terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

CONFIDÊNCIA

O que dizer para você?
Mais nada, acredito.
Tudo fora já, aclarado, esclarecido:
até em tom erudito.
É que ando numa falta com as palavras...
Elas estão a me dar um "tempo",
parece.

Parece que as palavras sabem
quando não estamos dignos
de se entrar em sua morada...
Parece que nos assistem a agonia da procura,
da busca,
da angústia de não encontrá-las...

O que vou dizer para você?
O quê?
Que está tudo bem, é pouco.
Que tudo está certo, é pouco...
Se ao menos soubesse escrever...
Se ao menos soubesse usar as palavras
como elas merecem.
Diria muitas coisas para você...

Diria que sinto a paz de abrir um envelope com flores
todos os dias, ao seu lado.
E que sinto a tranquilidade de apagar trechos de vida
que não se fizeram muito interessantes, ao seu lado.
E que, muitas vezes, muitas mesmo,
MUITAS... Parece que estou sonhando...

E parece, ao seu lado, que as árvores olham para mim.
Que os pássaros olham para mim.
Que as ruas olham para mim.
Que o rio sabe que estou passando por perto.
E parece, que o céu sabe onde me encontro,
que o sol sabe exatamente onde estou,
e parece, que a lua me sorri toda vez que olho para ela.

Parece que ao seu lado, sempre será paz, onde antes (em mim)
era guerra.

Não se alarde não.
Sei que tenho responsabilidades
que apenas eu devo construir.
Somos seres "uno".
mas é bom saber (sentir) que esse sentimento
(e você)
estão aqui,
ali,
cá, bem perto de mim.

SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA
25-02-14

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

OLHOS

Que olhos são esses
que descobriram tudo
e que desvendaram tudo
e que nada deixou mudo.

Que olhos são esses?
É dessa luz que vem a paz.
É dessa paz que nasce o amor.
É desse amor que vem a carne dele...

Um infante filho do amor,
da luz, da paz, da vida compartida.
É dessa luz que nascerá, menino
ou menina, a encarnação da felicidade.


SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA
18-02-2014

A poesia está cansada...

A poesia faz falta...
E faz uns dias que ela se ausentou.
Parece cansada, 
porque olhou assim, assim 
através de uma nuvem para cá embaixo...
A poesia também se entristece...
Também sente medo...
Sua alma também fica em riste,
em riste que só vendo.
Mas não abandona seus eleitos.
Apenas silencia,
fica mudinha,
mudinha,
fomentando uma maneira melhor
de ser escrita.

SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA
18-02-2014

sábado, 15 de fevereiro de 2014

JOSY

Jóia
Sol
Yellow

Obrigada Josy!

SOLI

14-02-2014

Manhãs são tecidas por muitas perguntas
minha filha.
As estrelas ficam se questionando coisas
durante a noite inteirinha.
há um Café para os cometas:
que a Pedra Filosofal promove.
E para as luas,
acontecem muitas declamações.

Uma noite é sempre sábia companheira.
Ela costura fios de certeza,
descostura rendas de bobagem,
imprime brilho em toda a parte
do tecido de nossa alma.
Por isso é que sentimos Deus:
Ele é o Autor desses presentes noturnos...

Quando a noite chega perto do fim,
as estrelas arrumam o palco,
colocam as cadeiras em cima das mesas,
arrumam todos os balcões,
depois se despedem à porta do Céu noturno.

Sabe filha:
amar é acreditar.
É seguir acreditando.
É continuar crendo
que podemos chegar a amar
ao máximo,
até o máximo de nossas forças.
Amar em doses múltiplas
até o fim do mundo...

Amar é ir além do que se pensa,
do que se poderia imaginar,
do que o que a gente acreditaria,
amar é se alongar...
É se duplicar em muitas vezes,
até não precisar mais.

Porque um dia agente aprende
que é de dentro para fora essa lição.
E aí, um reencontro é luz,
é paz,
doçura:
mesmo que em meio a um turbilhão
de acontecimentos gris.

SOLINEIDE MARIA
para Flora...
para Rafael...

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Recado número 8

Os olhos do meu amor
são lentes que uso
para ver além
do que o mundo me apresenta.

(para O livro dos Recados Amorosos de Solineide Maria)

Recado Amoroso número 7

Quando você ficar
vou ficar alegre!
E nunca mais,
nunca mais,
nunca mais
vou deixar de estar.
Deixe estar!


(Livro: Recados Amorosos - Autor: Solineide Maria)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Chá de Luz

Infusão saboreada pela alma
quando o fluxo do Bem assume a estrada;
e quando a Divina Benção do Senhor
alcança nossa divindade interior.


SOLINEIDE MARIA
Livro: PALAVRAS E CHÁS

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Dos oceanos e dos amores

Um oceano não separa,
ele une.

