quinta-feira, 30 de setembro de 2010

NASCIMENTO DO POEMA (ou da necessidade de escrever)

Basta...
sentir que se poderia viver sem escrever para não mais se ter o direito de fazê-lo.
Rainer Rilke

Não posso, não consigo.
A veia enquadra a mão,
passeiam gestos.
A voz noturna, bombeia as palavras.
Palavras!

Escrevo à luz de nada,
à luz do que queria.
Querer: outro nome para
anti-coisas não possíveis.

Preciso, preciso,
eis o termo correto.
A folha.
O lápis,
caneta?

Não importa,
já vai nascer,
já vai sair...
Apenas uma frase inicia,
uma frase,
o poema, a Poesia.

Para RILKE
De Solineide Maria

Nenhum comentário:

Postar um comentário

TEMER APROVA O TRABALHO ESCRAVO

De onde saiu essa criatura que atende na função de Presidente de um país com gente que trabalha para pagar feijão, arroz, carne seca, água?...