segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

LEIA MAIS DRUMMOND EM 2013!

No livro Alguma Poesia do meu eterno amor Drummond, há um poema que reflete sobre isso de dizer que o ano passou... 
O tempo, que em mim é uma "angústia", também era objeto de pesquisa frequente nos poemas desse mineiro poeta! O nome do poema é "O ano passado". 
Dedico este poema aos meus amigos como elemento de reflexão. 
Tudo acontece numa frequência que não se interrompe. Tudo vai e vem numa constância que não se desequilibra ou corta... 
TUDO É. 
Talvez por isso se diga que "Deus não passa". Lógico! Ele Está! Deus É! 
Santo Agostinho disse sobre o assunto - muito mais consistente do que essa que vos escreve - em seu livro "Confissões" (sugiro apreciação e leitura). Em verdade, a mudança está cá: dentro de nós! 
O próprio Drummond responde este seu poema (O ano passado) com seu poema "Receita de Ano Novo":
"É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre." Feliz Ano Novo! 

Solineide Maria de Oliveira

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Estou minguante

Estou numa fase de cansaços.
Talvez esteja na fase minguante de mim.
Devo estar a crescer por dentro,
nem mesmo eu,
tenho acesso aos avanços.

Está tudo do lado interior (de mim)
no momento.
É lá que os plantios crescem, pensam,
tomam intenção de árvore,
de planta...

É isso! Estou minguante.
Deve ser por isso as dores de cabeça
constantes, já que o médico disse:
"é cansaço minha filha..."
Disse e bradou: "o próximo!"...

E deve ser por isso que o coração
está frouxo, balança com tudo:
cena de novela, cena de filme,
nenhuma cena.
Estou numa fase "baixo-ventre"...

Deve ser por isso que durmo mal
dias e dias.
Deve ser por isso a sede constante.
Já que estou a crescer por dentro,
a irrigação pede mais.

Deve ser por isso os sonhos
com pessoas que gostam de plantar.
Ontem mesmo, 
sonhei com o jardineiro "Bigode".

Sinto uma vontade imensa de parar,
ao mesmo tempo de seguir:
romper, como fazem os cipós...
Saem a crescer e crescer...
A romper e subir!

Mas o cipó tem a árvore,
e tem as pedras,
e tem outros onde se agarre.
Eu não tenho ninguém...
Não, neste planeta...

Também...
Estou a crescer por dentro,
estou minguante.
É dentro que devo examinar o momento
de eclodir.
E onde...

De: Solineide Maria
Para: Sr. Bigode  

sábado, 22 de dezembro de 2012

TECNOLOGIA COM EDUCAÇÃO!!!

Fórum em Pós Graduação EAD onde sou aluna.

Expresse sua opnião sobre o tema: " Tecnologias na educação".


Li as argumentações dos colegas e todas carregam notórias e tristes verdades. 
As notórias se situam no plano das "utopias". Existe muita "fala" e pouca ação... 
O Governo (no caso das escolas públicas) "fala que faze isso e aquilo" e até faz: manda not e net books... mas não colabora de maneira "adequada" com a Formação Continuada do professor... Por isso, vários equipamentos acabam virando fendas sem função importante na Educação. 
No caso das escolas particulares, o excesso de "tecnologia" afasta o afeto... Além de haver cobrança quase inumana para que o educador dê conta dos planos, planejamentos, pesquisas, aulas propriamente ditas (nas salas) e uso das novas tecnologias. 
Minha mãe, que estudou até a terceira série do Fundamental I de hoje - costuma lançar a assertiva: "tudo demais são sobras". As tristes verdades são as que se situam no plano do "showzismo"... É muita tecnologia para pouca aula...
É ISSO... Tecnologia sem medida acaba sendo "tecnologismo"... Vaidade pura... 

