terça-feira, 23 de agosto de 2011

Aniversário

O tempo de amar passou
Foi quando vi no espelho
A moça que antes fui,
A moça que hoje sou.


O tempo, não sei...
Quem sou?
Restou de mim algo meu,
Além dessas mãos caladas?


Há quanto tempo não sei
De mim, de ti,
Do horizonte
Das tardes ensolaradas?


O tempo aprendeu a ser,
Eu não sei se sou ou finjo
Não sei se agora escrevo
Ou persisto...


O tempo me achou aqui
É mais um ano de estrada
É mais um tempo de mim
Num mundo cheio de farsas...


Esparsas, escassas, estraçalhadas
Alminhas que procuram redenção.
Eu vou junto enquanto há tempo,
Quero amar, quero o perdão...




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