segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A FELICIDADE EXIGE SUA PRESENÇA...

Uma vez sendo feliz, 
seja feliz.
Não olhe para trás, 
nem carregue nada 
do passado 
com você. 
SIGA. 
Porque se não fizer assim, 
a felicidade lhe parecerá, 
sempre, 
menos do que se lhe apresenta... 

De Solineide m. de O. do P. Rodrigues

NASCIMENTO DO AMOR

No dia em que o amor nasceu,
olhou sem jeito para o mundo
(este...)
e descobriu que não sabia nada...
Nada de nada sobre aqueles seres...
Mas lhes amou de tal modo,
que não se importou com nenhum
 mal
que lhes fariam ou fizessem
(e fizeram...).
No dia em que o amor nasceu,
ficou dependurado
 de compaixão,
fixou suas mãos cheias de luz
nas bordas do coração daqueles seres...
Homens? "Que coisa é homem"?
Depois, depois dormiu...
Para sonhar com outras criaturas,
mais leves e melhores...
Até hoje espera o momento
 EXATO de acordar.
E esse dia está próximo...

(autora: Solineide M. de Oliveira. do P. Rodrigues)

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Pequena carta para mainha

Luanda, 11 de Setembro de 2015.

Minha mainha,
magrinha... pequena... Enorme!

Uma moça ficou estupefata como sou baixinha... magrinha...
Ela não sabe que vim de uma mulher igualmente baixinha, magrinha e cheia de vitalidade aos 80...
Ela pensou que eu fosse altíssima, com seios e bundas enormes. A mulher do Rio em toda sua extensão. 
Quase sorri mainha...
Não sou mulher balão, quase digo para ela. Sou mulher bexiga. Tem que soprar, tem que ir soprando, até eu aparecer cheia do que já tenho de bom em mim para ofertar!
Mainha, tem dias que sinto uma saudade de nossas resenhas... Você dizendo que não lhe entendo, que nunca lhe entendo... rs
E a gente vê, de longe, que sempre nos entendemos. Sempre nos amamos. Sempre nos tivemos, uma à outra... 
Vi você hoje num sonho. Estava rezando o terço e me deu um beijo na testa... Esse terço que reza e essa expressão de pessoa frágil, mas GIGANTE, acredito que herdei. O terço não rezo como faz, com a disciplina dos grandes espíritos, mas tenho essa miudeza grande sabe... Acho...
Sabe mainha, todos os cafés do mundo não são iguais aos seus. Nenhum café se compara ao seu. E não tem ninguém que cozinhe aquela carne de panela que faz.
Vou escrevendo devagar sobre a saudade que sinto de você, mas nunca se esqueça: estamos ligadas para sempre.
(assinado: Duduzinha)



Recado para Flora

Minha filha,
apegue-se à Poesia do Planeta e nunca à falta de poesia dele. Porque em verdade, a falta de Poesia do Planeta é falta de poesia na gente... Ame-se. Ame e amanheça sempre para o lado ensolarado do dia, mesmo que esteja chovendo... Porque o sol mora detrás das águas... E eles se amam.(assinado: mamãe)

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Pedido para Jesus

Ajuda-nos 
oh Jesus,
a sermos mais LUZ
do que CRUZ
no caminho 
de nós mesmos
e de nossos próximos.

Solineide Oliveira Patrocínio






A dor é a adolescência do amor.
(Alaor)

ENCONTRO DE CORPOS

Meu corpo, coitado, 
fica pensando que pode tudo 
e esquece que há nele mesmo
um outro corpo... 

Um 
que precisa de alimentos leves: 
flor, 
canto de quero-quero, 
sol poente, 
água de ribeirão, 
terra vermelha,
terra preta, terra... 

Meu corpo, 
às vezes, 
sente tais necessidades também, 
mas é danado esse corpo físico... 
ele pede: 
carne, 
pão, 
pedra, 
massa, 
café... 

Ai ai desse corpo... 
 Um dia vão se entender, 
já o sinto... 
Eles já estão a se entender... 
Um já espera pelo outro 
no minuto do êxtase... 

Um já entende o outro no excesso de bebida (café). 
Os dois encontram-se à noite 
 e debatem sobre mudanças benéficas 
para ambos. 

Um dorme e o outro, 
acordado, estuda e aprende. 

Às vezes, apenas estuda... 
Mas já adianta alguma coisa... 
Esses corpos estão quase unidos. 
Graças a Deus!

Solineide Oliveira Patrocínio

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Reflexões além atlânticas...

