segunda-feira, 27 de setembro de 2010

AUSÊNCIA

Sinto sua falta...
Da voz poetizada,
das falas calmas.

Da rosa que você nunca me deu.

Sinto sua mão abrindo eu.
E sua boca nua
falando nada.

Nada além de mim
agora, é verdade.
Mas sou apenas carne.

Carne é pouco,
às vezes incomoda.
Sinto muito
por ser pouco.

Sinto muitas coisas,
mas no fundo,
noraso também,
sinto MAIS, sua falta.

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