domingo, 30 de junho de 2013

UM GOL

O que é um gol? Bola na rede e um ponto a mais no placar? 
Não. Não é só isso... 
Daqui do quarto sinto que não é, apenas, invadir a rede do adversário com um objeto redondo, de couro: uma bola. 
Daqui do quarto limpinho (faxinei com minha filha) sinto que um gol é um disparo na tristeza, com uma bala de borracha? Que seja... Mas é interessante notar que há uma força, que há uma... Energia? Sim. Parece que pega na alma até de quem não gosta de futebol. Parece um beliscão na indiferença de quem prefere ler, estudar, dormir... 
O que é um gol? E o que é mesmo Futebol? 
Lembrei-me de meu pai e sua silenciosa torcida anos a fio: radinho de pilha e olhos fixos na TV... 
Nunca entendi como é que se fica tanto tempo, sentado, sofrendo a expectativa de um gol que parece nunca chegar. 
No entanto, dá para entender o grito, o riso, o susto-gozo pelo gol que chega e, afinal, faz balançar a rede, a torcida, a rua em gritaria insana, a sala e o quarto... O quarto de onde escrevo essa tola descrição do que chego a entender sobre um gol. 

Solineide Maria de Oliveira. 
Copa das Confederações. 
30/06/2013.

domingo, 23 de junho de 2013

Desabrigo urbano...

Meu Deus!
Se aterrarem os fios telegráficos,
o que será das andorinhas?!
Coitadinhas...

(Solineide Maria)

DESEJO

Quero nascer num dia de São João...
Para ser alegre feito fogueira;
para ser triste feito fogueira;
para ser bonita feito fogueira...
Para ser feia
feito as cinzas...

Solineide Maria

CONFISSÃO

Eu quero dormir até poder alcançar ser arauto, mas um, que também a mim apregoe sobre Deus. 
Mas um Deus que me receba de pés descalços e com uma caneca de café na mão, caneca de porcelana velha, rachada... 
Dessas que contam sobre os visitantes, muitos que foram ali. Não quero um deus qualquer. 
Quero um Deus que me pergunte de cara: "O que você tem? Ta tão mequetrefe”?! Eu quero... 
E não quero ser um arauto qualquer; quero ser um arauto firme e quase santo. 
Quase, porque tudo o que dizem ser, com muita convicção, sempre desconfio. 
E devia ser assim, devíamos todos desconfiar de tudo o que dizem com MUITA CONVICÇÃO... 
E devíamos buscar nos livros (na atualidade, busca-se no Google...), mas acima de tudo e de nada, buscar em nós. 
Eu queria escrever um poema tranqüilo, cheio de músicas em harpas sonolentas, cheios de tiras brancas de papel balouçando, balouçando, mas estou muito cansada. 

(De Solineide Maria de Oliveira do Caderno de me dizer - No prelo)

sábado, 22 de junho de 2013

HISTÓRIA DE AMOR ENTRE UMA BORBOLETA E UMA CADELA


Era uma vez, uma borboleta que se apaixonou por uma cadela.
Elas se encontraram por acaso,
ela entrou pela janela.
As duas, ficaram estáticas:
uma olhando para a cara da outra...
Depois marcaram um café,
e foi tudo um barato!!!!!

Solineide Maria
PARA Fabrício Halsmann (o poeta das imagens poéticas)

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Eu ainda não amo feito as flores

Eu ainda não amo feito as flores.
Não sei repartir, sem cobranças.
Não sei me dar, sem ressalvas.
Não sei ouvir, sem condições.

Eu ainda não.
Não sei me dar ao que basta.
Anseio, anseio, anseio...
E não sei assumir que não sei amar.

Todos esses verbos que são válidos na prática;
ainda devo,
ainda evito,
ainda não os pratico.

Não saberei...
Até que volte o meu olhar marasmo para dentro,
e de lá seja içada pelos anjos.

