sábado, 19 de junho de 2010

Saramago (agradecimento)

Saramago
Muito obrigada por me desassossegar as ideias.
Obrigadíssima por me trazer para a luz que deixa para sempre cicatrizes do bem.
Obrigada por não me deixar em pânico, por pouco.
Obrigada por fazer um belo uso das palavras.
Obrigada por dizer SECAMENTE que a vida às vezes é falha.
Outras vezes TAMBÉM. Mas que a criatura humana é que seria culpada.
Porque você me alertou para a verdade essencial das coisas. Dos fatos. Das sentenças.
Obrigada por me apresentar a Santa Clara, na figura de Blimunda.
Obrigada por me apresentar a São Francisco, na figura de Baltasar.
Pena que não lerá meu Mestrado em você.
Já havia escolhido o tema viu? Não farei uso de sensacionalismo por conta de sua viagem não.
Obrigada por me salvar da cegueira.
Obrigada por experimentar da cegueira.
Tanto tenho a agradecer aqui desse quarto acanhado...
Tanto a agradecer aqui, desse coração abatido, mas nunca vencido.
Obrigada Saramago, obrigada.
Você sara âmagos adoecidos.
Seja você para sempre Saramago
Abençoado!

VOCÊ NÃO MORREU. EM BREVE (OU JÁ) SABERÁ.

Um comentário:

  1. Eu tinha um medo enorme de José Saramago. Quando passava pelas vitrines das livrarias e via a capa do “Ensaio sobre a cegueira” preferia não pensar na hipótese de lê-lo.

    Na verdade, era o título do livro que me desesperava, por conta da minha relação mal resolvidada com as dificuldade oculares cotidianas.

    Eis que o cinema me salvou. Vi Saramago pelas lentes de Fernando Meireles e passei a ler seus livros. Eis que passei a enxergar um homem e uma obra com estilo invejável. Pena não ter visto antes.

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