segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Tentativa de Cordel - Sobre a Influência deste na "Literatura chamada de grande"

DEPARTAMENTO DE LETRAS E ARTES
DISCIPLINA LITERATURA DO CACAU I – LTA 058
DOCENTE:
REHENIGLEI REHEM

Professora Reheniglei
Propôs para nosso grupo
Uma leitura importante.
De um texto muito bom,
Palavras muito pujantes,
De um autor pesquisador
Chamado Mark Curran.

Esse moço inteligente
Entendeu depois de estudos
Que o Cordel foi sempre fonte
De inspiração para muitos
Escritores importantes.
Citou o nome de alguns,
Mas escavacou foi dois.

Falou sobre Jorge Amado
Que foi sabido bastante.
Foi o primeiro a escrever
Influenciado sim
Pela escrita do poeta
Que se mistura com o povo.

Esse escritor baiano,
Esperto feito coruja,
Usou de tudo um pouco
Da cultura do folheto.
Dessa linguagem bonita
Que já foi discriminada
Por ser coisa popular.
Veja só, esse escritor
Romancista de mão cheia,
Inspirou-se nos cordéis
Historietas profundas:
Coisa viva de emoção
Porque povo e poesia
É rima que erra não.

Amado pegou o jeito
As palavras, a ideia,
O corpo do cordel mesmo.
Botou dentro das histórias
Bonitas dos seus romances.
Usou da linguagem toda
Dos sofrimentos do povo.

Falou demais do homem pobre,
Que trabalha por merreca,
Falou das mulher da vida,
Falou das mulher sozinha.
Falou dos home avarento
Dos coronéis abastados
Contou de toda essa gente.

Um poeta esse moço
Só que de escrita corrida,
De escritura de romance.
Ele sempre foi famoso
Por ter querido viver
Dentro da vida do povo.

Ariano suassuna
Foi o outro escritor
Estudado por Curran.
Ele mais se debruçou
Na obra tão conhecida
Desse malandro da escrita.
Malandro de muito bom!

A obra intitulada
Auto da Compadecida
Tem tudo o que é cordel
Dentro dela estabelecida.
Eita escritor danado,
O homem é arretado
Outro desse não se avista.

Suassuna até parece
Ter herdado da onça
Sussuarana, astúcia
Demais de hábil.
Literatura do povo
Misturou genialmente
Com a tal da “escrita boa”.

Para tal disposição
Ariano utilizou os cordéis
De Leandro Gomes.
Cordelista de mão cheia
Que nasceu na Paraíba
Sua terra de nascença:
A missão já tinha eia.

Este homem das palavras
Sempre deu a entender
Que gosta mesmo é do povo
E sua linguagem plena
De vida e de transparência.
Não dizem do pó ao pó?
Para Ariano é do povo ao povo.

No Auto da Compadecida
Os folhetos reunidos
O Enterro do Cachorro,
O Cavalo que Defecava Dinheiro
E o Castigo da Soberba,
Estão todas bem visíveis
E era pra ser assim mesmo.

O autor usou de tudo
Do Narrador que é o palhaço
Igual como é no cordel;
Personagens anti-heróis
Como é o caso do Chicó.
Teve inspiração também
De gente que convivia.

Curran o pesquisador
Que escreveu essas passagens,
Teve bastante trabalho
Para dar o seu recado.
Escarafunchou bem profundo
Tudo isso e mais um pouco.
Temos ainda um minuto?


Mais um minutinho dá
Pra gente se despedir
Agradecer Reheniglei
Pela indicação do escrito
Que tanto acrescentou
Sobre a tão bonita
E boa Literatura do povo.

"Cordel" escrito por Solineide Maria, lido na apresentação do texto de Mark J. Curran – Literatura de Cordel pelos discentes: Agildo Oliveira, Bruna Bispo, Jefferson França, Liliana Macedo, Priscila Cardoso e Solineide Oliveira, à Professora Dra. Reheniglei Rehem.

Setembro de 2010.

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