quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Ninguém "É" nervoso

Tenho vários nervos. Um montão deles em mim. Mas isso, todos temos.
O que acontece é que uns seguram seus "feixes" (que parece facho) de modo mais sereno. Outros não.
Um dia um aluno perguntou se nunca ficava nervosa, depois de tentar me tirar do sério, respondi: "Nesse momento estou nervosa com você". Ele sorriu e perguntou se eu queria café. Sorri e asserenei.
Acredito que existam pessoas que não passam pela experiência do nervosismo, porque já vieram com dose extra de "calma". Isso vem de berço também.
Alguém que foi muito criticado, ou rejeitado, ou vilipendiado ou... Desde a infância, ou desde o útero, não poderia ser uma criaturinha muito calma (se bem que lembrei-me de Chico Xavier agora...)
Mas Chico Xavier teve um montão de outras vidas anteriores onde não era calmo. Por isso, meu caro Kardec, me aguarde que um dia chegarei à calma e sabedoria de Clara de Assis. (rsrs)
Estive mais nervosa há uns tempos atrás. Adoeci a pele. E uma médica me disse: "Mas para quê isso? Escreva! Você não é escritora"?
Corrigi a médica, assinalando que era mais poetisa que escritora. Ela então sorriu e disse: "E é brincalhona também"...
Comecei a escrever um livro. Ele está guardado para a hora do parto. Já nasceu, tem um ano e cinco meses, mas será publicado na hora certa.
Dentre um dos versinhos, existe um que diz muito sobre aquele momento, e percebi que havia humor ali. E dei de aproveitar-me disso, mas sem fazer como gaiatice (escritos gaiatos são muito chatos...).
"O homem-cão não queria casar
mas não queria largar

o osso".
O poeminha metido a Haicai acima é meu e está no livrinho que escrevi. Coloquei, então, para fora, o nervosismo daquela época de modo físico: escrevendo. Foi muito bom!
Quando comecei a escrever esse livro, não sabia que ficaria engraçado, e sério, e triste, e alegre... Realmente foi uma ótima surpresa. Dediquei à médica homeopata que me atendeu e aos que estão (porque um dia seremos todos serenos) nervosos. Dediquei também aos que tem nervos de aço.
Hoje, conversando com minha irmã Neide, lembrei desse livro-diário. Ela sempre me acrescenta. Quando estou com Neide, cresço uns 2 centímetros por semana. Então, nesse momento, já não mais tenho 1.50...
"Você é nervosa" - ela me disse. Eu respondi que não. Ela insistiu. E ficamos nisso. E depois que ela saiu, eu sorri... Lembrando que somos umas tolas...
Não somos nervosas Neide, estamos. Isso vem do berço de nossas vidas. Já fomos muito mais. 
Você não É nervosa. Ninguém "É" nervoso... Nós ESTAMOS. Somos Espíritos em progressão. 
Um dia, seremos muito calmos e serenos feito Madre Teresa, Santa Teresinha do Menino Jesus, Clara de Assis (que sou mega-plus-fã) e todas as outras criaturas que já são exemplo de calma nas calamidades dos curtos-circuitos dos feixes de nervos que possuímos.

Te amo.
SOLINEIDE MARIA
27-11-2014

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