Solineide Maria

CARTA DE UMA MANHÃ DE DOMINGO (09-02-2014)

Reencontrei meu amor depois de eras. Muitas eras. Sabia que era por ele que meu coração batia um tanto descompassado, descompensado... Sabia que era por sua ausência que minhas mãos tremiam (além da alta do café...). Sabia que quando escrevia e faltava brilho, era por causa das palavras que buscavam por ele... 
Este amor agora reencontrado, vive em mim. Está tão em mim quanto a cicatriz que adquiri na testa, aos cinco anos, seis (não lembro). Caí da escada que dava pra porta do quintal... Minha mãe me socorreu depressa. Este amor real reencontrado é muito claro. 
Está claro que é amor, entende? Não sei se me entendem, é que há algumas incumbências das quais as palavras não dão conta. Acho que a incumbência de explicar sobre o amor é uma das mais difíceis e por isso, as palavras são tão requisitadas... Mas falham, quase todas as vezes que tentam. 
Por isso é que há tantos poemas sobre amor, cartas e bilhetes, e filmes e livros inteiros, e muitas peças teatrais. E por isso, até hoje, de tanto querer explicar o amor, ama-se mal e raquiticamente... 
Descobri isso cedo. Então, escrevo sim, mas amo. 
E agora que reencontrei meu amor, amo robustamente. Não estou com ele agora, mas como queria! Não (apenas) para as coisas da carne, mas muito mais para as coisas do espírito. 
Queria compartilhar o livro de Manoel de Barros (que me acompanhou na madrugada insone), gostaria de apresentá-lo a três filmes muito bonitos, queria ler um texto espírita que me confundiu (ele é craque, já leu muito sobre), também seria bom dividir as dúvidas de minha filha com ele... 
Não estou com ele agora... Mas como queria deitar minhas mãos às suas e dizer que o amo. E sorrir de alguma bobagem que falasse (falo muita bobagem) e pensar no almoço. E escrever um poema que dissesse que é tão bom tê-lo comigo. 
Não estou com ele agora, mas para sempre quero estar. E estarei, porque este amor reencontrado, vive em mim. 


SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA (Para Jorge Rafael)

O AMOR

O amor recebe umas encomendas
que são para aquém do que se pensa.
Mas junto destas vem a Luz Divina
fazendo fortalecer a nossa crença.

O amor, o amor mesmo, é amplo em tudo:
nos gestos de ternura, nas atitudes,
na esperança e na melancolia.
No que se tem e no que se quereria.

O amor liberta a alma para a paz.
E faz da alegria uma companhia.
E faz da compreensão irmã dileta.

O amor, porém, exige coragem;
porque a luz do amor se perpetua
mas se tens, de fato, a alma nua.

SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA



sábado, 8 de fevereiro de 2014

O AMOR SE CASOU COMIGO

O amor me encontrou e quis morar comigo.
 Disse sim e separei uma parte do armário para ele guardar suas estrelas.
Ele disse que não precisava me incomodar, que sabia usá-las e doar todas para quem interessar possa...
O amor é tão gentil, faz meu café matutino e à noite, me escreve poemas.
Diz que me ama quase toda hora e (eu) nunca duvido, quem sou eu para duvidar do amor.

SOLINEIDE MARIA

RECADO NÚMERO 6

Mesmo que o tempo esqueça a hora,
dentro de mim o amor vigora
e pede sua atenção.


LIVRO: Recados Amorosos.
AUTORA: Solineide Maria.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Itabuna, 07 de Fevereiro de 2014.

Te amo que não dá para dizer.
Te amo além do que você vê,
além do que expressam meus olhos...
Te amo lá longe, lá LONGE,
LONGE... No pensamento que tenho de você.
Te amo quando calo e respiro fraquinho,
fraquinho... fraquinho...
Quando respiro fraquinho
com saudade de você.
Te amo agora,
quando parei de escrever um Slide
(muito importante)
para escrever para você.
Te amo quando a gente fica quieto, quieto
e me dá uma vontade de chorar,
uma vontade de gritar pela janela,
pelas ruas,
pelos bares,
pelas praças,
pela cidade,
para o mundo inteiro,
para o universo:
que amo você.
Ai meu amor... Te amo mesmo.
E tem gente que duvida sabia?
Tem gente que diz assim: "mas quando foi isso"?
Sério...
Tem gente que diz assim: "mas onde foi isso"?
Tem gente que olha assim: "não entendi nada"...
Sabe, rezo por todos eles,
pois que se pudesse,
buscaria um Crisóstomo para todas elas
e você buscaria uma Isaura para todos eles.
Mas não podemos não é amor?
Os amores DEVEM se buscar até se encontrarem.
Mesmo que tenham que atravessar oceanos...
Mesmo que tenham que vir gemendo de dor,
frio,
tristeza,
depressão...
Mesmo que tenham que tenham que esperar
em uma cidade sem Livraria,
numa cidade sem Cinema,
numa cidade sem Teatro,
numa cidade sem Exposições,
numa cidade sem...
Mas numa cidade com O Centro Claudionor de Carvalho!
Numa cidade com Flora, numa cidade com uma Igreja pintada de vermelho...
Você sabia amor? Sabia que a Igreja do meu bairro é pintada de vermelho?
Não entendo, desde infante, por que pintariam uma Igreja de vermelho.
Sempre imaginei as Igrejas em cores celestes:
azul,
verde,
branco,
anil,
lilás,
prata,
dourado... (rsrs)
Que bobagem não é amor?
Você me perdoa?
Perdoa-me por saber pouco de algumas coisas?
Perdoa-me por ser baixinha? (rsrsrs)
Por ter pouca carne... (rsrs)
Perdoa não é amor?
Te amo tanto...
Tanto... Tanto que agora me emocionei,
meus olhos estão úmidos de vontade de dizer também.
Eles dizem assim: escorrendo esse líquido salgado.
É tão bom amar você amor. Saber que seus olhos vão ler esse,
essa,
esse...
Que gênero é esse que escrevi amor?
É carta?
Não é bilhete, porque é extenso...
É Ofício amor?
É certidão? Poderia...
A Certidão do Meu Amor por Você....
Que gênero é esse amor? Que escrevi?
Não importa.
Importa que te amo.
Importa que te espero.
Importa que você esteja BEM.
Importa que você SEJA FELIZ!
Importa que esteja SAUDÁVEL!
Importa que PROGRIDA espiritualmente!
Para sempre!
Para sempre!
Para sempre me amar
como te amo!

SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA
Para Rafael

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Recado 4

Meu amor:

Difícil não rimar sua ausência
com a dor...


Livro: Recados Amorosos
Para Jorge Rafael.
Autora: Solineide Maria

Recado 3


Querido:

Seus olhos castanhos são tão diferentes
quanto a aurora boreal no infinito...




Este pequeno recado amoroso foi inspirado nos alunos Rafael Veloso e Luís Felipe no primeiro dia de aula 06-02-2014 (Colégio Decisão). Tema da aula: Poesia Lírica!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Poema (05-02-14)

De onde vieste
a luz não se ausenta
e as flores são cânticos
para os olhos.

Sabe meu amor,
não é justo ter se demorado tanto,
não é justo ter me deixado aqui,
ali, acolá... Mendigando amor.

Ontem um amigo me perguntou:
"o que fizeste das experiências
que te aconteceram"?
Não respondi. Ontem não...

Mas hoje, pela manhã,
respondi para ele, em pensamento,
que aprendi, com aquelas experiências:
o que é amar.
O que é ter paz.
O que é ter alegria.
O que é ser caridoso.
O que é calar.
respeitando a dor.
O que é libertar.
O que é progredir
e deixar progredir.
O que é o amor.

Hoje pude ver que cresci uns
dois centímetros
espiritualmente...

Ontem passei no Café e não entrei.
Não tem sentido entrar ali sem você.
Mas sorri baixinho e disse comigo:
"o nosso Café".

Confesso que também chorei...
Porque a poesia às vezes se apavora,
às vezes esquece as palavras,
às vezes nem sei...

Parece uma revoada sem rumo.
As palavras perdidas a quererem,
ansiarem mandar uma mensagem,
escrever um poema,
um bilhete,
um texto qualquer,
mas elas revoam...

As palavras revoam feito borboletas
em busca de outro espaço.
Ou de todos os espaços.
As palavras revoam
feito um bando de quero-quero
desarvorado.

Ontem meus poemas estavam assim...
Hoje esse coitado teve pena de mim
e deixou-se escrever.
Não tem métrica (eu sei),
quase não tem rima,
o ritmo está mais aturdido
que um cavalo sem ferradura...
Mas é poema.

Este coitado poema
teve pena de mim:
deixou-se escrever.
Deixou-se escrever
para que possa lhe dizer,
mais uma vez,
que amo você.

MESTRE AGILDO (Da barraca de sanduíche no "Alto da Lua" para a LUA do CONHECIMENTO!!!!!)



Mestre Agildo:

Na alegria é que se vê:
tristeza pouca é bobagem.
Tão feliz, tão feliz por você!
Muito felizes estamos
(seus futuros alunos).
Orgulho é pouco, meu amigo...
A felicidade nunca mente!
E que a palavra seja semeada
como a luz das mensagens
transcendentais!
Dez é pouco! Mil também.
No seu caso, a nota não dá conta...
É russo dar conta de Bakhtin:
e você deu!
E Bakhtin é Russo...
Você é brasileiro,
mas nasceu muitas vezes
na Rússia (rs):
sempre lhe disse:
"você não é daqui "Agildo"...
E você também nasceu muitas vezes
no Egito.
Só pode! Para dar conta da 
"Arquitetônica da Linguagem Bkhtiniana"...



Agora a estrada se prolonga
Gigantes possibilidades se habilitam
Inevitável seguir
"Lutar com as palavras"
Desdobrar a linguagem
Organizar-se para o Doutorado...



MESTRE AGILDO!


Sua fã! Solineide Maria
PARABÉNS 1 MILHÃO DE VEZES.
Da barraca de sanduíche no "Alto da Lua" para a LUA do CONHECIMENTO!!!!!