sábado, 22 de outubro de 2011

IV SEMANA LITERÁRIA DO CENTRO DE CULTURA DE PORTO SEGURO de 18 a 20 de outubro de 2011 - Local: Centro de Cultura de Porto Seguro Rua 15 de novembro s/n, Paquetá - Porto Seguro – Bahia. Homenageado: Castro Alves


Miriam Silva (de verde) é Diretora do Centro de Cultura de Porto Seguro e, efetivamente, constrói uma história de sucesso na cultura desta cidade, muitas vezes tendo de seguir por trilhas difíceis. 
A região carece de apoios muitos e a  Arte ainda não parece ser vista como alimento necessário para o engrandecimento do ser no mundo. 
A arte é muitas coisas, é mais do que praia e sol, é mais do que um ritmo que faz dançar. Isso também é arte, mas a arte é mais. Por caminhos difíceis Miriam consegue se desdobrar e fazer com que o Centro de Cultura de Porto Seguro se mantenha e realize eventos primorosos e importantes. E a IV Semana Literária de Porto Seguro, trata-se de mais um destes eventos.

Falei pouco com Rod Pereira (de camisa azul e óculos), mas é moço capaz demais. Preocupado em que todos possam consumir arte, leva suas apreesentações nas costas (literalmente). Está em cartaz, faz tempo, com um espetáculo. Cenário? Doze almofadas. O Rod faz isso porque é necessário. O custo de se trabalhar com arte é alto, quem paga, em geral, é o artista. Diretor Teatral desde sempre, discutiu ferrenhamente as questões de formação de platéia e expansão da cultura pela região (mais especificamente, Porto Seguro, já que vive ali). Rodo é sério, fala pouco e acertadamente. Está preocupado com a monocultura musical. O que seria isso? Ouvir um ritmo só, quase o tempo todo. Os jovens precisam de muitas músicas, muitas leituras. A arte pode ser uma ferramenta para a elucidação de tais necessidades.

Adriano (de camisa preta) é Produtor Cultural.


Zé Carlos Batalhafam, este moço ao meu lado, é poeta e memorialista. Amigo de muitas passagens. Tem um coração generoso. É batalhador da arte e fomentador de esperança, através da poesia (que habita em suas veias). Paulista de “Vila Nhocuné” acaba de escrever um livro, onde rememora a construção deste seu lugar de origem: Vila Nhocuné: Memórias da Tapera da Finada Ignêz & Outras Memórias- 2011. Bela reconstrução meu amigo. Estou já, a ler, sua obra. Certamente distribuirá milhões de cópias e seguramente será muito útil. O que toda arte acaba sendo. Mesmo em não tendo obrigatoriedade de ser.


Negra Poetisa escreve Cordel. Achei o máximo! Porque não sei exatamente, mas são poucas as autoras de cordéis. Vamos pesquisar? Eu só conheço Negra Poeta. Ela escreve literatura infantil e poesia. Aliás, a poesia é o verbo que sustenta tudo o mais em seu trabalho. Acho inclusive, que no princípio era a poesia. rs
A tarde com ela foi de paz. A paz de saber que a poesia chega e se instala e instaura vontades. Sobretudo a de sermos melhores e fazer o bem. Negra Poetisa é poetisa e verseja seu amor pela arte e cultura. Verseja sua vontade de levar todos com ela, para o universo do entendimento do conjunto: da união. 

As discussões sobre a Indústria do Turismo e formas de como viabilizar ainda mais a Cultura em Porto Seguro e região, foram especialmente bem colocadas por Donald Bertão. Donald, um expert em Cultura e Turismo, é apaixonado pela questão, mas um apaixonado crítico. Sabe perfeitamente que há a necessidade de que se concebam maneiras de gostarmos de nossa cultura enquanto coisa boa de ver e vender. Por que não?  Recolhe experiências que deram certo e as fomenta em todas as discussões e onde haja oportunidade de fazê-lo. Por isso é presença marcante em eventos onde o tema esteja em pauta.
Para Donald é essencial a busca por valorização da cultura local. Nesse sentido, seria necessário buscar a valorização desta, concomitante ao trabalho com os valores, junto à população da região onde se cogitar trabalhar tais elementos. Assim, a platéia, poderia ser formada, pois os elos de valorização seriam as linhas de cingir a relação entre o público e os artistas (que também é público, mas precisam de outro público: a platéia). 
O impacto estético, na opinião de Donald Bertão, é o que mais importa para que a arte encontre o outro e faça o que deve ser feito: o ânimo das antenas da alma. Ouvir Donald falar sobre o tema da Indústria do Turismo é ouvir alguém interessado em melhorar e fazer progredir. Sua fala mais tocante, dentre tantas outras para mim foi a seguinte: “a arte é feita para acordar”. 





2 comentários:

  1. Sol!!!
    É tão bom ver você indo para cima!! Para o alto que é onde merecem estar as estrelas!!
    Te amo!
    Sua leitora antiga,
    Liliana (SP)

    ResponderExcluir
  2. Oi Querida...

    Estava eu procurando algumas informações sobre o Donald Bertão para fazer um perfil dele, pois ele está em um musical que estou dirigindo e deparei-me com as suas palavras sobre a minha pessoinha...

    Confesso que as suas palavras, poucas mas, que para mim foram extremamente valiosas, as quais agradeço imensamente. O que me surpreende, é que falamos pouquíssimo, mas que para mim foi extremamente agradável. A qual espero que os mais breve possível, possamos nos reencontrar.

    Ah. achei bem interessante o seu blog...

    Abraços

    Rod Pereira
    rpereira.rj@gmail.com

    ResponderExcluir