Assim, vinda do mais profundo de mim,
seguirei sem vacilo, sem supostas amarras.
Dourada, anil, clarividente.

Feito as flores, amarei e passarei, gentilmente.

Solineide Maria
2004

Antes

Antes que amanheça, durma em mim.
Faça versos de calar o escuro em mim.
Antes.
Invente um som.
Borde na minha mão o seu amor.
Atravesse meu corpo com o seu saborear.
Antes.
Antes que amanheça, ilumine a minha pele.
Trace um rumo novo para os meus pés.
Antes.

Antes que amanheça não peça que te esqueça.

Solineide Maria
2007

UMA ÚLTIMA PALAVRA SOBRE MARCHAS E POSSÍVEIS "MURCHEZAS"...

É claro que não queremos baderna. Mas olha, SINCERAMENTE... Baderna é o que fazem com o dinheiro público. É o que fazem com os que precisam de saúde, educação e o mais... 
Aqueles que escrevem sobre a falta de articulação do Movimento que “acordou” os ânimos vencidos de uma população enfastiada de ver dinheiro público em cueca, mala, viagens pessoais dos políticos canalhas... Não devem passar o desassossego de ser professor (a) e andar a míngua pelas ruas da cidade... De qualquer cidade deste país... Carregando livros e netbook’s que mal podem pagar, mas são obrigados a adquiri-los porque é material de trabalho... 
Será que entendem que, de alguma maneira deveríamos expor nosso “coração partido”? É muito texto e pouca mensagem... 
Prefiro acreditar que os estudantes estão em alerta. Que os senhores e senhoras que tomaram coragem para sair às ruas, não descansaram novamente (nem descansarão). Foram despertados para o caminho da “luta” por um país que seja melhor, não APENAS no futebol (que aqui entre nós, não está lá com essa bola toda...). 
O Esporte virou outra coisa. Não é mais esporte é show. Aliás, que tudo parece ter virado show... 
Outro dia, enquanto limpava o chão de casa, vi pela TV uma Missa de um padre famoso... Havia tantos flashes e “Tabletes” para documentá-la, que não sei se Missa é o nome daquilo... Tudo virou show. 
Outro ALIÁS... Em verdade, em verdade, vos digo: parece que, para a maioria, a arte é tão escassa, que tudo pode acalentar suas almas sedentas pela beleza... Então não vou julgá-los... 
Falar, escrever e noticiar sobre a Educação FALHA do Brasil, também virou show... 
O que me parece é que a pretensão seja mesmo essa, tudo deverá caminhar para se transformar num showzismo burlesco. Mas o que se esperar de uma nação com “n” minúsculo?... 
A quem culpar senão aos que não precisam de remédio e não auxiliam os seus irmãos carentes de remédio?... Os escândalos devem acontecer... Acredito que apenas por meio deles é que se acorda o ânimo que faça possível a escrita de um novo caminho. E, talvez, o Movimento que despertou a “fúria” dos degredados da sorte deste país, não tenha mesmo uma organização conveniente. 
No entanto, a culpa é dos que poderiam ter “orientado” esses jovens, no sentido de lutarem de forma coesa, pelos seus direitos. Esses que escrevem sobre a “falta de organização” do Movimento, corroboram com a natureza leviana de um Sistema que deseja a desigualdade. 
Eu queria saber se a escola está interessada em lutar por uma nova conduta. Uma, que faça as pessoas que ali estão tornarem-se autores de suas histórias. Será que colaboramos para alguma mudança benéfica, ou corroboramos as trajetórias de outros que “dão o assunto”, que apenas escrevem sobre um tema (ou o tema), seja qual for?... 
Admiro os jornalistas. É uma profissão bonita demais, mas nesse “Estado que não é Nação”, não são todos que escrevem textos que “acordem”. Boa parte se debruça para escrever textos que fazem adormecer... Desanimar... Desconsolar... Decrescer... 
Não entendo o que se passa na cabeça daqueles que destroem o patrimônio particular ou público. Nem quero entender. Aqueles que o fazem, DEFINITIVAMENTE, não me representam, nem à maioria. 
Talvez haja um esvaziamento sim, mas houve o enfrentamento de nós para conosco. Houve o aviso de alerta e a exposição de que ninguém está nos enganando! Sabemos que pagamos preços altos por tudo, inclusive por um transporte desconfortável e inseguro. Agora todos sabem que sentimos que somos maltratados e não assinamos embaixo. 
Infelizmente não podemos fazer muita coisa, além de tomar conta da rua (que é pública) e apresentar nossa indignação e cansaço! Infelizmente os jovens não podem contar com o auxílio de algum representante de CARÁTER para que a luta continue e ganhe plenitude capaz de acabar, ou diminuir com o sofrimento de uma nação que ainda se escreve com “n” minúsculo. 
Infelizmente o que temos a favor de nós todos, os degredados pelo Sistema, é muito pouco (ou quase nada): a desilusão exposta por meio de uma Marcha que não se desfaz por não estar nas ruas. Ela está em nós, em nossos corações despedaçados, nossa vida vivida pela metade, nossa saúde estragada, nossas escolas ultrapassadas, nosso cansaço, nossa descrença. 
Porém, alheia a qualquer patifaria política, queremos acreditar. E isso é uma Marcha que não se esvazia, não se esvaziará, não precisa ir às ruas. Essa Marcha está em nós, apesar de tudo. Apesar de nada. 

