quarta-feira, 30 de maio de 2012

Letra para música romântica


Vai ser bom quando você chegar,
eu vou sorrir e lhe mostrar
algumas coisas que escrevi.

Você vai rir de umas bobagens 
que andei pensando.

Eu vou contar dos meus receios 
e dos meus medos 
que ninguém sabe.

Daí que vai ser legal
você cuidando de mim 
por alguns dias.

E a gente se amando.
E a gente sorrindo.
Conta alguma estória
 pr’eu  poder descansar.
Eu te conto umas duas...

Se fosse assim todo dia.
Se fosse sempre assim...
você pertinho de mim.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Chaves de casa



Parada estou,
em frente a uma casa.
Moro aqui? 


Onde esqueci 
as chaves de casa?
Não desta aqui: 
física, material,
mas da outra... 


A que me deixava entrar 
e fazia cócegas 
 nas minhas mãos...
E me dava 
um copo com água
... e me dava pão... 
... e café e amor... 


Cadê as chaves de casa?...
Meu Deus!
Cadê a casa 
onde minhas angústias 
descansavam?!

domingo, 20 de maio de 2012

O AMOR

O Amor esteve aqui. Disse que o amor que sinto não é o que devo continuar sentindo.
Escreveu um texto bonito... Bonito que só lendo...
Depois me banhou com águas de lavar a alma e pediu silêncio, mais silêncio... porque é preciso ouvir e calar.
O Amor é tão bonito... parece Deus... Tem uns cabelos longos, umas mãos leves e voz de lã. Ou hortelã?
Sabe tudo e da forma exata.
Compõe versos, apenas, sobre coisas de luz e de claridades. Nunca fala sobre escuridões e abitrariedaes. Trata-se de um ser mais que metafísico. Mais que qualquer palavra "humana" possa tentar explicar.
Cuidou de minhas feridas: usou vinagre, azeite e ternura. Atou-as e depois, fez uma prece em minha cabeça. Pediu-me que esquecesse a vida humana, simplesmente humana. Disse que tenho mais a fazer do que pensar e escrever e ler, textos sobre amores vãs: "romantismo é coisa tola minha filha", asseverou.
Acredito. Acredito no Amor...
Hoje amanheci quase boa. O Amor quase me curou. Falta fazer minha parte, a do Amor está feita.

Para Regina (sobrinha), Clinio Jorge, Ana Assis, Silvana Barreto, Lili (SP), Claudemir Augusto e todos aqueles que vieram durante meus dias de "silêncio" aqui neste espaço.
Um abraço amoroso e sincero.

Solineide Maria

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Estou desligada da Poesia temporariamente. Bilhete para Regina (sobrinha que solicitou poemas novos)


Minha querida sobrinha Regina...

Estou desligada da Poesia temporariamente...

Ela até esteve aqui em casa ontem...
Mas me viu tão triste e só, 
tão abatida e fria,
que preferiu me preparar um café
e cobrir minhas pernas e pés.

Preferiu deitar
minha cabeça em seu colo,
quente, macio
calmo e perfumado.

Depois,
contou-me histórias
de antigos amores 
que deram certo:
apesar de enfrentarem 
marulhos
de imensidões infernais.

Pediu desculpa por não poder ficar
até que eu dormisse.
Disse que, nesses momentos,
é bom não ler nada:
nem poesia, 
nem ficção científica,
nem notícias de jornal, 
nem gibi.

Aconselhou que, nessas horas, 
é bom enfrentar o silêncio.
Encará-lo, firme, 
com as mãos prontas para no caso
de precisar ir às vias de fato.

O silêncio gosta de briga de braço...

Pediu desculpa 
por ter de enfrentar uma situação
tão "indescritível",
justamente por causa dela.


Deixou uma xícara limpa,
com um sachê de chá dentro,
e indicou "camomila" até ficar boa.

Falou para me demorar 
o tempo que fosse necessário.
Afirmou que estará apta à voltar, 
assim que (eu) esteja pronta para
realizar nova conexão.


Um beijo Regina,
eis o motivo do "sumiço de novos poemas".
Obrigada pelas visitas reiteradas ao meu Blog.
Espero que essa conexão se dê em breve espaço. Mas não garanto.