quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Passeio

Estar ao teu lado,
mãos unidas,
não tem mais nada
que queira nessa vida.

Ficar abraçado,
calado
ou divagando
sobre as querelas do dia,
ou sobre s belezas do dia
tem coisa mais Divina?

Olhar para teus olhos
olhar mil vezes
nos teus olhos
e ver o nosso amor gravado nele:
quereria mais o quê?...

SOLINEIDE MARIA
para J.R.

Prece?...

Jesus:

Dá-me o dom de ser,
faz-me esquecer-me de estar.
Dá-me a alegria de servir
e não esperar.
Dá-me Jesus, a maturidade
de amar e não cobrar.
E ainda um pouco Senhor,
peço que me dê o dom de acreditar
sem pestanejar,
na felicidade possível...


SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA

Pedido número não sei qual...

Prende-me
meu amor
em tua cintura.

Igual criança
no colo da mãe...
Ou feito o melhor brinquedo
na infância...

Não saia
sem me ter perto de ti:
no coração que tens,
cheio de paz.

Empresta-me
tua alegria,
teus sorrisos
de brincadeira,
teus olhos
de exaltação.

Prende-me
feito ar em teus pulmões
para me liberar
com muita energia
nos dias de tua vida,
seja onde for...

SOLINEIDE MARIA
para J.R.

Recado 2


Querido:
sonhei que estávamos
paridos...


SOLINEIDE MARIA
Para O Livro dos Recados Amorosos ( e outros)
dedicado a J.R.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Recado 1

Amado:
viestes, seguindo o rastro de luz
do meu chamado..

Para J.R.
Autora: Solineide Maria de Oliveira
O Livro de Recados Amorosos (e outros)

Chá de pai

A alma abriu-se em festa.
Uma palavra pequena,
quatro letras,
duas sílabas...
Reverberaram uníssonas:
"papi".
Meu Deus! Acho que vou chorar,
vou sorrir...
Vou levar esse "chá de pai"
comigo.


Solineide Maria
Para O Livro de Palavras e Chás

"Poema de dizer fique"

O dia abriu a janela para minha alma em expectativa... 
Lembrar é um ato de amor, sabia... 
Ficar um pouco em silêncio, tecendo imagens contigo. 
Alimentando o coração com cores esperançosas. 
Nunca mais nos separaremos. Fomos ungidos. 

LIVRO: O Livro da Eterna Presença
AUTORA: Solineide Maria

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Chá de consciência

Tão raro quanto o chá de paz. 
Essa infusão é saboreado pelos persistentes. 
Talvez seja extinto daqui a alguns séculos... 
Ou, talvez, 
seja o mais encontrado daqui a alguns anos.


Solineide Maria de Oliveira
Livro: Palavras e chás (no prelo)

domingo, 19 de janeiro de 2014

A COMUNICAÇÃO

Uma voz acalmou o coração.
Disse coisas como:
sim, abraço e beijão.
Não usou a palavra "não".
Disse palavras abertas:
amor, paz, união.
Disse palavras soltas:
perdão, pureza, amplidão.
Disse palavras de cuidado:
alimentação, sono e calma.
Essa voz é pura amplidão
para esse dia que se inicia
cheio de possibilidades POSITIVAS!


 Solineide Maria
17-01-2014 (depois de um pesadelo - 07:50)

A BELEZA DOS TEUS OLHOS

A beleza dos teus olhos me salva
das artimanhas da solidão;
cuja visão é ampla.


SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA

A semana

Contas a pagar,
falecimento de amiga...
Casa pra cuidar.
Dor de ouvido...
TV com defeito:
prejuízo...
Luan Santana
(escolha do vizinho)
na sala de casa!
(Acho que a dor no tímpano
tem a ver com isso...)
Ouvi "nossa música" J.R.,
fiquei menos triste...
"Encontrando Forrester"
pela décima segunda vez.
Lindo!
Lindo...
Leitura difícil de certa mensagem
em pleno Domingo...
Mas vale para refletir.
Tarde chuvosa, dia nublado,
olhar distante,
mas coração em riste...


 SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA 

SOMOS PARA SEMPRE

Somos para sempre,
por isso não me deixe.
Vamos realizar o que quisermos,
não é difícil se amamos...
Somos para sempre
se quisermos...

SOLINEIDE MARIA

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

CURUMIM III

Um homem branco enfeitiçou
o meu coração de menina-curumim.
Agora não sei mais marcar as horas
pelo tempo do dia...
Não me conformo mais com as horas...
Nem sei mais olhar as árvores
e ver beleza sem a presença dele.
E não dá para achar graça na chuva...
Nem no sol
e nem no mar...
E nem no brilho da lua
com São Jorge e tudo...
E não há possibilidade nenhuma
de tomar um ônibus,
um navio,
um avião,
uma jangada
sem que ele esteja comigo.

SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA
(para Rafael)
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INFORMAÇÃO

A casa do poeta
tem um número infinito de quartos
para as palavras repousarem.

Por causa disso,
ora o texto está alegre,
ora triste,
ora reflexivo,
ora melancólico,
ora cinza, ora brilhoso,
ora sedutor,
ora áspero,
ora nem faz diferença alguma,
ora arranha, fere, dói e ora estimula.

Não cobre do poeta "uma" personalidade,
ora essa...

Solineide Maria
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O CANSAÇO DA PALAVRA

A palavra parou aqui
e disse que queria ficar calada.
Disse que não queria dizer nada.
Nada de nada.

A palavra sentou e pediu uma água.
Tomou em silêncio.
Depois pediu café.
Tomou e permaneceu calada.

 Depois de alguns minutos,
a palavra falou que a vida é uma trama...
Ficou me olhando,
como quem espera resposta.

Falar o quê?
 Continuei muda.
Ela cochilou uns quinze minutos.
Depois acordou e perguntou as horas.
Respondi: são 15:30.

Ela pediu um papel em branco eu lhe dei.
Olhou para mim
e pediu que anotasse o que iria dizer.
Obedeci.

COLÓQUIO DO CANSAÇO DA PALAVRA 

Sabe quando você se sente em desuso?
Feito roupa démodé, f
eito vestido de babado?
Sabe quando se sente pra baixo?

E sabe quando sente calor no inverno
e frio no verão?
E sabe quando todos os lugares
não lhe cabem?

Sabe como é que é estar sem lugar?
 E pior: sabe como é quando você é bonita,
bonita demais.
Muito bonita!
E a pessoa nem liga pra você?

As pessoas não gostam de consoantes...
 Hoje em dia as pessoas preferem vogais.
Nada contra, mas...
Cá entre nós, as consoantes são necessárias.

Você não acha?
 Sabe quando o texto perde a força bem no fim?
Bem no fim?
No amarramento da ideia?
 Estou assim hoje.

Sem força para concluir um pensamento.
Sem força para lutar pelo pão,
nem para aquecer a poesia...
 Sabe... É tudo ali, ali, lá...
espera um pouco mais.

Aguarde um instante...
Só um minuto senhora...
 É isso.
Hoje essa que vos escreve está morna,
feito água de bacia.
Está sem força, feito brasileiro honesto...


SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA 

OFERENDA INVIOLADA (46)


Toma a virgindade dos meus versos.
E toda a virgindade dos meus beijos.
Toma a virgindade do meu sorriso.
E a virgem alegria dos meus seios.

Leva contigo a virgindade de minha espera.
Leva também, a virgem paz dos meus abraços.
Fica com os carinhos virgens dessas mãos,
que te esperaram há muitas e muitas eras...

Não esqueça da virgem solicitude desses olhos,
que sabem de cor o caminho do seu olhar.
Abrace, para dormir, os virgens suspiros
que o peito não consegue sufocar.

Ah como queria ser a mocinha virgem de outrora...
Mas dou-te essas prendas meu amor,
espero que fique feliz por elas...
Não esqueças, este amor virgem de sempre,
para a eternidade: terá a nitidez que tem agora.


SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA

COLONIZAÇÃO X MESTIÇAGEM


A negra que fui
visitou a índia que sou
e abraçou-a intensamente.

As duas se uniram
e vivem felizes!

A índia que sou
amamentou a negra que fui.
Serei índia e negra
para sempre!

A minha negritude
nunca me deixou,
nem me deixará.

Meu coração de índia
não deixará de amar
o português que o colonizou
tão amorosamente...

SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA
16-01-14

(Para... J.R.)

sábado, 11 de janeiro de 2014

Antes


Era carta e pensamento,
mas pensamento foi mais.

Antes
Era poesia e geografia,
mas a poesia foi mais

Antes 
Éramos muito jovens, apaixonados,
mas a paixão foi além.

Hoje é carta,
telefone,
internet,
mas o amor é mais.

o resto é café pequeno.

SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA
Para meu amor J.R.
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CURUMIM III


Um homem branco enfeitiçou
o meu coração de menina-curumim.
Agora não sei mais marcar as horas
pelo tempo do dia...
Não me conformo mais com as horas...
Nem sei mais olhar as árvores
e ver beleza sem a presença dele.
E não dá para achar graça na chuva...
Nem no sol
e nem no mar...
E nem no brilho da lua
com São Jorge e tudo...
E não há possibilidade nenhuma
de tomar um ônibus,
um navio,
um avião,
uma jangada
sem que ele esteja comigo.

SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA
(para Rafael)
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Olhares

De longe
vejo bem perto.
De perto
perco o foco,
mas não me sinto pressionada...
Sigo em paz e leve
como a sombra de um gigante.


SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA

ACONSELHAMENTO

É bom ir devagar
porque assim chega-se longe
passa-se à frente
e se enxerga
o que nos ofertará o horizonte.


SOLINEIDE MARIA

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A saudade

A saudade é uma caneta que vai
falhando, falhando, falhando,
até o texto ficar incompreensível...


Solineide Maria

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A saudade da plantinha miúda

A sua falta
Me deixa meio troncha
Prum lado...
Assim como uma planta
Frágil, coitadinha.
Dessas que são sustentadas
Por um cabo de arame...
Igual a uma plantinha
Lembra uma plantinha
Que minha mãe cuidava
Quando em criança...
Ela falava para ela:
“Ô moça, cresça,
apareça”...
Um dia ela plantou
 Junto dela,
Outra plantinha.
A plantinha miúda
Danou-se a crescer,
Abraçada
Amorosamente
Ao seu companheiro
De terra...

SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA 9-01-14 (Para J.R. - a outra plantinha...)

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Da felicidade

Felicidade é ter um coração sem mácula, apesar de tudo. 


 Solineide Maria

É PRECISO SEDIMENTAR O QUE QUEREMOS

Estava no Cecc - Centro Espírita Claudionor De Carvalho ontem. Participei de algumas atividades e, num dado momento, me vi tão pequena (mais). Porque perguntei-me o que estava fazendo... Tão pouco.  
E lembrei de meu orientador (encarnado) me dizendo que tenho tanto a fazer e que só falta alargar a fé e a vontade. E lembrei de minhas vontades "mundanas": efetivar-me profissionalmente, está entre uma delas. Publicar meus 10 livros prontos! rs Ser melhor gente. 

Depois da Palestra tocante sobre "Sem Caridade na há Salvação" proferida por José Carlos Peixoto, comunicador Espírita e espírita há longas datas (membro do Luz e Paz), recolhi o microfone e conversei um pouco com ele sobre sua ótima atuação. Amo a palavra: escrita, falada, pensada, desenhada, silenciada... Jesus silenciou a palavra muitas vezes. Quando desenhava na areia, quando foi para o deserto, quando ia ao Monte. Mas depois, percebemos que era um silêncio cheio de palavras... 

Bem, voltando à minha mera reflexão íntima, perguntei-me novamente: "o que estou fazendo meu Deus"? Acho que por ter conversado com uma amiga, assim que cheguei, sobre incômodos de atos de outros para conosco e falas maledicentes sobre nós nesses ambientes, onde esperaríamos a paz... Mas gente é gente em todos os ambientes... Somos todos doentes, quando não, adoecidos... Por isso estamos lá. Mas devemos buscar a cura em nós e oferecer a Jesus, Buda, Jeová... o melhor de nós mesmos.

Poxa, o que estamos a fazer? Frequentar o Centro não é muita coisa. Realizar uma ou outra atividade, não quer dizer nada... O que Deus quer de nós é nosso MÁXIMO. E Ele sabe que temos esse MÁXIMO... Até sair de lá, umas 22:00, fiquei bastante reflexiva. E hoje me deparo com ela (a reflexão), me pedindo AÇÃO e SENTIMENTO! Acho que SEDIMENTAÇÃO tem a ver com sentimento e ação... Será que não é isso? O meu sentimento espera por minha ação! (s.f. Formação de sedimentos, acumulação: a sedimentação de matéria orgânica enriquece os solos.). 

A mensagem do querido Claudionor (Médico Espiritual) está no meu guarda-roupa. Ler para interiorizar. É novamente a PALAVRA me salvaguardando do tamanho diminuto que ainda penso ter e do tão pouco que tenho ofertado a quem me dá tanto. Mas é tão bom saber que posso assumir, a qualquer momento, a criatura MAIOR que habita em mim... 

Obrigada meu Deus. Obrigada Dr. Claudionor. José Marcos. Obrigada Núcleo Espírita Meditação e Caridade. Obrigada Neide Maria Oliveira, Camila Conde, Josy Araujo, Flora Duarte, Ana Claudia Assis, Fabrício Halsmann, Daniela Moscardini, Marcelo Lins, Sr. Reinaldo (Guará), Luísa Muniz, Agildo, minha mãe, meu irmão Solivaldo, Selma (irmã)... Agradeço a todos que fazem parte dessa minha escalada espiritual. Rafael Rodrigues, obrigada. 

Um agradecimento especial à amiga que me fez refletir bastante ontem e hoje Andréa Pires Dos Reis). Agradeço imensamente aos meus mentores, sem estes todos, seria ainda mais difícil essa RETOMADA do real tamanho que devo assumir. 

SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

DIA DE REIS

Melchior viu o Menino 
e se emocionou de feliz. 
Gaspar disse baixinho: 
"é o Rei não tenho dúvida"... 
Baltazar foi o primeiro a ajoelhar-se 
e conclamou seus compartes: 
"vinde vamos louvar nossa Paz"! 
Todos estavam em êxtase 
pela Luz que saía das Mãos de Jesus. 

SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA 06-01-2014

“E por que não falar de amor” (36)

Por que não abraçar a luz agora
que revigora até tristes recantos
onde os irmãos sedentos se escondem
da vergonha de não terem persistido.

“E por que não falar de amor”
se a vida é para andar sempre luzindo
a esperança de rever o Cristo
de abraçá-lo contente e dizer:
“Obrigada Irmão por me ter crido”.

Amar e amar e seguir assim, amando.
Amando até as tristes travessias,
pois são as que assepsiam nossa alma...

Amar as contendas do caminho,
o irmão que te inveja a subida
e olhar para ele e dar carinho...

Dedico para
Dr. Claudionor de Carvalho, Dr. Alenon, Irmã Sheilla, Meimei, Alaor, Catarina, Terezinha, Joana... Para Gabriel Mussi que me emprestou o verso “e por que não falar de amor” de uma canção (linda) sua.

A SAUDADE

PASSEANDO COM A SAUDADE
 (um quase soneto)

A Saudade saiu comigo ontem.
Passeamos e tomamos chá-mate
ela disse que esse tipo de bebida
é tiro e queda contra a saudade.

Ela riu de mim quando chorei...
Eu também sorri, depois falei:
"Sua tonta ele logo voltará"!
Ela um lenço me ofereceu...

Depois fomos ver uns livros de autoajuda
Naquela livraria é o que mais tem...
Literatura quase não há outra...

Ela então pagou-me um café
e me abraçou
quando saímos pela avenida, a pé.


SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA
Para Jorge Rafael (amor de minha vida inteira).

Do sorriso

O sorriso é o batom da alegria!! 

 Solineide Maria

Da liberdade

Liberdade é a roupa de grife da vida. 

 Solineide Maria

Da gratidão

A gratidão é o pão da humildade. 

 Solineide Maria de Oliveira

Sobre a lágrima

A lágrima é o suor da tristeza... 

 Solineide Maria

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

A ARTE DEPOIS DA MORTE DA ARTE (Seminário no Além)

Ele veio me visitar neste 2014!
Parece mentira, mas ele vive me visitando e presenteando-me com muitas letras de canções. Perfeito seria se tocasse algum instrumento...
Essa noite ele me disse: 
"Soli, vamos passear um pouco"? Eu fui.
Chegamos silenciosos à uma Igreja e ele declarou ter medo daqueles santos. Riu muito, depois sentamo-nos.
Contei-lhe que Drummond  também sentia medo dos santos. No caso, das imagens... Ele falou que tinha estado com Drummond, numa reunião sobre a "Arte depois da morte da Arte". Explicou-me que tratava-se de um seminário que acontecera numa universidade lá (lá - leia-se ALÉM).
Confessei-lhe que estamos mergulhados numa era sem nome no quesito Arte. Ou então, que estamos todos um pouco adormecidos pela falta de força nas questões da Arte com "a" maiúsculo. 
Ele me deu um abraço e pediu para ler mais e mais. "Estude mesmo Soli. E não se importe com dinheiro, você ganha só em estudar, conhecer, ler, ler, ler. Porque isso fica conosco sabe"...
Eu e ele ali abraçados naquela Igreja linda... Linda... Ficamos até um padre chegar com uns pesos: livros e batina e sapato e uma bolsa de mão. Renato se levantou e ofereceu ajuda. O padre tomou um susto e disse que o reconhecia. Ele se apresentou como Renato Russo. O padre desmaiou.
Saímos da Igreja em cólicas de riso. E ele confessou que nunca acreditou que padre acreditasse em vida futura, paraíso ou inferno. "Entende Soli"... Renato continuou sua explanação: 
"Eles repetem o que ouvem... Entende Soli? É necessário refletir, desenhar o que se lê nas paredes da vida da gente, nos cadernos virtuais de nossa matutação... Mas a maioria só lê... Quando lê"...
Perguntei mais sobre o seminário na universidade do Além, mas ele disse estar atrasado para um compromisso, abraçou-me e pediu que continuasse bem e firme em minhas convicções:
"Seja focada ok"? E disse isso em inglês, mas traduziu para mim.
Eu também o abracei e disse em bom espanhol: "No me olvides". Ele deu-me outro abraço e disse que jamais o faria.

SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA