quinta-feira, 7 de julho de 2016

UM POETA TRISTE É UMA LANTERNA COM A LUZ PRA DENTRO

Um poeta triste é uma espécie de lanterna com a luz para dentro...

Ele fica ali, olhando o que não tinha visto... o que tinha esquecido...
Fica ali, com aquele jeito de pedir álcool, mas na verdade, ele quer mil cafés...
Álcool é besteira para a alma. Porque a alma deve ficar desperta.
Café desperta.
Desculpem os que abominam café, adoro. E ele conversa comigo e somos amigos de infância.
Um dia, o café fez uma prova para mim, tirei 10. Foi uma prova difícil de não sei quê... Na verdade, a professora é que era difícil...
Era uma professora de Resumos Informativos. Eu, que pensava que sabia resumir, ficava aflita com a presença dela no corredor da escola universitária...
Depois, passado o susto e essa pessoa, fiquei pensando que deve ser triste ser assim: "assustante"... Foi aí que comecei a gostar dela.
Entendi que essa professora era uma pessoa, igual a mim. Que ela tinha medos e frustrações, mas que tinha um sorriso tão grande também...
Não sei assustar... Não aprendi.
Acredito que não aprendi muita coisa, mas ainda dá tempo... Acredito em reencarnação.
Um aluno disse que acredito em fantasma, por isso. Rimos muito... Ele tinha 12 anos de idade... Saudade...
O poeta quando entristece, tece umas coisas engraçadas... Tece e depois destece... É coisa de passar o tempo difícil.
Essa lanterna-ao-contrário, com a luz para dentro (o poeta triste), vai se adaptando e vendo coisas bacanas, afinal. Por isso, o poeta, depois de uma invertida, ou investida, no pântano de si mesmo, volta com umas palavras interessantes... A gente até gosta de ler, se emociona e coisa e tal...
Um poeta triste é uma espécie de lanterna com a luz para dentro... Isso não é ruim.
Assinado: Bete (amiga de uma poetisa)

Texto: (Solineide Maria)

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