quinta-feira, 18 de março de 2010

Não sou poeta nem nada,
não sei lidar com a palavra.
Naõ sei lidar
com as palavras.
Elas é que lidam com minha falta
de jeito,
de costume,
de tudo
e de nada.
Elas me escolhem,
escolhem o dia,
a noite,
a hora que vão assaltar minha inocência,
que não tem nada
de inocente.
Elas me sentem e
eu nem sei bem
o que dizer que sinto delas...
que sei EU das palavras?
que sei?
eu?
Nada.
Possuo de meu um par de sandálias
talvez...
roupas que não sei se visto
ou não.
O que tenho de meu?
nada.
O último dia que tive alguma coisa
ou impressão de ter
passou, fugiu.
Perdi.
Passou, acabou.
Voltou o sol na manhã seguinte
a dizer assim: nada, mas nada mesmo, fica.
Nada está pronto e acabado.

PARA MEU PROFESSOR DE METAFÍSICA.

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