terça-feira, 25 de julho de 2017

DIA DOS AVÓS (MEU PRIMEIRO DIA ENQUANTO VOVÓ DE DANTE)



Ser avó
emoção que a palavra não expressa
sentimento que apenas a alma
confessa.

Outra vida
na vida de um filho nosso.
Outra voz a dizer
mamãe,
papai,
para o filho que nos disse
um dia:
mamãe, papai...

A mais doce melodia:
um coração a bater
dentro do coração
do nosso filho,
da nossa filha.

E toda a paz de perceber
que amor com amor
eterniza
o amor de eras.
E que amar
é o que viemos cá fazer.

Solineide Oliveira Patrocínio
(Dia dos avós)
26/07/2017

domingo, 23 de julho de 2017

FIM DE MUNDO

Diziam (os mais velhos),
que no fim do Mundo haveria Anjos e trombetas...
Nem Anjo e nem Música Divina.
Nem um Serafim...
Contentemo-nos uns sem os outros.

(solineide)
Livro de Solineide - Poesia nenhuma Ano: 2000 (na gaveta)

DANTE antes

Ele fez um mês na Terra. Olhos maiores, pele mais esticada e mãos alvas e também maiores (17/07/2017).
Tem um mês que deixou o Plano Espiritual e veio para a matéria.
Dante, Deus lhe abençoe pelas estradas da vida aqui na Terra.
Coragem meu neto. Amor no coração e fé em Deus. Para sempre.
Te amo.
Vó Sol.


VERSOS PARA DANTE

Deus inventou

A poesia.

Nunca mais

Terei vazios.

Esperança de graça...


(Versos para meu neto)
De Solineide Rodrigues.
Para Dante Ramos.

sábado, 15 de julho de 2017

sábado, 8 de julho de 2017

Versos para Dante

Deixa-me amar as árvores


A rua em luz noturna


Nadar nas águas do amor


Tomar posse da paz


Eterno renascer


( Versos para Dante - Vó Sol 08/07/2017)

Versos para Dante

Deixa-me amar as árvores


A rua em luz noturna


Nadar nas águas do amor


Tomar posse da paz


Eterno renascer


( Versos para Dante - Vó Sol 08/07/2017)

Versos para Dante

Deixa-me amar as árvores


A rua em luz noturna


Nadar nas águas do amor


Tomar posse da paz


Eterno renascer


( Versos para Dante - Vó Sol 08/07/2017)

Versos para Dante

Deixa-me amar as árvores


A rua em luz noturna


Nadar nas águas do amor


Tomar posse da paz


Eterno renascer


( Versos para Dante - Vó Sol 08/07/2017)

Versos para Dante

Deixa-me amar as árvores


A rua em luz noturna


Nadar nas águas do amor


Tomar posse da paz


Eterno renascer


( Versos para Dante - Vó Sol 08/07/2017)

TODO MAR É AZUL...



Todo mar é azul se for da necessidade da criatura. Numa manhã fria de inverno ou num dia imenso de verão.
Porque o olho vê o que necessita.
A poesia faz verso para os necessitados. A Natureza também faz assim.
Porque a generosidade é de Deus. Ele sabe o que cada um necessita. Então, se sua cria estiver necessitada de azul, verá azul.
E um dia frio, mesmo muito frio, será um belo cartão postal para uma alma necessitada de beleza, de harmonia, de acolhimento...
Se a alma necessitar de azul, verá o mar IMENSAMENTE azul. Tão azul, que a voz de Deus será ouvida como versos que as ondas trazem, uma a uma.
Azul,
azul,
chega mais...
Mais...
Paz.

(Solineide Oliveira Patrocínio)
05/2017

A JANELA A ESPERANÇA E UMA CANÇÃO DO LEGIÃO URBANA



Houve um tempo de esperança... Os jovens estavam atentos e lutavam pelo melhor para seu país. O céu era tão azul e nas roupas. Os "botons" diziam palavras de ordem (e progresso).

A Bandeira sempre mentiu... Não. A Bandeira sempre lutou pelo melhor. Tão bonita... Linda! Verde e amarelo! Ouro, e floresta... Céu azul, paz de estrelas nos amparando a todos.

Mas olha só... "Veja o sol dessa manhã tão cinza".

A música toca longe, da janela de uma casa de lata, ouço a canção... Meu Deus! Aqui tão longe do meu país, ouço a voz implorando por mudança, melhoria e por consolo. Voz que pede um olhar! Somente um olhar...

"Somos tão jovens"... Assevera o cantor na canção...

Ele diz na música que "temos todo o tempo do mundo". Não temos mais Renato. Todo o tempo do mundo se foi. Agora é apenas o momento. Errou, passou. Só na próxima para acertar (próxima encarnação).

No entanto, não é desesperança que consigo alimentar em mim, ouvindo essa canção, que sai da janela dessa casa de lata. Não consigo alimentar tristeza com essa visão e audição.

O tempo paralisa em minhas retinas, e vejo um jovem dançando euforicamente. Meu Deus... Como não deixar a lágrima rolar em meu rosto. Uma amiga me perguntou: "o que foi Sol"?

Não expliquei. Porque não daria para explicar o que senti, vendo eu mesma ali naquela casa, entre alegre e descontente, dançando uma canção que rememorou toda minha adolescência.

(prece e lágrima)… O jovem se deixando levar pela emoção deixando-se lavar pela emoção. Canção de mais de vinte anos... Canção de agora…

SOMOS TÃO JOVENS ele grita! Balança as mãos imitando Renato Russo. Ele salta e grita: SOMOS TÃO JOVENS!...

O refrão é declamado em prece:

"Nosso suor sagrado

É bem mais belo que esse

sangue amargo

E tão sério e selvagem".

"Filomeno! Tá na hora de trabaiá! Caba cum essa gritaria".

O jovem sorri discreto. Ele ama sua mãe e diz: “tô indo mamá”. Filomeno cata a camisa no varal improvisado na janela (com uma fita de pano velho). Abaixa o volume do som e, certamente, vai se arrumar para ir trabalhar.

Ouço o violão dedilhado no fim da canção e também sinto um riso discreto e silencioso no coração de minha alma…

Ainda há esperança...

"Temos muito tempo".

(Solineide Oliveira Patrocínio)

08/07/2017