terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Todos os dias agora acordo com alegria e pena

IV

Todos os dias agora acordo com alegria e pena.

Antes acordar era abrir os olhos (apenas) sair da cama.

Levantar e sair da cama não é acordar: descobri.

Descobri isso, porque hoje eu amo.

Ter alegria e pena me acrescenta,

Sou maior hoje que tenho alegria e pena.

E posso estar na realidade onde está o que sonho.

E o que sonho pode ser minha realidade

Sem que isso fira meu sonho.

Ainda não sei o que serei sendo eu mesma,

Mas quando ele me diz alguma coisa,

Eu acordo e me reencontro (acordo).

Quem ama (de fato) não é mais a mesma pessoa,

É completa, mesmo solitária.

E mais completa, se acompanhada.


(Trata-se de uma releitura minha, do Livro de Fernando Pessoa: O Pastor Amoroso).

sábado, 25 de dezembro de 2010

Tire a poeira da palavra amor!

Tirar a poeira da palavra amor, Clarice Lispector nos asseverou. Mas como?
É só assim? Tirar a poeira e se aprumar para amar? Lógico que não! Por isso, há que se tirar todo santo (ou nem tão santo) dia. Ir tirando até o fim, que segundo meu professor de tudo (Clinio Jorge) não existe.
Tirar a poeira da palavra amor ação, é desembainhar a vontade de se melhorar, de se ampliar: de amar, de fato. É abrir espaço para o AMOR e não para esse amor, esse amor... qual mesmo?
É sangrar fazendo o exercício do amor, do amar na cadência das vinte e quatro horias do dia.
Não é fácil, mas Rilke, brilhante ser humano e poeta (e vice-versa) disse, que por isso mesmo, o ato de amar já é Divino, porque não é (mesmo) fácil.
Tenho tentando tirar a poeira da palavra amor, às vezes dá certo (penso). Algumas vezes, falho. Mas não porque sou humana falho porque é natural falhar, sendo deus pequeno, Deus grande ou um Zeus qualquer...
Agora o que não se pode é desistir de tal aventura de ação (ação de AGIR).
Então, peço a Deus que me ajude a tirar todo dia, a poeira da palavra amor e da vontade que tenho de fazêlo.
Um beijo em todos os meus leitores e sugiro: faxina todo santo dia (e nem tão santo assim) na palavra amor!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

PROFECIA DESPEJADA

Deixa eu dizer...
Os favelados aos montes estão por aí,
entrando nos lugares mais recônditos.
Por aí também, a indiferença ampara
os descontentes.

Nenhuma novidade.
Mas ao fundo existe uma mensagem,
e se lermos com carinho,
quase explícita.

Deixa eu dizer:
a vida organiza a virada aos poucos,
mas aos montes,
as mudanças invadem os lugares
e sobretudo as pessoas.

Dos moradores de casa de papelão,
pode vir a solução.
Dos que comem restos (sobras)
virá a comoção do Amor Divino,
espalhará luz cintilante.

Avante.

Dos ombros dos que carregam
além de pedras, sonhos:
desses ombros haverá de aparecer asas,
na força de um novo homem
"numa velocidade estonteante".

Deixa estar.

Plantai vida nas crianças,
são os homens a seguir.
E saiba:
a angústia pode comer
as horas vazias daqueles que sujam o dinheiro.

Deixa eu dizer:
dos que saem às 3 da matina,
vai aparecer o homem que mudará...
Então a límpida mudança há de reinar
e o sol do AMOR há de raiar.

Deixa estar!...


Solineide Maria
2003


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Duvidazinha

O dia trouxe umas lembranças
e acordaram alguns questionamentos.
Talvez, por causa do vento.
Ele disse umas palavras confusas
sobre frio e secura.
O frio me recordou a sua ausência
(falta).

Um não sem palavras.
Esse tipo de negação é muito duro.
Dói feito açoite.
Corta, mas na alma.
A janela um pouco aberta escancarou,
de súbito,
com a força de uma rajada.

O vento quis trazer minha sanidade?
Por isso, acordou meu pensamento
Teria sido isso?
O dia trouxe umas lembranças que acordaram,
em mim,
alguns questionamentos.

domingo, 19 de dezembro de 2010

A Máquina


O filme de 2006, chamado A Máquina, (Estúdio Buena Vista,) trata-se de um excelente romance de Adriana Falcão, que abriu um oceano de possibilidades em minha cabeça. Poderia escrever um estudo, uma análise sobre a questão do amor, do tempo, da razão e da loucura...

