domingo, 25 de abril de 2010

Passa o tempo à revelia.
O homem, ereto e solitário.
Sobram, para os que sonham, desesperanças.
E a vida, essa maldita e bendita soberana,
que despeja ódio aos que não cumprem
suas sentenças.
E enche de terror os que não a cumprem.
Passa o tempo à revelia,
e a sombra da noite na cidade,
passam as horas entre o tempo deitado no relógio.
Escavando vai, o homem, a terra.
A terra que é si mesmo.
Moldando um homem novo, mas velho, o de sempre...
Passa o tempo à revelia.
O tempo é um menino mal criado,
desses que não ouve nada.
Nem ninguém.


1990

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