sábado, 9 de novembro de 2013

Poema sem palavras

Um poema nasceu pela manhã. Com um jeito de velho, esquecido. O assunto, confuso, frouxo, escuso, mais do que esquisito. Assunto desses que parece não fazer sentido. Um poema nasceu de manhã cedo. De um parto de um sono mal dormido. De um sono do medo do cansaço, de não ter muito feito e vivido. O poema, meu Deus, não disse nada. Feito quando a gente sente e não diz palavra. Feito quando sabemos a razão e a boca não fala.

SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA

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