sábado, 24 de abril de 2010

Amo um poeta
(muito)
que não crê
demais no amor.

No fundo amo
(penso)
a ideia
de ter um poeta.

De tê-lo aqui,
(por perto)
para me animar
os versos.

Amo a presença
(distante)
de suas mãos
que não são minhas.

Amo
(sinto),
mas é um pouco
triste este amar.

Porque é velado
(quase),
é acanhado,
é quase silencioso.

Não fosse alguns
poemas
que insistem;
por nada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário