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Para os 33 homens soterrados em uma mina de ouro no Chile

No escuro estão trinta e três homens. Debaixo de muita terra, debaixo. A muitos metros de nós. Há muitos metros estamos da dignidade deles, em sofrer tamanho destino com o sorriso na frente. Com o sorriso na frente, mandam cartas para os pais, para a mulher e os filhos: dizendo palavras firmes. Palavras para estes homens, lá debaixo, bem debaixo da terra, são mágicas poções que podem causar alegria. Alguns homens aqui "em cima" usam tantas palavras bonitas para abrir ou magoar feridas... Meu Deus, velai por estes aqui "de cima". Os que estão lá embaixo, bem abaixo de todos nós, estão muito mais acima! Usam as palavras, de maneira digna.

SENHOR

Senhor, Que eu não seja a que fere, a que fala sobre bobagens que firam. Que eu não seja a que leva tristeza e que não seja a que não adianta passo nenhum, de ninguém... Que eu não seja a que instiga dúvidas incoerentes. Que todo o sentimento que eu cause seja para o alto e para o bem.

RAFAELA

Não suma. Não desista de amar, não desista de ser e de estar. Não pense que lhe esqueci. A ternura não diminui por conta de uns km. rsrsrs

Momento de razão

Corta minhas asas se eu quiser voar para longe de Ti. Apara meus sentimentos se eles quiserem amar errado. Dissipa meu tempo se eu não souber aproveitá-lo. Amém

SOBRE O LANÇAMENTO DO MEU LIVRO LIVRO: ALI LONGE NO MAR

Meus amados e respeitados leitores amigos, vou me organizar para postar aqui, fotos do Lançamento do meu livro ALI LONGE NO MAR. O evento aconteceu dia 05-08-2010 e foi um sucesso. Um sucesso no sentido mais sincero da palavra, pois estiveram lá, as pessoas que gostaria que estivessem (inclusive as que não puderam estar). Em tempo, passo o nome da Editora: Scortecci . Tenho alguns livros ainda, quem quiser, quem se interessar, pode adquirir comigo. 3617-5556 8811-7396 Rua Bela Vista, 59 Mangabinha Itabuna-Bahia Um abraço poético! Solineide Maria
Não saia de repente. Guarde a chave da frente e volte quando quiser. Não fique sem palavras, entre e sinta-se a vontade quando der na telha de querer voltar.
As palavras me pegam de surpresa. Todo dia é assim e sobre a mesa nem sempre há exatidão. Exatidão não é coisa da palavra. Elas colhem em nós o mais difícil de expor, de descrever. Fatalmente "erramos" em algum trecho do discurso: falado ou escrito. Inda tem a ortografia e a gramática! Meu Deus! Essas orações todas que existem... As palavras seguram no meu braço, pedem voz. O que faço! Às vezes desespero. Porque nem sempre consigo bem dizer... Então lembro que antes era o nada E que Deus deu assim de dizer: FAÇA-SE O VERBO! E Ele habitou entre nós. Por isso, peço a Deus Muita coragem, Muita sensatez e mais Adestramento. Tudo vem Dele e para Ele deve ser. Amém!