Solineide Maria de Oliveira

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Oração para não ser carne

Juro que não quero Senhor, ser um pedaço de carne para qualquer um. Uma taça de vinho e pão e luz para uma noite qualquer. 
Juro que não desejo mais da pouca nitidez de palavras que não ficam. 
Dessas palavras que a gente se esforça em rememorar. 
Prefiro a Tua voz a me dizer que fique e descanse no Teu ombro a falta de coragem. 
Depois, deixa que Te faça um peixe ao azeite, deixe que Te sirva água, depois Decidirás se será vinho ou não. 
Depois eu quero Teu pão que me alimenta muito mais. 


Solineide Maria – do Livro de Orações da Mulher (em edição)

Cadê?

É denso sim...
Às vezes me apavoram as coisas que pensava
antes, 
leves...
Levando embora alguns conceitos. 
Mas se vão, pois que vaiam! (rs)
É na incerteza que o poeta vive:
do peso de um amor que não dá certo 
é que os poemas melhores acontecem... 
Mas também, o que é dar certo
ou errado? 
Meta a Metafísica nisso e pronto:
tudo de outro jeito se apresenta, 
a pouca nitidez vai se aclarando...
Mas ter olhos de ver, 
coração de escutar, 
ouvidos de enxergar: 
Cadê?
Quem tem?
Será? 


2010

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

ORAÇÃO DA MANHÃ (de todos os dias antes de a coragem nascer)

Senhor,
quero alisar os cabelos da alegria!
Acariciar as mãos finas da paz...
Ser feliz sem ansiedades "inventadas".
Ajuda-me a ser o que sou,
e não o que querem que eu seja...
Ajuda-me a amar sem pretensões;
a entender que tem gente que vai ficar;
tem quem queira ir embora
(mas não tem coragem..);
tem quem me ame, mas tão mal,
que parece ódio...
Ajuda-me Senhor nascido na simplicidade de uma estrebaria,
ajuda-me a entender de coisas simples,
de coisas sem brilho,
de coisas que brilham sem ter cor
e de minhas supostas "lamparinas"
que teimo em manter em luz baixa...

Solineide Maria


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

VERSINHO PARA VALDIRENE BORGES

Queria um dia só meu...
Deitar e sonhar de olhos abertos.
Tocar o chão e pensar
na vida de um modo lógico...
Queria ser descansada,

serena e leve e bonita...
Feito um quadro de Valdirene Borges
a pintora da vida.
 
 
(SOBRE UMA PINTURA SUA)

Confissões

O cansaço da vida nem tanto, mas me abate a sensação de incapacidade.
Chega perto de mim, roça meu cangote...
Olho para os lados para ver se alguém viu. Acho que não.
Acho que ninguém viu que fquei com medo.
A vida me pedindo determinadas decisões,
eu pedindo prazo...
A maternidade exigindo de mim o que não sei se tenho...
Ser mãe é difífil... E solitária então...
Mãe solteira, então...
Essa minha voz em tom menor
semrpe...
Queria uma voz de trovão,
um corpo de mulata (dessas tipo exportação)
queria "uma licença de dormir"...
Às vezes qeuria acordar e ouvir qualquer música,
ler qualquer coisa,
achar tudo ótimo,
não reclamar das notícias tendenciosas,
ir para praia e tomar cerveja,
ser feliz na bobagem...
Mas li Drummond e me casei com seu estilo.
Mas li João Cabral de Melo Neto e silenciei.
Li Cecília Meireles e emudeci.
Li Adélia Prado e fiquei sem palavras.
Li Clarice Lispector e fiquei em catarse.
Li RILKE e não sei mais nada...
Fico pensando que deve ser bom chegar,
primeiro, com o corpo.
Depois chegar com a voz (alta!).
Depois, já colocada, falar alguma coisa.
Eu tenho que chegar primeiro com a palavra.
A palavra é meu estandarte. Minha saia de renda.
Minha bata de seda. Meu anel de cristal.
Minha maquiagem da moda.
A palavra é minha salvação
e perdição.
A palavra é minha bolsa de luxo,
meu sapato Arezzo,
meu óculos de grife,
minhas mãos esmaltadas,
meu cabelo arrumado...
A palavra que nem sei se sei usar,
é que me salvaguarda.
E a sensação de incapacidade me acompanha,
toda vez que chego perto das palavras...