O filme foi um brilhante que luziu na velha TV e DVD também antigo. O que nos importou (e importa) é a mensagem, e, nesse caso, a mensagem são as mensagens.
As interpretações luxuosas de Paulo Autran, Wagner Moura e Lázaro Ramos (os dois ainda desconhecidos na época), mais Gustavo Falcão que faz Antônio o protagonista da trama, que tenta levar o Mundo para Mariana Ximenes, que faz Karina, uma moça com intenção de partir de Nordestina, para ir encontrar o Mundo. Afinal, Nordestina (cidade fictícia – no fim do mundo) não tinha nada para oferecer aos seus habitantes.
Há "um mundo de nordestinos" que estão no filme, inclusive Osvaldinho Mil de Itabuna) que faz o pai de Karina.
Aliás, que Osvaldinho Mil elenca um monte de filme bom, entre eles Nosso Lar (2010), outro sucesso do cinema brasileiro. E a gente “sempre pergunta pelas novidades daqui deste sertão, e finalmente posso lhe contar uma importante. Fique o compadre sabendo que agora temos aqui uma máquina imponente, que está entusiasmando todo o mundo” (trecho do conto A Máquina Extraviada de José. J. Veiga).
Trouxe esse trecho do conto de José. J. Veiga – A Máquina Extraviada – porque inicialmente pensei que fosse algo sobre tal conto, mas não era. Mesmo que não seja, fiquei imaginando essa máquina do tempo, que Antonio (do filme) engenhosamente diz que funcionará para que viaje cinqüenta anos no futuro, e traga para sua amada, novidades de lá, como essas máquinas que a gente tenta inventar para fugir do marasmo costumeiro que a humanidade nunca se desvia. Talvez, porque nunca nos damos conta de que a boa novidade é calma, discreta, quase invisível: “é preciso ter olhos de ver.”

O filme é muito bonito! O figurino de Kika Lopes, a fotografía de Walter Carvalho e Marcos Pedroso dirigindo a Arte. Nada mais ilustre do que a música belíssima de Chico Buarque: “Porque Era Ela, Porque Era Eu". E tem uma composição de Flávio José, que ficou lindíssima na voz de Prazeres Barbosa “a diva do teatro pernambucano”, chamada A natureza das coisas, que abençoa o filme com muita luz:
“Amanhã pode acontecer tudo Inclusive nada
Se avexe não A lagarta rasteja até o dia
Em que cria asas
Se avexe não
Que a burrinha da felicidade
Nunca se atrasa
Se avexe não
Amanhã ela pára na porta
Da sua casa.”
A Máquina não é um filme, é uma tarde de prazer em ver coisa boa, ou uma manhã, ou uma noite... É um romance tão bom que virou teatro, filme, resenha.

A Máquina é o Brasil dizendo que Cinema Brasileiro é assim: tem conteúdo para mais de um ator, tem para mais de Mil. E que cresce todos os dias e deixa a gente com sensação de preenchimento e não de esvaziamento, que às vezes é bom, mas não sempre...
Vamos encerrar por aqui, porque dizer demais de uma coisa é não dar acesso ao outro para sentir o prazer da descoberta.

Solineide Maria

Recebi um e-mail de amor (um sonho...)

Recebi um e-mail de amor.
dizia coisas tão bonitas,
Tão bonitas
que nem sei transcrever.
Dizia assim
umas palavras que luziam,
que riam,
que brincavam...

Dizia que às vezes
o amor é esconderijo
de quem não ama.
Dizia que,
muitas vezes,
o amor,
é vontade de amar,
por isso nos enganamos tanto.

Fiquei triste com essa parte.
Por que então continuar,
Já que se sabe que não é amor
é vontade de amar?

Eu amo.
Sempre amei você,
mas não havia,
ainda,
lhe encontrado.

Recebi esse e-mail de amor
e não dormi mais.
Fiquei lendo, relendo,
acabei dormindo na frente do monitor.

Sonhei que havia recebido um e-mail
desdizendo aquele e-mail de amor
tão bonito.
Dizia que amor é coisa inventada,
porque os homens estavam impossíveis...

Para tal foi inventado o amor:
para adestrar o ser.
Eu lia e lia e não acreditava.
Dizia que amor é isso:
uma invenção em favor
da humanidade.

Mas que a humanidade
ainda não ama
como deveria ser feito.
A invenção estava falhando.
Dizia...

Eu lia e lia e não acreditava.
Acordei no meio da casa.
Devo ter perambulado pela casa
sonâmbula que sou:
atrás de alguma resposta,
uma, que me animasse a ideia do amor
daquele amor, aquele,
do e-mail inicial. Do e-mail de amor.

Eu prefiro o e-mail de amor que recebi.
Eu prefiro amar, ainda que
nunca receba um e-mail de amor.