Solineide Maria 19-06-2013

sábado, 15 de junho de 2013

Dançando com Parsifal


Ele chegou com um cachecol marrom e uma camisa branca (linda!) de mangas compridas. Disse com ar debochado: “Não xona tá?” Depois gargalhou. 
Ele estava bem. Abracei-o fortemente e expus que agradecia por ter vindo. Ele disse que precisava parar de ser “frágil”. 
Disse que precisava desatar esse nós que teimo em preservar. Entendi... 
Leu o restinho do texto que escrevo e sugeriu mudanças (muitas). Aconselhou que eu parasse de me arvorar no mundo acadêmico e gritou: “você é poetisa porrra!” E me cingiu pela cintura dançando “Sou Parsifal”. 
Dançamos e dançamos e repetimos a canção. Ele sorrindo e me fazendo rodopiar grandemente. Gargalhávamos feito criança!! Caí e ele riu muito. 
Levantou-me devagar pedindo desculpas, eu lhe abracei. Ele disse que eu estava carente. Sorri. “Sempre carente hein menina?...” 
Respondi que estava alegre com sua presença. Ele disse que acreditava. 
Sentamos para descansar ao som de “1º de julho”. Ele me explicou como escreveu a letra dessa canção e desabafou que ainda sentia muito por ter perdido a coragem, mas confessou que não aguentava mais. 
Disse-lhe que sabia que estava prestes a desistir, que suas canções anteriores já me sinalizavam. Ele sorriu e falou: 
 “Você é sabidinha né?...” Repliquei que era ouvinte do Legião e leitora do poeta Renato Russo. Ele me abraçou e observou, olhando o céu, que era tarde... 
Pedi para ficar mais um pouco, ele exigiu um licor (lembrando que afinal de contas era São João). 
Fiquei medrosa, perguntei se iriam gostar. Ele respondeu que lá (no além-mundo onde estava) ainda era uma escola e que se responsabilizaria... 
Não achei interessante e disse que não poderia lhe fazer esse “favor”. Ele me beijou na testa e sorrindo analisou: “Você gosta mesmo de mim não é?” Respondi que era óbvio que sim. 
Dançamos ao som de “Leila” e ele, durante a dança, pediu para me concentrar lá pelas duas da manhã, que iria mandar uns recados. Sorri perguntando se não poderia ser mais cedo. Ele disse que mais cedo só se fosse meia noite. Comecei a chorar. Ele parou, perguntou o que era, disse-lhe, sem jeito, que estava tudo tão sem graça. “Está tudo tão difícil Renato”... E
Ele confessou que iria piorar, mas que fôssemos fortes. Disse que os jovens têm que ter força e me abraçou. "Eles precisam ser amados!"... 

Despertei contemplativa. Quando estava nas minhas páginas intermináveis hoje pela manhã, lá pelas seis e meia (06h30min), alguém ouvia ao longe (nessa vizinhança de gosto musical espantoso) a música “Sou Parsifal”. 
Parei tudo e fui para a janela da cozinha escutar aquele momento... 

Solineide Maria Russo (era como assinava meu nome na adolescência) rs

quarta-feira, 12 de junho de 2013

domingo, 9 de junho de 2013

Página de diário

Página de diário

Quando me canso costumo visitar Clarice...
Ela me convida alegremente para sentar e, prontamente, serve um café fresco. Fico durante horas, sentada na varanda de sua casa. Sozinha.
Ela sabe que vou até lá para ficar sozinha. Ela sabe que preciso do seu silêncio exato e de ouvir suas passadas mudas pela sala...
Hoje estarei lá. Preciso ir ver Clarice e saborear do sigilo de suas palavras. Preciso me abraçar e pedir ao vento de sua varanda que me acompanhe pela semana que se apresenta.
Talvez, por ser Domingo, justamente agora (final de tarde) sinta esse gosto de nada... Talvez, por isso haja esse aroma de vida que se esconde... Talvez, por isso, essa luz se esconda em penumbra de fim de tarde assim, tão tragicamente...
Preciso de Clarice. Preciso muito de Clarice.
Ela sempre me entende e responde tudo o que não pergunto. Ela se adianta às perguntas, sabe exatamente o que penso e o que sinto...
Uma vez lhe perguntei se havia se inspirado em mim para construir Macabéa. Ela sorriu por minutos... Depois expôs: “presunçosa você, não”?!
Ela me aquece. Talvez esteja cansada de tudo. Sabe a sensação de que para você é mais difícil?... Então... Ela me acompanhou durante o dia inteirinho...
Ela sabe lidar com as dificuldades (a Clarice). Por isso também vou ter com ela. Tudo melhora depois que converso com as paredes de sua casa, com as cortinas de sua sala, com a luz daquela varanda.
Clarice me descansa. Mas ela sabe que não sou uma “vampira”; não sou desses seres lamentosos que sugam nossa energia. Ela sabe. Ela me conhece...
É que “de uns tempos pra cá” as coisas andam meio esquivas... Parecem temer minhas mãos (mas são tão pequenas, as coitadinhas...). Não sei... Parece que elas querem brincar de me ver assim, cansada... Fatigada só de pensar no exercício de pensar...
Clarice dilata minhas ideias, anima meus neurônios, ajeita meu íntimo.
Vou visitá-la. Clarice me hasteia das adversidades.

SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA - 09/06/2013.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Cartinha de agradecimento (para Irmã Sheilla)

Querida Sheilla,

Desculpe pela demora. Mas cheguei.
Tenho pouco a oferecer, mas nesse pouco há muito amor. Penso que isso seja ponto positivo.rs
Ontem senti tanto sua presença... Cansada fisicamente, mas refeita, pela recepção que sempre me ofereces (mesmo sabendo de minhas "falhas")...
Cheguei em casa de meus pais e tomei banho. Lavei o cansaço e estendi no varal da cozinha. Ele pode esperar até amanhã (pensei)...
Meu irmão havia coado um café forte e delicioso. Tomei um pouco (alheia aos que os médicos dizem sobre o uso dessa bebida antes de dormir).
Minha filha estava em casa. Mesmo chateada com a falta de empenho nos afazeres domésticos, agradeci a Deus por ela ter chegado em casa e estar à salva e com saúde.
Rezei uma prece rápida e sonolenta e me deitei.
Dormi e vi que há muito o que consertar em minha alma, mas deu para contar que os remendos já nem se mostram mais. Estão tão cingidos que pareço uma roupinha usável...rs
Ah... E agradeço por não me deixar desistir. É tão bom sentir sua presença minha irmã. Tão consolador saber que me perdoas as mancadas...
Estou, claro, tentando não continuar com os mesmos erros. Espere só um tantinho mais, para me apresentar como roupa novinha em folha!
Um enorme abraço agradecido Sheila amantíssima! Alma fraterna e boa!

