sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Pequena carta para mainha

Luanda, 11 de Setembro de 2015.

Minha mainha,
magrinha... pequena... Enorme!

Uma moça ficou estupefata como sou baixinha... magrinha...
Ela não sabe que vim de uma mulher igualmente baixinha, magrinha e cheia de vitalidade aos 80...
Ela pensou que eu fosse altíssima, com seios e bundas enormes. A mulher do Rio em toda sua extensão. 
Quase sorri mainha...
Não sou mulher balão, quase digo para ela. Sou mulher bexiga. Tem que soprar, tem que ir soprando, até eu aparecer cheia do que já tenho de bom em mim para ofertar!
Mainha, tem dias que sinto uma saudade de nossas resenhas... Você dizendo que não lhe entendo, que nunca lhe entendo... rs
E a gente vê, de longe, que sempre nos entendemos. Sempre nos amamos. Sempre nos tivemos, uma à outra... 
Vi você hoje num sonho. Estava rezando o terço e me deu um beijo na testa... Esse terço que reza e essa expressão de pessoa frágil, mas GIGANTE, acredito que herdei. O terço não rezo como faz, com a disciplina dos grandes espíritos, mas tenho essa miudeza grande sabe... Acho...
Sabe mainha, todos os cafés do mundo não são iguais aos seus. Nenhum café se compara ao seu. E não tem ninguém que cozinhe aquela carne de panela que faz.
Vou escrevendo devagar sobre a saudade que sinto de você, mas nunca se esqueça: estamos ligadas para sempre.
(assinado: Duduzinha)



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