terça-feira, 9 de agosto de 2011

Sonho-pesadelo

Eu tive um sonho que acordava sem a poesia
E me atirava, louca e demente a procurá-la!
Feito um cego, muito aturdida cambaleava.
Chorava louca! Igual menina desesperada.

Seguia assim, já algum tempo,
Sem sul ou norte.
Dentro do peito uma angústia me consumia
Pobre coitada, pela magia abandonada...

Estava presa num labirinto frio e assombrado
Às vezes urros e alguns gemidos de longe, ouvia.
Fiquei com medo e roguei logo à Virgem Maria,
Que me acudisse naquela hora de agonia.

Vi uma luz surgir no escuro, clarão azul.
Varreu com força, tremendo tudo na escuridão!
Senti a paz invadir logo meu coração
Era a poesia toda ornada num manto anil.

Para Professor Clinio Jorge

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