quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Poema (05-02-14)

De onde vieste
a luz não se ausenta
e as flores são cânticos
para os olhos.

Sabe meu amor,
não é justo ter se demorado tanto,
não é justo ter me deixado aqui,
ali, acolá... Mendigando amor.

Ontem um amigo me perguntou:
"o que fizeste das experiências
que te aconteceram"?
Não respondi. Ontem não...

Mas hoje, pela manhã,
respondi para ele, em pensamento,
que aprendi, com aquelas experiências:
o que é amar.
O que é ter paz.
O que é ter alegria.
O que é ser caridoso.
O que é calar.
respeitando a dor.
O que é libertar.
O que é progredir
e deixar progredir.
O que é o amor.

Hoje pude ver que cresci uns
dois centímetros
espiritualmente...

Ontem passei no Café e não entrei.
Não tem sentido entrar ali sem você.
Mas sorri baixinho e disse comigo:
"o nosso Café".

Confesso que também chorei...
Porque a poesia às vezes se apavora,
às vezes esquece as palavras,
às vezes nem sei...

Parece uma revoada sem rumo.
As palavras perdidas a quererem,
ansiarem mandar uma mensagem,
escrever um poema,
um bilhete,
um texto qualquer,
mas elas revoam...

As palavras revoam feito borboletas
em busca de outro espaço.
Ou de todos os espaços.
As palavras revoam
feito um bando de quero-quero
desarvorado.

Ontem meus poemas estavam assim...
Hoje esse coitado teve pena de mim
e deixou-se escrever.
Não tem métrica (eu sei),
quase não tem rima,
o ritmo está mais aturdido
que um cavalo sem ferradura...
Mas é poema.

Este coitado poema
teve pena de mim:
deixou-se escrever.
Deixou-se escrever
para que possa lhe dizer,
mais uma vez,
que amo você.

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