sábado, 20 de agosto de 2011

Diário de um dia qualquer

Chego em casa, uma carta e uma cobrança.
Abri a cobrança, a carta é para me abraçar,
abro depois.
As notícias são de violência e corrupção,
e o final da novela é anunciado mil vezes...
as pessoas ainda caem nessa.


Desligo a TV e abro a geladeira:
suco de manga, arroz e frango,
escolho tomar banho.
Volto para o quarto e me enxugo,
boto um moleton e sento na cama,
no espelho, um rosto que demonstra nada.
Sem nenhuma expressão, esse rosto agora,
ali, no espelho.
Faço umas caretas e sorrio, só para discontrair.


Sento para tomar café, não quero ouvir música,
nem nada.
Fecho a porta e as janelas,
certifico-me das trancas:
abro a carta.


Saudades do meu amigo que diz que
faço falta.
Abraço o papel e suspiro.
Tomo o café que esfriou e lembro de você,
que não esqueci durante o dia.
que não saiu de mim durante a noite,
que sempre ficará, latente,
latente,
entrando, nunca saindo,
nos versos e reversos de mim.

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