segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

NA CASA QUE HÁ EM MIM

Na casa que há em mim, mora uma vontade de ficar para sempre: para sempre... Mas os móveis estão tão cansados...
As janelas pedem uma ademão de tinta azul e as portas estão solicitando novos parafusos e novas tramelas...
Na casa que há em mim, há uma solidão que você pode extrair.
Você já existe. Está num lugar, mas não está comigo (fisicamente) a não ser na cidade dos meus pensamentos. Moras também na praia do meu coração.
Você vai para a casa dos pensamentos e para a praia do meu coração. Transitas em mim durante o dia inteiro...
Você é, então, quem quero perto e não está (não fisicamente).
Às vezes fico tristonha... Queria suas mãos, seus pés, suas falas e sua pele. Queria sua boca e seus dedos... Quero.
Depois faço mil coisas para voltar a lembrar de mim e minhas coisas. Acho que é um modo de ir reformando a casa que há em mim, até você chegar (decididamente) para sempre.
Nesse dia, serei a mulher mais feliz de todo o Cosmos. E nem precisaremos ter filhos, pois elas já existem.

SOLINEIDE MARIA DE OLIVEIRA
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