quarta-feira, 9 de junho de 2010

O AMOR, DISSERAM, É UM TAL FOGO QUE CONSOME

O amor, disseram, é um tal fogo que consome,
É labareda que instiga uma fome
Trilha que perde e de repente triste se faz.
O amor, disseram, é uma luz
Que se distrai.

O amor
Palavra mal empregada quando emitida
Pois a maneira para que fora inscrita há muito anda esquecida.
O amor não sei: parece luz,
Parece fogo, parece brisa.

E este meu amor, querido homem
Agora sopra uma certeza que já não sabe
Nem onde e nem quando se assegure.
Talvez exista porto, casa, peito,
Paragem.

Mas é que o medo agora está
Muito mais forte,
Que a labareda que um dia ansiosa
Soprou unânime,
Em teu peito uma mensagem.

Também queria te encontrar...
Num espaço e tempo ainda possível
Para te amar.
Seria, no entanto, auspicioso?
Fornalhas entristecidas
Podem voltar a foguear?

O amor, disseram,
É um contentar-se de descontente.
Talvez por isso melhor seria
Erguer aos céus milhões de preces
Para este lírico amor desencantar.

2 comentários:

  1. Oi Soli, vc consegue em seus poemas materializar o AMOR, ele pode ser o meu, o seu ou de qualquer pessoa sensivel para percebe isso. Beijos.
    RAFA.

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  2. RAFA
    obrigada por exercer a leitura AQUI neste cantinho, que te ama tanto!

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TEMER APROVA O TRABALHO ESCRAVO

De onde saiu essa criatura que atende na função de Presidente de um país com gente que trabalha para pagar feijão, arroz, carne seca, água?...