terça-feira, 18 de setembro de 2012

Depois disso

Depois disso
ficou (mais) difícil.
Depois disso
eu me escondo,
eu enguiço
depois disso.
Eu explodo,
eu
um grito...
Prefiro trancar tudo 
de novo,
esquecer o caminho 
de volta.
Eu insisto que é praga:
depois disso.
Depois disso,
eu solitária,
eu parada,
eu sem itinerário,
eu sem graça.
Eu
velando a mim mesma.
Depois disso,
eu me calo.
Depois disso quero
um barco
que me leve pra longe:
um carro,
um avião,
uma ponte,
uma mão,
um bonde.

Solineide Maria
S.P. 2002

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