto do Cosmos

Estou nos caminhos da vida e venho Lhe pedir proteção, sobretudo, para meu coração. Ampara com Tua Imensa Bondade o meu coração falho, e, ainda tão humano. Não Entenda que não sirvo mais, porque, de verdade Senhor, quero estar na Tua companhia, e, servir na Seara que pertence a Ti.
Ainda sou pouco, ainda não amo como deveria, ainda não entendo e, muitas vezes, ainda desisto. Paro, como uma presa idiotizada pelo mundo materialista, este, onde consegui uma oportunidade para melhorar. Mas é por pouco tempo Meu Deus, porque em seguida lembro-me de Ti e recomeço, ainda que um pouco fragilizada e atrasada em minha hora, mas recomeço.
Dou Graças porque recomeço e por parar. Às vezes a parada é maneira de refletir, então, sabendo que nada é por acaso, dou Graças a Ti por isso também.
Venho pedir proteção para meu coração, porque ainda sinto emoções que não me ajudam na evolução a que me destinei e me destinastes. E, por vezes, alguns sentimentos ainda mal interpretados, fazem em mim uma inquietação danada, e, acabam por desarmonizar minha caminhada. Proteja-me Senhor, de tudo isso, que sei, são artimanhas dos que não me querem ver perto de Tua Luz.
Ampara-me neste novo Ano na UESC, em todos os sentidos. Fazei de mim uma colega franca, e apesar de tropeços que porventura aconteçam, eu possa me reerguer um passo à frente das dúvidas e temores que surjam.
Agradeço e peço igualmente, a abnegada proteção do meu Mentor Espiritual, habitualmente chamado de Anjo da Guarda, aos Espíritos do Bem que se preocupam comigo, me intuindo sempre nos caminhos corretos e seguros.
O Diploma que receberei ao cabo deste Curso é do Senhor Jesus, e, tudo o mais que aconteça em minha vida, sei bem, que é por Força e Obra do Divino Criador, nosso Deus Pai Todo Poderoso!

Solineide Maria - Fevereiro de 2010.
Estive com uma pessoa, outro dia, e, cheia de dúvidas a respeito de determinado assunto, comecei a me expor, explicar e perguntar. Ela, que é Professora Doutora, abruptamente, asseverou: não sei de nada!!
Isso, essa maneira áspera de receber uma pessoa, no caso, uma aluna, ainda que não seja uma aluna sua de sala de aula sabem, me pôs a seguinte Reflexão no coração:
Como é que nós, enquanto educadores, queremos mudar, melhorar ou fazer a diferença na Nova Educação, se agimos dessa maneira a uma pergunta de um aluno, que se encontra em dúvida sobre o que quer que seja?


Solineide Maria

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

DO MAR

O mar não sabe: não sabe que as marés é que mandam. O mar é mar-apenas.
Águas e águas; amplidão que não deseja saber.
Existe. Está. É.
No passado também.
Mas não é menos simples, o mar, por não sabê-lo imenso. Talvez por isso é que seja eternamente amplo. Eternamente misterioso.
Eternamente mar.
É preciso ter muita grandeza para aceitar ser simples. Não ser notado ou sê-lo, apenas, por ser muito óbvio. Está ali aquela imensidão, como, não ver?
Mas não o vemos. O que vemos não chega a ser o início dele. E onde o seu fim? Quem determinou? O homem?
Ah! O homem nunca aprenderá que ser simples é o que significa ser mais...
Não o simples "qualquer coisa", não. Isso é ser pouco, é desleixo. Ser simples não é nada disso, e, nem mesmo se descobriu, ainda, em que consiste de fato.
Mas entre o não saber que se possui uma virtude, um poder,uma grandeza e saber, e, em sabendo, fazê-la pequena, muito mais preferível. Do que ser, e não saber exatamente coisa nenhuma, e ter impressão de que seja algo, alguma coisa de grandioso, porque alguém falou ou porque o temem.
Mas será mesmo que o mar não sabe? Quem terá certeza?
Nada é assim, certo. É tudo suspeita.
Até os intelectuais dizem em pessoa outra... pode-se, sugere-se, hipótese... hipótese... Hipótese!
Ninguém prefere a profundeza.
Aprofundar-se é perigoso, às vezes, mortal.
Tento mais uma vez vez não desistir. Os homens comuns desistem, param: disserem-me.
Mas por que não desistir? Por que insistir numa coisa que fere minha voz e perturba minha pele?
Por que querer saber mais e mais, e, calar tudo em outra pessoa? Pode-se, sugere-se, hipóteses... Sei que virarão documentos e não ajudarão aos que precisam (de fato) saber. Quem manda no que?
Todo poder é triste: disseram...
Por causa disso, o mar parece um menino gigante, mas melancólico?
O mar sabe?

Solineide Maria de Oliveira em 2010 - Para Clinio Jorge. O PROFESSOR, O HOMEM, O VERDADEIRO POETA!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010