SOLINEIDE MARIA
(Foi realmente um sonho)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Está alta no céu a lua e é primavera (outra releitura bobinha de Caeiro)

II
Está alta no céu a lua e é primavera.
Penso em ti e dentro de mim fico melhor.
Uma sensação de esperança de que serei feliz
Visita minha alma.
Será mesmo?
Será que amanhã serei feliz?
Afinal, acidentes acontecem. Então que seja comigo
Esse acidente de ser feliz neste mundo,
Que dizem que não é o mundo da felicidade...
Amanhã você virá?
Faremos uma festa para as coisas de minha sala?
Amanhã meus livros serão lidos?
Ai meu Deus, amanhã, então,
Será oportunidade privilegiada de ser feliz
E ser amada
E amar?

Quando eu não te tinha (releiturinha bobinha de Pessoa)

I
Quando eu não te tinha
Gostava das coisas comuns.
Visitava as chácaras onde ainda existia algum verde,
Ficava vendo TV até tarde.
Ai, ai...
Acredita em Deus e lia meio livro
Por ano.
Quando eu não te tinha,
Saía todo santo e demoníaco dia
Para beber no boteco da esquina.
Era muito bom.
Não estava nem aí para os problemas ambientais,
E que tais da contemporaneidade.
Hoje eu não sei...
Não sei mais o que quero, quereria
Da vida.
Não tenho mais jeito com a TV,
E fico embasbacada até, com a morte de uma mosca,
De uma formiga.
Hoje os rios são minha preocupação diária,
Fico tonto só de pensar:
Meu Deus e as crianças que virão?
Ao teu lado fico feliz,
Feito Santa Clara ao lado de Francisco de Assis.
Hoje a vida tem muitas cores,
Muitos sabores...
Tem dores também, mas não quero mais
O que fui antes.
Quando eu não te tinha.

A Poeta Amorosa é uma pretensão de escrever coisinhas bobinhas, a partir das leituras de O Pastor Amoroso de Fernando Pessoa (Caeiro).

Solineide Maria de Oliveira

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

PESSOAL:
Férias enfim!
Daí que estou lendo o que não é obrigatório. rs Leitura por prazer, dessas que a gente lê e sai e volta. Não temos que entregar resumos, nem fichamentos, nem escrever artigo, nem resenhar. Ai, ai... que delícia!
Estou botando em dia a leitura de livros enfileirados na mesinha de madeira gasta. Tadinhos... estavam, já, empoeirados, mas calma meninos e meninas, estou aqui e tenho olhos (de ler) para todos vocês.
Comecei olhando cada um, a carinha de Carlos Drummond assim, cabisbaixo. De cabisbaixo ele não tinha nada, uma figura dessas que andava como quem flutua no universo de muitas produções maravilhosas.
Tem um cara que tenho mais medo: Pessoa. Fico trêmula sabe. É que esta criatura me deixa em fiasco total, pois sua leitura me acende umas questões que não me deixam descansar à noite. Drummond me faz isso também, mas parece que Drummond não me cobra as respostas assim, na lata. Pessoa fica me olhando na sala, na cozinha, na hora do banho. Como quem diz: e aí moça, cadê a resposta? E eu sem dizer palavra.
Clarice e Lygia consegui ler enquanto estava no Curso. Mas retornarei, desta vez, porque as amo. Porque as amo e levarei comigo para sempre, por toda minha vida. Estão atrás de Marina Colasanti que apoia Adélia Prado.
Adélia Prado é uma paixão de 2000. Comecei a ler e falei assim: meu Deus onde eu estava que não havia lido esta mulher? Foi um achamento! Li e reli muitas vezes o seu Bagagem, mas não me devolveram o exemplar que emprestei animada. Coitadinha de mim... E dela, que ficou perdida entre uns livros que jamais saíram de lá. Sabe desse pessoal que quer o livro, mas não lê? Pois é...
E tem uns livros tipo Best-Seller, que o pessoal da Academia critica demais, mas que ajuda muita gente a adentrar-se no mundo da leitura. Não entendo porque criticar a leitura alheia. Uma vez me disseram que tem que ler coisa boa. Meus Deus! O cara (ou a moça) já está lendo, depois a gente fala sobre o que é bom, ou ruim. Se é que eu tenho esse direito...
Pois, pois, e tem as monografias (que viraram TCC) que devo começar agora nas férias. Lógico que seguirão a ordem de minhas leituras por prazer. Depositarei aqui, poemas advindos da leitura de todas elas.
Ah! E tem a Cora Coralina meu Deus... que é uma criatura linda e cheia de paz. Escreveu com a intensidade de uma anjinha infante, dessas que volitam pelos céus de nossas buscas. Palavras lindas, lindas, como as que li outro dia:

Se temos de esperar,
que seja para colher a semente boa
que lançamos hoje no solo da vida.
Se for para semear,
então que seja para produzir
milhões de sorrisos,
de solidariedade e amizade.
Cora Coralina

Um abraço feliz! Por estarmos de férias e por estarmos lendo (por prazer). rsrs

Solineide Maria

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

ABRAÇOS NEGADOS

De tanto procurar por um abraço
as pernas não conseguem mais
(eu acho)
andar por longas horas,
sem tropeçar no vão
das horas nuas.

Abraços!
Oh abraços muy sinceros!
Onde estarão suas boas energias?
Abraços, meus abraços esperados:
existes?
Exististes?
Serei tua?

Para Simone Paulino, que é poeta e escritora e publicou um belo livro intitulado: Abraços negados.
Um abraço Simone!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

D'O Livro da pessoa que Desassossegou (de Solineide Maria)

Sou um poeta sozinho que não sabe escrever.
Vivo apenas. Ou nem isto.
Sou um cidadão qualquer,
Ouço vozes, silencio...
Sou isto? Ou nem isto sou?

O que tenho aprendido?
Tantas vezes me detive num estudo muy frágil:
Procurar em mim, eu mesmo.
Não consegui. Não consigo responder.
E essas cartas...
Tolo, idiota, homem comum!

Já quis ser companheiro, não consegui.
Lutei com alguns sobre questões.
Mas palavras não resistem
Contra a verdade cotidiana,
Pouca e pequena.

É preciso comprar pão, carne, leite,
Pagar o aluguel, o café e a puta.
É preciso ter mãos para o trabalho.
Escrever poesia?
Ora! Vá trabalhar!

É preciso se apaixonar e mentir,
E dizer coisas banais.
Ninguém entende os que não amam comumente.
É preciso dançar a dança comum.
É preciso escrever o que os outros possam entender...
É preciso, sobretudo, se fazer entender feito todos esses outros.

Sou um poeta cansado.
Acordo, levanto, desjejum.
À tarde. À tarde. Atado.
Um ataúde a tarde em mim.

A Noite sim, me consola.
Bela, educada, sincera.
Revela em mim o silêncio que não sei
(nunca soube)
Definir.

A Noite dança comigo. Diverte-se,
Ri e me abraça muitas vezes.
É um abraço generoso. Não o mereço.
Ela é tão boa comigo, e eu, sofredor de mim,
Minhas dúvidas... Escrevo apenas poemas
Sem utilidade.

Para que serve um poema?
A Noite me perguntou um dia.
Eu, talvez mais pueril do que idiota, respondi:
Não sei.
Para desassossegar, falei depois.
Ela sorriu me abraçou e saiu.

Amanheci cansado, sonolento e sedento. Com a pergunta da Noite a me perseguir os passos. Para que serve um poema? Num dado momento, para descansar a voz. Pode ser não pode? Cansada já, às vezes nem ouvida, o poema talvez, tenha tal utilidade. Descanso para a voz. Depois, vendo um velho no jardim da praça, olhar perdido... Refleti que aquela pessoa, se pudesse, poderia se alegrar com um poema (a depender do teor da obra escolhida). Um poema, apenas um poema, basta, muitas vezes, para asseverar sobre uma vida inteira. Para quê meu Deus?! Serve para se ficar calado? Para não ficar calado? Agora devo parar. A vida bate e a hora é dos operários voltarem para cassa. A Noite com suas mãos indispensáveis espera, lá fora, por todos nós.
E eu, que sou um poeta sozinho,
Que não sabe escrever, preciso muito dessa minha amiga.
Levarei para ela, tais respostas possíveis,
As que consegui abranger,
Sobre a utilidade de um poema.
Ela dança comigo e é tão bom.


Solineide Maria
Este material está para ser publicado... Chama-se por enquanto: O Livro da pessoa que Desassossegou.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Interesses

Não analisar.
Não julgar.
Não desperdiçar palavras.
Não cometer o crime de des-amar quem quer que seja.
Não arriscar de menos.
Nem de mais.
Não ser a moça que tapa o vazio de uma noite sombria.
Não decepcionar minha poesia.
Conhecer e reconhecer amigos.
Amar e ser amada.
Aprender a amar amando.
Aceitar os que não gostam de mim
Ou de minha poesia.
Ser feliz.


sábado, 11 de dezembro de 2010

Do Diário de uma Virgem Louca

Em verdade, em verdade te digo que sei que o meu som não causa nada em teu olhar.
Que é difícil, por dentro, nos unirmos. Bem, assim, por fora.
Em verdade, em verdade te digo que não aprendi ainda a me conformar com pouco. Por isso, tanto evoco por ti.
São palavras sem som, eu sei. Mas o que é palavra? E o que é som?
Em verdade, em verdade estou repleta de sins. Preciso aprender a ficar plena de nãos.
Em verdade, em verdade, não é pecado ser tentada, mas é preciso erigir barreiras.
01/08/2020

Solineide Maria
(livro em apreciação por editora)