Soli
Dedico a Dr. Claudionor, Alenon, Marcos, Andréia Pires e todos os tarefeiros do CECC
(por sempre me oferecerem a dádiva do trabalho com Jesus).

terça-feira, 4 de junho de 2013

Perguntas difíceis...

Até que ponto o ser humano voltou?...

Antes era vergonhoso assinar o nome com a digital. 
Dona  Maria, faxineira da escola primária onde estudei, sempre se apoiava sobremaneira na mesa da Direção, para que não a víssemos assinar  seu nome assim (com o dedo embevecido na espuma para carimbos).
Um dia ela decidiu pedir ajuda à professora Djalma e, com tal apoio, tentar aprender assinar seu nome. 
Ela conseguiu...
Toda feliz alardeava o feito: "já sei assinar meu nome, não preciso melar mais meu dedão".
Hoje vi uma matéria infame (mais uma)... Certo deputado viajou para Paris e deixou um colega com a função de assinalar sua senha na Sessão de alguma votação do recinto onde faz parte...
Apurou-se depois (para ele, infelizmente) que naquele dia, o "nobre" deputado estava longe em Paris (provavelmente visitando a Torre...).
Ficou decidido então, que a nova forma de assinalar a presença naquele ambiente público (Câmara de alguma cidade deste país cheio de histórias vergonhosas tais quais esta), seria com a assinatura digital (onde o indivíduo pressiona levemente o "dedão" numa máquina especializada em leitura de digital).
Lembrei de Dona Maria e sua alegria pueril em poder assinar seu nome... 
Ela se envergonhava de ter que assinar com o dedão... 
Se estivesse viva, poderíamos discorrer sobre o assunto. Logo entenderia o grande paradoxo (em outro termo), mas entenderia sim, que chega a ser feio que uma criatura tenha que assinar digitalmente sua presença, por usar de má fé, por vilipendiar do dinheiro público (viajou por conta do nosso dinheiro).
No entanto, ele lá estava (na entrevista), com a maior cara de pau (feito todos esses políticos canalhas): com seu terno limpo e vistoso, barba depilada à cera, cabelo alinhado... 
PREFIRO DONA MARIA seu deputado calhorda! Ela e seu único vestido de sair, suas sandálias de dedo (recauchutadas com pregos pelo solado) e seu pano de cabeça amarrado com um nó mal elaborado. Ela sim era nobre! E assinava seu nome, com bastante orgulho, naqueles imensos dias de trabalho braçal, onde limpava nossas salas, reabastecia nossos filtros com água limpa, preparava o café com leite (doação das professoras da escola) e compartilhava de sua alegria desdentada. 
PREFIRO, MIL VEZES, DONA MARIA, seu deputado ladrão!

Solineide Maria


segunda-feira, 3 de junho de 2013

PARA JESUS

Jesus:
ajuda-me a entender suas palavras.
Mas muito mais, a viver o Seu AMOR.
Não me deixe ser a mesma esta semana...
Abraça-me na labuta contra mim...
Enche de alegria minha alma
mesmo quando amiudar a esperança...
Vem comigo e me olha de mansinho...
Ou então faz que nem mãe com seu filhinho,
me acompanha com o olhar até o fim do caminho...

Solineide Maria