sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Conselhos para a harmonia interior

Entre a paz
e a agonia
escolhe
a harmonia.

Alivia teus pessoa,
trabalha, segue
e confia.

Há trabalho em toda parte.
Todo o mundo é para isso.
Ama,
serve e vai e passa.
Deus só quer de ti:
o amor que ofertas
aquele que sente dor.

Consola e passa.
Se te ferem,
se te caluniam:
perdoa e ora.

Se agora a realidade
lhe conduz a saber de calúnias:
perdoa e ora.

Deus sabe de todas as coisas:
ama, silencia, trabalha,
segue e confia.


Solineide Maria
(Inspiração: Catarina)

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

NÃO ME PERGUNTEM MAIS NADA SOBRE A ELEIÇÃO (o voto é secreto, mas o respeito deve ser divulgado)

Desde quando UMA NOVELA DE UMA REDE DE TV foi “lançada” percebi a mensagem subliminar em sua logomarca (?). O nome Brasil vem com a propaganda eleitoral – escondida – em 45 NO NOME BR45IL.
Olha, falando sério? É um descaramento sem tamanho. Não me importa em quem cada pessoa votará, mas eles estavam fazendo propaganda eleitoral o tempo todo; e bem antes das eleições ocorrerem. Ninguém viu isso?!
Só a partir daí percebe-se o quanto o brasileiro ainda é “vulnerável”...
Infelizmente ainda deixamos que nos façam de fantoches de uma mídia pretensiosa, preconceituosa, perigosa e cínica.

Por: SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA
24-10-2014

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

PORQUE SOU PROFESSORA

Senhor,
porque sou professora
venho pedir-Te:
ensina-me a ser eu mesma.
Sem interferências externas.
Sem louvações desnecessárias.
Ensina-me a ser eu mesma,
mesmo na pressa...
Mesmo que doa,
mesmo que sofra,
mesmo que seja aquela
pela qual a Sociedade
não se interessa.
Senhor...
porque sou professora
venho pedir-Te
que minha profissão
seja para Ti.
Que eu possa ser
a professora pequenina
mas cheia de amor.
E que um dia meu Jesus,
possa ser eleita por Ti
a menor professora de todas
no meio de grandes professores.
Jesus,
porque sou professora
venho pedir-Te:
ensina-me a ser mais forte
contra os leões da mentira...
Contra os leões do IDEB...
Contra todos os leões
que são contra a Educação...
Mas que comece por mim, Senhor...
Também em mim há leões:
leões do desânimo,
da "desalegria",
do melindre,
da falta de harmonia,
de olhar a sala com 1.000 pessoas
e nenhuma (quase)
alminha interessada...
Senhor,
porque sou professora
venho agradecer
e oferecer
o que tenho...
Tenho umas leituras,
uns Planos de Aula,
um Net ultrapassado...
Uma bolsa de pano
(onde levo uns livros),
e esse coração poético...
Te amo meu Irmão,
obrigada por me deixar servir
"mesmo em tendo apenas
duas mãos e o sentimento do mundo".
Mestre Amado,
porque sou professora
venho oferecer minhas dúvidas
e mostrar as certezas que já tenho:
quero estar onde Tu estejas,
e quero ser melhor
para fazer melhor
qualquer tarefa que seja.


SOLINEIDE MARIA
20-10-2014

sábado, 18 de outubro de 2014

"Para que tá feio"!

Ontem, na Palestra de Nazareno (Palestrante Espírita renomado internacionalmente), para o encerramento, ele nos presenteou com um mini-documentário da vida de Tony Melendez (no me digas que no puedes).
Tony não tem braços e aprendeu a usar os pés para tudo. Para tudo! Aprendeu a tocar violão e cantar maravilhosamente.
Tony casou-se a adotou duas crianças... Vejam! Exemplo de que somos todos úteis para o Planeta e que queixar-se é "falha grave". Queixar-se do irmão então...
Além de outras ricas coisas, Nazareno nos incentivou a parar de queixas e de medos que, afinal, são falhas, e nos atirarmos sem hesitação ao melhor que podemos realizar enquanto Seres de Deus reencarnados para a ASCENSÃO.
O Tema da Palestra foi "A Família" e nossas dificuldades com parentes. Dificuldades no casamento, relação pai e mãe, irmãos etc.
Na verdade, Nazareno discorreu sobre muitos temas num só. Deu-nos uma dose de ânimo quando nos rememorou a IMPORTÂNCIA do auto conhecimento.
Aliás, o palestrante bateu algumas vezes nessa tecla: autoconhecimento!
O autoconhecimento, para ele, é a chave de toda boa relação e relacionamento. Inclusive com o Mundo.
Pela manhã, quando conversava com uma irmã querida, disse que precisa enviar um projeto de programa de TV para algumas Redes. Um programa onde a gente discutisse temas que se fazem inconcordáveis de tão aberrantes.
Discutíamos, por exemplo, a falta do ensino de Libras durante o Curso de  Licenciaturas... Quando Licenciatura "forma" professor...
No meu programa imaginário, discutiríamos esses problemas assim, digamos, injustificáveis... E aí, eu e o telespectador discorreríamos sobre os temas, por telefone, internet, carta, pessoalmente... Sobre muitos temas polêmicos de faltas e falhas variadas em nossa sociedade contemporânea.
Para o primeiro programa, se começasse agora, poderíamos discutir sobre a eleição, dizendo um "para que tá feio" grande para a "esculhambação" mútua no programa eleitoral gratuito (que deveria ser pago pelos partidos).
Mas ontem a noite, o para que tá feio eu dei para mim. Quando percebi que tenho tudo e muitas vezes reclamo. Muitas vezes me paraliso e não poucas vezes me boicoto...
O programa "para que tá feio" deve ser inserido em nossas vidas... Quando percebermos que estamos extrapolando as raias do descontentamento e da queixa contra o outro.
Aliás, queixar-se do outro é sinal de alerta de que precisamos voltar nossos olhares para DENTRO DE NÓS... Outra lembrança de Nazareno.
Ele disse algumas coisas que já lemos, mas são coisas necessárias de serem rememoradas, para, um dia, afinal, praticarmos em nossas vidas.
Para que tá feio saber e não aplicar. Para que tá feio...
Para que tá feio não amar de verdade, ficar no tatibitate, abraçar sem viço e sem vontade, dar de ombros para quem necessita de atenção...
Para que tá feio dizer que é Espírita e não ser Cristão...
Para que tá feio se dizer Espírita e não ser caridoso com as imperfeições alheias, que ao cabo, temos todos nós...
Para que tá feio não se aprimorar nos estudos SÉRIOS e levar a sério a vida. Ela deve ter uma programação séria: o autoconhecimento e progressão espiritual.
Para que tá feio de dizer que não pode...
Bom dia a todos!

SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA
18-10-2014

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Carta para Jorge em vésperas de Eleição

Meu amor,

olha amor... Eleição? Não sei se o vocábulo está alcançando o que acontece nesse momento no país.
Eleição é alguma coisa entre alegre e animadora. O que se estabeleceu, no entanto, foi um capítulo entre triste e desalentador...
Vemos que ser Político com a honradez que o termo solicita, não foi assimilado pelos "homens" que se arvoram em tal caminhada.
E no povo brasileiro há uma espécie de medo de votar entende? Medo de escolher... Medo.
Há em mim, uma espécie de vontade de esquecimento...
Em mim, há uma corajosa vontade de ir até o final do capítulo, pois que sou leitora que não desiste de uma história, ainda que o enredo não seja machadiano.
Não sei lhe explicar meu amor, o que acontece...Você me perguntou sobre o tema e, sinceramente, não sei lhe dizer com noção superior. É como um texto mal elaborado...
Um texto onde chegam pedaços fragmentados de todos os lados. Não tem coesão, falta coerência... Há desrespeito às margens (direita e e esquerda)...
Sonho com o dia em que iremos contentes para as urnas!
Lembro-me de quando meu pai separava a melhor calça e a mais bonita camisa. Minha mãe usava batom (que me recorde ela usou apenas no casamento das filhas).
Não sei explicar... Mas havia neles uma espécie de satisfação por estar a ir votar naquele que a consciência ou simpatia, elegia, antes de ser eleito pelas urnas. E se não fosse eleito, havia sido eleito pessoalmente, então não havia motivo de contendas ou "feisses" dialogadas, como está ocorrendo atualmente pelas Redes...
Para aquela satisfação é que meu pai e minha mãe acordavam à caminho das urnas. Meu pai hoje tem mais de 80 e há algumas Eleições já decidiu não eleger mais a ninguém. Minha mãe, da mesma forma. Eles dizem que é perda de tempo...
Carlos Drummond sempre me salva, quando não tenho palavras plausíveis:
“Esse é tempo de partido,
tempo de homens partidos.

Em vão percorremos volumes,
viajamos e nos colorimos.
A hora pressentida esmigalha-se em pó na rua.
Os homens pedem carne. Fogo. Sapatos.
As leis não bastam. Os lírios não nascem
da lei. Meu nome é tumulto, e escreve-se
na pedra.

Visito os fatos, não te encontro.
Onde te ocultas, precária síntese,
penhor de meu sono, luz
dormindo acesa na varanda?
Miúdas certezas de empréstimos, nenhum beijo
sobe ao ombro para contar-me
a cidade dos homens completos.

Calo-me, espero, decifro.
As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!
Mas eu não sou as coisas e me revolto.
Tenho palavras em mim buscando canal,
são roucas e duras,
irritadas, enérgicas,
comprimidas há tanto tempo,
perderam o sentido, apenas querem explodir.”

Desculpe meu amor, se não encerro de modo plausível minha carta (?), mas recorro à poesia que sempre me abriga e acolhe. Um beijo.

