terça-feira, 12 de outubro de 2010

POEMA PARA CLARICE LISPECTOR

Clarice
me diz de você.
Onde é a tua pressa?
E a tua, clama?

E diz das coisas que escrevias,
escreves ainda,
nessa terra onde as torres
nunca param de crescer?

Clarice,
se eu tiver outra filha,
terá teu nome para alvorecer
as ideias.

Clara feito uma manhã,
toda manhã é bem clara (devia ser).
Clarice, vem me atormentar;
que assim calma, sou sem sal.

E sem açucar.

Solineide Maria
(poema publicado no Recanto das Letras)

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