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Para Jesus

Meu Reino é simplório,
não tem casas com piscina.
Não tem garagem com dez carros.
Não tem cavalo com crinas bem urdidas.
Não tem avião nem helicóptero.
Não tem praia particular.

Meu Reino é pequeno,
cabe num peito que deseje amar
e passar.
Ele é simplório,
como os lírios de Meu Pai...
Meu Reino não tem, quase, nada demais.
Meu Reino beira a uma choupana,
se comparado aos reinos deste Planeta.
Mas no meu Reino existem coisas fenomenais:
lá dormem juntas a noite clara e a mansa paz.
Lá ficam juntas a alegria e a mansuetude.
Brincam alegres a disciplina e a cortesia.

Lá quem se afasta para servir,
volta contente.
Quem vem com medo de florescer,
cresce em segredo.
Almoçam juntas a calma,
a tolerância
e a paciência.

E todos os poetas,
de todos os lados
declamam versos pelos lugares.
Em meu Reino, quem quer servir,
é o mais servido;
percebe logo que ele é mais,
que é Divino...
Meu reino é simples,
mas é aberto a toda gente:
não tem porteiro,
não tem portão,
não tem nem porta.

A condição para que alcancem meu Reino é simples:
ame e só ame e mais adiante esquece e adentre.

Poema sob inspiração de Catarina.
Solineide Maria

Outras cogitações sobre o amor...

Será só carne
pele e unhas 
e cabelos?
Será só pernas
mãos e costas
pés e pelos?


Solineide Maria

Pedido para Clarice Lispector

Clarice...
toque minhas mãos.
Ensina-me teu dicionário de palavras invisíveis...
Visíveis, apenas, com os olhos frágeis
da alma.

Uma noite com Rilke

Rilke esteve comigo na noite passada. Contou-me em voz muito educada e doce sobre a paz e a dor. Falou-me que estes sentimentos os quais damos acesso, ainda são pequenos... Mas aos poucos evoluímos, mesmo com emoções tão rústicas...
Disse que paz não é falta de luta. Disse que na vida, uma batalha boa e sofrida é remédio contra qualquer dor.
O poeta alemão me contou também, que o silêncio é a solidão que a alma necessita, para ampliar suas capacidades de lidar com o temor da falta de pão para o espírito.
Rilke me lembrou que nada é em vão. E um pouco sorridente asseverou: “da falta de ombro para chorar é que muitas vezes o nosso fica forte e chega um dia a servir de ‘píer’ para os companheiros.”
Seu olhar me consolava e, num momento em que saboreava do chá que havia lhe oferecido, acrescentou que nestes mares imensos que se fazem na vida dos que buscam a paz, a dor é companhia que engrandece.
Rilke advertiu que o ciúme e a inveja existem. Disse que são frutos do olhar doente do irmão que deseja o que alcançamos. Mas adiantou que tais experiências devem servir, unicamente, como elementos de análise, para que, tal olhar, nunca seja o nosso. E para o irmão adoecido indicou prece.
Falou ainda que todos os ciúmes e invejas e outros males, sejam mais ensinamentos do que perturbações.
O vate acrescentou que a paz e a dor estão sempre juntas. Andam de mãos dadas. Ele disse que é para que não tropecemos por vaidade. Aquele que parece inimigo traz consigo uma dose de lenitivo, que serve para as reflexões mais recônditas...
Rilke pegou minhas mãos e as uniu. Lamentou que ainda que quisesse ficar já se fazia tarde. Rogou que estude ainda mais; que leia ainda mais; que me dedique mais ainda ao ofício de escrever e à literatura.
Rememorou-me que essas coisas não se esgarçam e não se perdem na eternidade. Sorri. Beijei suas mãos de poesia e paz e dor já compreendidas.
Olhei aqueles olhos tênues e tranquilos e fiquei com a lembrança de sua voz doce, com a leveza de sua presença.
Abracei suas lições de amor e morte e paz e dor e prazer e sorte.