Sua para sempre.
Solineide Maria 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

DO SILÊNCIO DA POESIA



A poesia,
às vezes,
chega calada
e sai em silêncio...
Mas nunca deixa de falar
ao coração...
Solineide Maria.
(Hoje, aqui e agora)

OUTRA ESTROFE PARA A PALAVRA



Não responda
se não tem certeza.
Uma palavra mal dita
é uma palavra maldita...
SOLINEIDE MARIA
(Hoje, aqui e agora)

OUTRA ESTROFE PARA A PALAVRA



Toda palavra de amor
quando é revestida de luz
sempre acessa a alegria
no coração de um irmão.
Toda palavra de amor
escrita ou falada ao próximo
é palavra concebida
no coração de Jesus.
Palavra com amor não fere,
nem danifica.
Palavra com amor vivifica.
(Solineide Maria - Hoje, aqui e agora)

MAIS UMA ESTROFE PARA A PALAVRA



A palavra mãe
foi um embaralhamento
da palavra ame.
Ideia de Deus!

(Solineide Maria. Hoje, aqui e agora)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

GABRIEL MUSSE: A VOZ QUE CURA CANTANDO

Não é sem motivo nobre que as mães CANTAM para suas crias dormirem tranquilamente, ou conseguirem adormecer mais calmamente. A voz da mãe dá ao bebê, a segurança de que, mesmo dormindo terá sua companhia. Também acredito que a voz da mãe, cantando, facilite o sono da criança, porque é uma voz familiar.
Quando minha filha caía e se machucava, ela corria e pedia à sua vó materna que cantasse uma canção diretamente no machucado. Minha mãe então, calmamente cantava uma cançãozinha simples, lá da infância dela, para acalmá-la (com a mão imposta no local machucado).
Como eram as canções que Maria de Nazaré cantava para o Menino Jesus? Maria de Nazaré deve ter embalado O Divino com as mais ricas palavras de amor e gratidão...
Assim crescemos. Entre vozes que cantam para nos acalmar, vozes que nos falam através de canções para acrescentar em nosso Ser, ouvindo vozes que curam...“O exercício da música é também uma experiência fisiológica, psicológica, mental, com o poder de nos fazer sentir” (...) Quem diz isso é Sekeff  (musicóloga, musicista, professora, pedagoga musical e pesquisadora). Acredito piamente nisso, pois é minha técnica predileta para espantar todos os tipos de males, sobretudo, os da Alma.
Conheci Gabriel Musse (seu trabalho) há alguns anos, num Show no Centro Espírita Claudionor de Carvalho. A Casa ainda estava em cimento cru e algumas “gambiarras” levaram a sonorização ao público. Gabriel, com a generosidade de um Arcanjo, nos abraçou a todos naquela ocasião, parabenizando-nos pelo novo domicílio. Eis que enfim, a Sede havia sido inaugurada.
Os povos indígenas tinham a convicção de que o canto curava (cura). Ainda hoje encontramos quem se habilite a ser curado através dessa “técnica”. Lévi-Strauss , antropólogo renomado, escreveu um artigo muito bom cujo título é:
"A eficácia simbólica". Há outro trabalho muito interessante que se chama "A eficácia simbólica" revisitada. Cantos de cura ayoreo”.
Dr. Claudionor é um Espírito que admira a Arte. Sabe o que nos impulsiona para o bom caminho e, a Arte tem esse poder: o de nos reabilitar as emoções e os sentimentos.
Embalados estávamos todos na afirmação de que “renascerá aquele que acreditar no Amor (...) quando não tiver mais alegria, lembra que um dia bem melhor irá chegar/ você vai ver que o poder do Amor apaga a dor”.
Ainda na Dimensão da Cura, Nazaré me abraçou. Deixe-me explicar... Nazaré é o sobrenome de uma irmã trabalhadora da Casa. Em meio a tantos abraços curados, consegui rever no rosto dessa amiga uma professora de Literatura que tive no Segundo Ano de Letras (sempre misturo Literatura à cura...).
Brinquei com Nazaré sobre o assunto e, sorrindo me disse que experimentou a mesma sensação de paz e amor e equilíbrio e cura, com relação à voz de Gabriel Musse. Abraçadas conversamos sobre o tema “vozes que curam”. Concordamos que a voz de Gabriel faz com que acessemos um Portal de Tratamento Espiritual a partir da Música. Isso acontece com muitos cantores de Deus e sabemos que existem muitos por essa Gleba Divina.
Domingo, 28 de Setembro de 2014, pela manhã, Gabriel esteve novamente no CECC. Agora, a Casa estava alegre e comemorando o Aniversário do CECC e a construção de três novas salas, além do Ambulatório Chavina Viana.
Hoje o chão de Nossa Casa (CECC) está em cerâmica e as paredes estão pintadas. A construção maior, no entanto, lembrou-nos Musse, está no íntimo.
Nesse ponto do Show (da cura?) no Café da Manhã, Gabriel nos abençoou com uma Canção Inédita; num instante de passe coletivo e individual, através das ondas sonoras cheias de harmonia de sua ária. Música cura, e Gabriel Musse, em minha pueril opinião, é a voz que cura cantando e/ou canta curando.

Solineide Maria de Oliveira
Poetisa
Escritora
Professora

Consultas:
http://www.bv.fapesp.br/pt/pesquisador/90552/maria-de-lourdes-sekeff-zampronha/ http://livraria.folha.com.br/livros/ciencias-humanas/claude-levi-strauss/6442 http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-77012006000100012&script=sci_arttext