Olha Marília, as flautas dos pastores, Que bem que soam, como são cadentes! Olha o Tejo a sorrir-se! Olha: não sentes Os Zéfiros brincar por entre as flores? Vê como ali, beijando-se, os Amores Incitam nossos ósculos ardentes! Ei-las de planta em planta as inocentes As vagas borboletas de mil cores! Naquele arbusto o rouxinol suspira; Ora nas folhas a abelhinha pára. Ora nos ares sussurrando, gira. Que alegre campo! Que manhã tão clara! Mas ah! Tudo o que vês, se eu não te vira, Mais tristeza que a morte me causara. Este é um dos poemas líricos mais conhecidos do poeta português Manuel Maria Barbosa Du Bocage. A natureza serve de cenário para o acontecimento sentimental: “Olha o Tejo a sorrir-se! Olha: não sentes”. O amor neste poema está alegre, o eu-lírico está satisfeito em amar Marília e deseja aproveitar a manhã com ela: “Vê como ali, beijando-se, os Amores/Incitam nossos ósculos ardentes!”. É um convite, mas também uma ilustração: “Ei-las de planta em planta as inocentes/As vagas...
Eu também! Muito bonito o seu blog! Arrasou!
ResponderExcluirLeila
Sabe que sou sua fã incondicional, suas cartas, poemas, a poesia permanente que habita em vc.
ResponderExcluirTõ com saudade da sua escrita.
bjo,
Catherine
Sabe o que disse Leminski à respeito dessa coisa de querer sermos nós? "Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é, ainda vai nos levar além"...E Clarice...disse tanto.
ResponderExcluirbjo,
Catherine
Oi, sol! Vc é mesmo um sol, sabe? pois brilha com seus versos encatadores , emocionantes e misteriosos... bj amiga. Continue sempre assim.
ResponderExcluirSoli, infelizmente nesta sociedade capitalista, mercenária e de aparência, quase nunca podemos ser nós mesmas. Assim perdemos nossa identidade para vivermos em sociedade...
ResponderExcluirTenho o privilégio de ser aluna de Solineide Maria.
ResponderExcluirMylena