3 e 15 da manhã de 21/05/2010 - Solineide Maria

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Desejos Natalinos VI

Marta querida...
faça-me amiga
dessas humildes...
Dessas bem calmas...
Dessas bem simples...
Dessas caladas...
Dessas que ficam nos bastidores
cuidando das dores
e das comidas.


Solineide Maria
para meu novo livro: Desejos Natalinos.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Desejos Natalinos V

Quero mais calma 
como tem a madrugada...
Que espera a luz 
sob o impacto da alma...
Que vela ansiosa a chegada 
da alegria...
Sorrindo mouca
contra qualquer agonia.

Solineide Maria Dez. 2012

Desejos Natalinos IV


Para a estrela pedirei mais alegria
para os Reis Magos só um pouco de magia
para Maria dicas de abnegação
ao bom José clamarei por compreensão
ao Deus Menino rogarei por Piedade...
Pois que bem sei carrego ainda
imperfeições seculares...

Solineide Maria de Oliveira

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Desejos Natalinos III

Quando chegar a doce data do Deus Menino,
vou abraçar minha alegria e bem baixinho
direi assim:
Ele nasceu de novo!
Não esqueça disso durante o Ano!


Solineide Maria

Desejos Natalinos II

Queria ver em cada casa a esperança...
feito criança sair correndo e entrar na dança!


Solineide Maria

DESEJOS NATALINOS

Esperarei o doce beijo da alegria,
feito menina que cansou da 
apatia! 
Quero a paz de abraçar a minha filha
como se fosse o próprio Cristo 
ressuscitado!
Como se fosse Maria Santa
útero sacro!


Solineide Maria 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Sonhei com Padre Fábio de Melo.

O sonho se resumia em conselhos espirituais, os quais, esse bravo poeta da Igreja e das coisas da vida espiritual, realizou, em particular, para mim. Ele dizia sobre pausas e recomeços. Sobre luz e sombra... Disse que era melhor descansar no Senhor minhas agonias, do que dizê-las aos humanos. Contou que anda meio cansado sobre as perguntas a respeito da beleza estética que ele carrega. Citou alguns trechos do Evangelho Segundo o Espiritismo e riu quando lhe disse que ele combinaria como Espírita. Sua resposta foi bonita: "sou de Deus, já basta não é?" Que sonho bonito... Disse uma poesia linda, que acabei esquecendo... Mas me aconselhou a seguir com a minha. Falou tão bem sobre as perseguições espirituais... Deu-me conselhos para a Maternidade... Asseverou que "filhos são nossas lições mais difíceis, por isso é bom tirar, no mínimo a média" e riu. Falou sobre outras coisas, mas baixaram o volume do áudio do sonho. Sempre me acontece isso...rs Acordei com sensação de coragem melhor estabelecida. Que sejamos TODOS nós, corajosos em nossas empreitadas pessoais. Que, afinal, acabam sendo entre nós e Deus (como asseverou Madre Teresa). Bom dia!! Solineide Maria de Oliveira 03/12/2012

domingo, 2 de dezembro de 2012

SOBRE AS CRÍTICAS QUE ME ENDEREÇARAM A RESPEITO DA DOAÇÃO DE PRESENTES EM DETERMINADA TAREFA...

um dia a gente vai ter Festa de Natal sem consumismo "em vão"...

No entanto, enquanto esse dia não chega, podemos entender que, por ser algo "cultural", levará mais um tempo AINDA.
Então, vamos com calma...
As crianças (coitadas) já tem problemas demais em aturar pais "tresloucados", egoístas, a falta de água e de ar... pra ficar sem brinquedo.
Sou contra esse ritual sem sentido, mas não posso, sozinha, contra isso tudo!
Minha filha não recebia presente no Natal. Não, comprados por mim. Sempre entendeu que Natal é uma Festa de Aniversário (simbólica) muito especial. No entanto, não posso cobrar de todas as outras crianças (sobretudo as "pobres de marré-de-si") compreensão exemplar sobre este tema.
Vamos semear... Semeando... podemos colher.
Críticas, tão somente críticas, não realizam tarefa nenhuma...

Solineide Maria