quarta-feira, 19 de junho de 2013

UMA ÚLTIMA PALAVRA SOBRE MARCHAS E POSSÍVEIS "MURCHEZAS"...

É claro que não queremos baderna. Mas olha, SINCERAMENTE... Baderna é o que fazem com o dinheiro público. É o que fazem com os que precisam de saúde, educação e o mais... 
Aqueles que escrevem sobre a falta de articulação do Movimento que “acordou” os ânimos vencidos de uma população enfastiada de ver dinheiro público em cueca, mala, viagens pessoais dos políticos canalhas... Não devem passar o desassossego de ser professor (a) e andar a míngua pelas ruas da cidade... De qualquer cidade deste país... Carregando livros e netbook’s que mal podem pagar, mas são obrigados a adquiri-los porque é material de trabalho... 
Será que entendem que, de alguma maneira deveríamos expor nosso “coração partido”? É muito texto e pouca mensagem... 
Prefiro acreditar que os estudantes estão em alerta. Que os senhores e senhoras que tomaram coragem para sair às ruas, não descansaram novamente (nem descansarão). Foram despertados para o caminho da “luta” por um país que seja melhor, não APENAS no futebol (que aqui entre nós, não está lá com essa bola toda...). 
O Esporte virou outra coisa. Não é mais esporte é show. Aliás, que tudo parece ter virado show... 
Outro dia, enquanto limpava o chão de casa, vi pela TV uma Missa de um padre famoso... Havia tantos flashes e “Tabletes” para documentá-la, que não sei se Missa é o nome daquilo... Tudo virou show. 
Outro ALIÁS... Em verdade, em verdade, vos digo: parece que, para a maioria, a arte é tão escassa, que tudo pode acalentar suas almas sedentas pela beleza... Então não vou julgá-los... 
Falar, escrever e noticiar sobre a Educação FALHA do Brasil, também virou show... 
O que me parece é que a pretensão seja mesmo essa, tudo deverá caminhar para se transformar num showzismo burlesco. Mas o que se esperar de uma nação com “n” minúsculo?... 
A quem culpar senão aos que não precisam de remédio e não auxiliam os seus irmãos carentes de remédio?... Os escândalos devem acontecer... Acredito que apenas por meio deles é que se acorda o ânimo que faça possível a escrita de um novo caminho. E, talvez, o Movimento que despertou a “fúria” dos degredados da sorte deste país, não tenha mesmo uma organização conveniente. 
No entanto, a culpa é dos que poderiam ter “orientado” esses jovens, no sentido de lutarem de forma coesa, pelos seus direitos. Esses que escrevem sobre a “falta de organização” do Movimento, corroboram com a natureza leviana de um Sistema que deseja a desigualdade. 
Eu queria saber se a escola está interessada em lutar por uma nova conduta. Uma, que faça as pessoas que ali estão tornarem-se autores de suas histórias. Será que colaboramos para alguma mudança benéfica, ou corroboramos as trajetórias de outros que “dão o assunto”, que apenas escrevem sobre um tema (ou o tema), seja qual for?... 
Admiro os jornalistas. É uma profissão bonita demais, mas nesse “Estado que não é Nação”, não são todos que escrevem textos que “acordem”. Boa parte se debruça para escrever textos que fazem adormecer... Desanimar... Desconsolar... Decrescer... 
Não entendo o que se passa na cabeça daqueles que destroem o patrimônio particular ou público. Nem quero entender. Aqueles que o fazem, DEFINITIVAMENTE, não me representam, nem à maioria. 
Talvez haja um esvaziamento sim, mas houve o enfrentamento de nós para conosco. Houve o aviso de alerta e a exposição de que ninguém está nos enganando! Sabemos que pagamos preços altos por tudo, inclusive por um transporte desconfortável e inseguro. Agora todos sabem que sentimos que somos maltratados e não assinamos embaixo. 
Infelizmente não podemos fazer muita coisa, além de tomar conta da rua (que é pública) e apresentar nossa indignação e cansaço! Infelizmente os jovens não podem contar com o auxílio de algum representante de CARÁTER para que a luta continue e ganhe plenitude capaz de acabar, ou diminuir com o sofrimento de uma nação que ainda se escreve com “n” minúsculo. 
Infelizmente o que temos a favor de nós todos, os degredados pelo Sistema, é muito pouco (ou quase nada): a desilusão exposta por meio de uma Marcha que não se desfaz por não estar nas ruas. Ela está em nós, em nossos corações despedaçados, nossa vida vivida pela metade, nossa saúde estragada, nossas escolas ultrapassadas, nosso cansaço, nossa descrença. 
Porém, alheia a qualquer patifaria política, queremos acreditar. E isso é uma Marcha que não se esvazia, não se esvaziará, não precisa ir às ruas. Essa Marcha está em nós, apesar de tudo. Apesar de nada. 

Solineide Maria 19-06-2013

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