sábado, 15 de fevereiro de 2014

14-02-2014

Manhãs são tecidas por muitas perguntas
minha filha.
As estrelas ficam se questionando coisas
durante a noite inteirinha.
há um Café para os cometas:
que a Pedra Filosofal promove.
E para as luas,
acontecem muitas declamações.

Uma noite é sempre sábia companheira.
Ela costura fios de certeza,
descostura rendas de bobagem,
imprime brilho em toda a parte
do tecido de nossa alma.
Por isso é que sentimos Deus:
Ele é o Autor desses presentes noturnos...

Quando a noite chega perto do fim,
as estrelas arrumam o palco,
colocam as cadeiras em cima das mesas,
arrumam todos os balcões,
depois se despedem à porta do Céu noturno.

Sabe filha:
amar é acreditar.
É seguir acreditando.
É continuar crendo
que podemos chegar a amar
ao máximo,
até o máximo de nossas forças.
Amar em doses múltiplas
até o fim do mundo...

Amar é ir além do que se pensa,
do que se poderia imaginar,
do que o que a gente acreditaria,
amar é se alongar...
É se duplicar em muitas vezes,
até não precisar mais.

Porque um dia agente aprende
que é de dentro para fora essa lição.
E aí, um reencontro é luz,
é paz,
doçura:
mesmo que em meio a um turbilhão
de acontecimentos gris.

SOLINEIDE MARIA
para Flora...
para Rafael...

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