Estou olhando para dentro de mim,
para sair de lá,
novinha em folha.
Quem sabe de túnica nova...
Quem sabe...

Solineide Oliveira Patrocínio

Vida


Imbondeiro


A MEDIDA INJUSTA

Algumas das pessoas mais altas da história da humanidade tinham estatura mediana ou, muitas vezes, eram quase pigmeus.

Os maiores líderes da paz e, até, os maiores líderes da guerra, (que provocaram os maiores horrores da história humana), não eram pessoas de ampla estatura.
Para citar alguns exemplos, comecemos por Teresa de Calcutá. Essa mulher, que foi afetada sem proporção, pela misericórdia a seus irmãos, tinha 1.55 de estatura, mas provou (sem necessidade de fazê-lo) que sua alma não tinha medida... A história da humanidade (da HUMANIDADE em ação), nunca seria a mesma, se não fosse à presença maiúscula dessa criatura mignon no planeta.
Nero era um homem baixinho. E infelizmente, “doidinho”... Mas apesar de sua doidice, oriunda de uma vaidade desenfreada, teve nas mãos, muito poder, isso durante um tempo extenso da História.
Ghandi, “além” de baixinho era magro. Sua magreza tinha a ver com a disciplina alimentar que mantinha (ou falta de alimentos para uma alimentação adequada...). No entanto, a despeito (apesar?) dessas duas características (que para a maior parte das pessoas, simbolizaria fragilidade), venceu a batalha de um povo, usando um material, igualmente frágil, segundo os humanos mais pueris: usando o “material frágil” das palavras.
Irmã Dulce era muito baixinha... Poeticamente baixinha... Levemente baixinha... EXTRAORDINARIAMENTE baixinha (tal qual Teresa de Calcutá). Essa mulher baiana, com toda sua “baixisse” ergueu, a partir de “doações baixíssimas” (raramente altas...) um hospital para os pobres de tudo em Salvador. Dizem que não se alimentava bem, que comia, tão-somente, uma maçã no horário do almoço, ou uma banana, ou mesmo, durante dias, “somente” alimentava-se de prece.
Chico Xavier era homem de estatura apoucada também. Médium desde sempre, sofreu na pele e na alma, golpes gigantes da vida. Porém, alheio a qualquer um deles, seguiu, sendo um enorme baixinho amoroso. Não se faz necessário narrar o que fez, além de ter engrandecido com muito carinho a alma de muitos encarnados e elevado o espírito de muitos desencarnados.
Incidiria citar o nome de muitas baixinhas e muitos baixinhos nesta narrativa. Em todas as áreas da história humana: nas artes, na vida religiosa, na esfera da educação, no campo da psicologia, no ambiente da medicina...
Enfim, baixinhos extremamente altos em suas ações e em toda a extensão de suas encarnações edificaram uma história que não se pode diminuir, porque foram escritas com a estatura do amor.
Medir alguém a partir de sua dimensão física, então, seria no mínimo, besteira. Sobretudo se for lembrado de que os maiores construtores do planeta são pequenos seres, aos quais lhes deram o nome de bactérias, vermes, micro-organismos... São esses seres, quase insignificantes em estatura, que construíram e constroem diariamente (e que, se quiserem, também podem destruir...) tudo o que se conhece.
De maneira que não se faz possível entender por qual razão alguém pense em medir o valor de outra pessoa a partir de uma medida tão falha: a estatura física. Porque já se tem inúmeras marcas de que as aparências, de fato, enganam...
É necessário erradicar, urgentemente, essa medida injusta e não mais se impactar por causa do talhe de alguém, caso meça “apenas” um metro e cinquenta e um e, “ainda assim”, tenha altas qualidades.

Solineide Oliveira Rodrigues
(26/08/2015)


ELE

Ele me abraça, concatena minhas ideias
Afaga meus anseios e desventuras...
Sorri quando há falta em minha face,
“desdiz” o que me deixa muito triste.

Ele me acalma, me adormece,
“afabiliza”...
Diz com carinho que me entende
e até concorda...
Ele me mima, de modo que, me enaltece.

Quando me sento, e ele, quente... me dá carinho...
E me aquece e me atiça e me apazigua...
Desconsidero melancolia e outras coisinhas...
Esqueço ser tão ansiosa, vezes, por lhufas...

Se ele não existisse, o inventaria,
Graças aos Incas, graças a Deus,
graças aos Maias
Por terem preparado essa alegria...
Viva meu CAFÉ de todo dia.


Solineide Oliveira Rodrigues